quinta-feira, 2 de agosto de 2018

TIC: Privatização de 12 empresas da Telebrás mais o CPqD, há 20 anos, acabou com pesquisas, desenvolvimento e produção de equipamentos nacionais


Há 20 anos, em 29 de julho de 1998, a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro consumou a maior privatização já realizada no Brasil, arrecadando pouco mais de R$ 22 bilhões com a venda de 12 empresas da Telebras.

Embora um dos principais argumentos para a venda tenha sido a necessidade de expansão da telefonia no Brasil e a melhoria do serviço, duas décadas depois, as empresas de telefonia são as recordistas de reclamações de consumidores junto ao Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon).
Segundo o site do Procon, no estado de São Paulo, as três empresas com maior número de reclamações dos consumidores são do ramo da telefonia. 

Desde a privatização, o número de celulares teve um aumento substancial no país, chegando a mais de 280 milhões de aparelhos em 2015, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Apesar disso, as tarifas do serviço ficaram imensamente mais caras. Em apenas cinco anos da privatização do setor, os preços haviam subido 512%, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), tendo sido a segunda maior alta de preços registrada no período, atrás somente dos aluguéis. 

Para Luiz Gonzaga Belluzzo, economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além do baixo preço a que foram vendidas, a privatização das telecomunicações comprometeu outros setores da economia, como a ciência e tecnologia, que vinham sendo priorizadas pela gestão pública. 

“No caso da privatização das teles, a questão mais grave foi que interrompemos um programa de pesquisa na área de telecomunicações que avançava muito celeremente dentro da área de pesquisas da Telebras. Esse foi um dos danos mais sensíveis. E é um dano importante porque nós não temos mais uma empresa que produza os equipamentos de telecomunicações. Nós tínhamos. Então esse era um foco de desenvolvimento que podia se estender para outras áreas”. 

Fonte: Jornal GGN (01/08/2018)

Um comentário:

  1. VAI ACONTECER A MESMA COISA COM A EMBRAER, PETROBRAS E ELETROBRAS.

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