A possibilidade de transferir-se novamente os superavits futuros do PBS-A ao PAMA, defendida publicamente por uma associação de aposentados de SP, cujo presidente também é conselheiro da Sistel, foi duramente contestada por diversos assistidos do PBS-A, inclusive por associados daquela mesma associação que não possuem ou tiveram seu plano PAMA cancelado (vide mensagem ao final dessa postagem).
Como se sabe a transferência dos superavits do plano PBS-A ao plano PAMA, ambos geridos pela Sistel, ocorrida em outubro de 2015, sob alegação de uma ação judicial de 2001 transitada em julgado, causou tamanha confusão na Sistel com diversos fatos espúrios que até hoje não conseguiram ser reparados, como:
- prejuízo aos mais de 700 assistidos do PBS-A que não optaram pelo uso do plano assistencial PAMA (a chamada submassa PB1), pois ficaram até hoje sem seu quinhão, tanto no PBS-A, como no PAMA;
- milhares de assistidos do PBS-A que tiveram seu PAMA cancelado por inadimplência perderam a oportunidade única de recuperá-lo com os aportes que deveriam receber dos superavits do PBS-A e que foram transferidos ao PAMA;
- benefício dado sem causa tanto para assistidos de fora da Sistel, pertencentes a planos PBS das fundações Visão e Atlântico, como até mesmo para assistidos de outros planos PBS da própria Sistel, como PBS-Telebras, PBS-Sistel e PBS-CPqD, que possuem o plano PAMA, devido ao aporte de R$ 3 bilhões (valores da época) transferido do PBS-A ao PAMA;
- a transferência de recursos entre diferentes planos dentro da mesma entidade Sistel foi concretizada com aprovação do órgão regulador, mesmo sabendo-se que a Previc proíbe categoricamente em suas resoluções tal transferência;
- o que se falar então da Previc com sua anuência dada para a transferência de recursos entre diferentes entidades, aqueles que saíram do PBS-A da Sistel para usuários do PAMA pertencentes a outras entidades;
- o déficit do PAMA de 2015, da ordem de R$ 3 bilhões, conforme acordo de solidariedade entre patrocinadoras firmado na ocasião da privatização do STB, deveria ser coberto com aportes exclusivos das patrocinadoras, mas no seu lugar desenterraram um Fundo de Compensação de Solvência (FCS), que nem mesmo existia na contabilidade oficial da Sistel, para que os superavits de 2009, 2010 e parte de 2012 integrais dos assistidos do PBS-A sejam utilizados para cobrir aquele rombo.
Mesmo a Sistel tornando claro a seus participantes, através de seus balanços publicados mensalmente em seu site, que o PAMA atualmente encontra-se em situação estável, com superavit crescente a cada mês, que inclusive chegou a ordem de R$ 111 milhões no início do mês passado, existe um dirigente eleito totalmente inconsequente, ardiloso e desinformado (prefere agredir gratuitamente este redator quando interpreta os números da própria Sistel, a se dar ao luxo de pelo menos ler os relatórios mensais de desempenho dos planos da Sistel, da qual é sua obrigação como conselheiro representante dos participantes e assistidos e pela qual é muito bem remunerado para faze-lo) ou de pura má fé junto aos assistidos do PBS-A, pois insiste em afirmar que futuros superavits deveriam novamente ser transferidos para o PAMA.
Conforme pode ser verificado na mensagem abaixo, nem mesmo associados desta entidade de aposentados de SP, presidida por esse conselheiro eleito, concordam com a posição externada de nova transferência de recursos do PBS-A ao PAMA:
Meus amigos companheiros telefônicos:Como eu já havia dito a vocês em uma das reuniões da Astel em que participei, eu não tenho plano de saúde.Meu plano foi cancelado sem que eu pudesse fazer qualquer coisa para recuperar. Tentei de varias formas e não consegui nada e hoje eu dependo simplesmente do SUS aqui do meu bairro, onde graças a Deus o atendimento é muito bom, pois pelo menos aqui as coisas funcionam. Não tenho queixa do atendimento que recebo tanto pra mim como para minha esposa.Sendo assim, como eu não faço parte do PAMA PBS, porque eu fui excluído, eu também não aceito que esse superavit, mais uma vez, seja repassado p/o PAMA pois essa é minha opinião. Eu quero a minha parte na minha conta bancaria. Simples assim, pois como todo brasileiro eu também estou passando por dificuldades e esse dinheiro vai vir em bom momento.Sem mais, agradeço a compreensão e um bom feriado a todosDEUS ABENÇOE..

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