quarta-feira, 4 de maio de 2016

Sistel: Análise sobre Relatório de Administração 2015 e Estatuto da Sistel indica que Oi, Vivo, TIM e Sistel não podem ser patrocinadoras de planos e tão pouco participar dos Conselhos da Sistel


Desde o início deste ano a Sistel passou a administrar somente sete planos previdenciários (4 PBS e 3 Prev) e um assistencial (PAMA).

Os quatro PBS são:


  • PBS-A, cujas patrocinadoras são: Oi, Telefonica, Telebras, CPqD, Tim e Sistel;
  • PBS-Telebras, patrocinado pela Telebras;
  • PBS-CPqD, patrocinado pelo CPqD;
  • PBS-Sistel, patrocinado pela Sistel.
Os três PREV são:


  • CPqD Prev, cujas patrocinadoras são: CPqD, PADTEC, Instituto Atlântico, STIC, JÁ! e PSG;
  • Telebras Prev, patrocinado pela Telebras;
  • Inova Prev, cujas patrocinadoras são as mesmas do plano CPqD Prev.
O plano assistencial PAMA tem os mesmos seis patrocinadores do PBS-A.

Segundo definição do Estatuto da Sistel (Art. 9, Item I), Patrocinador é a pessoa jurídica que mediante Convênio de Adesão firmado com a Sistel, assuma os encargos decorrentes da prestação previdencial, mediante contribuições e condições naquele instrumento ajustadas, aderindo a Plano de Benefícios a ser especificamente para ela estabelecido ou aderindo a plano já existente, nos termos da legislação vigente.

As contribuições aos planos PBS (Benefício Definido) pelos participantes ativos é proporcional ao seu salário mensal e de acordo com a idade do ativo na data de inscrição no plano. 
Já das patrocinadoras, varia entre 0,5 e 6,5% sobre a folha de salários dos ativos. Como só existem participantes ativos nos planos PBS-Telebras (22) e PBS-CPqD (6), somente as patrocinadoras Telebras e CPqD contribuem exclusivamente para os seus dois planos PBS, ficando os planos PBS-A e PBS-Sistel sem nenhuma contribuição, tanto das patrocinadoras, como de ativos inexistentes. Somente os assistidos, os 28 ativos e as patrocinadoras Telebras e CPqD contribuem para os planos PBS. Oi, Telefonica, Tim e Sistel deixaram de contribuir desde 2004.

As contribuições aos planos PREV (Contribuição Definida ou Variável) é paritária entre participantes ativos (1872, sendo 1635 do CPqD e empresas coligadas e 237 da Telebras) e patrocinadoras e variam entre 1 e 8% sobre os salários dos ativos, alem das eventuais contribuições extraordinárias, exclusivas dos ativos. Somente as patrocinadoras CPqD, suas cinco empresas coligadas e a Telebras contribuem com os planos PREV. 

As contribuições das patrocinadoras ao PAMA resume-se teoricamente a 1,5% sobre a folha de salários dos seus ativos dos planos PBS. Como só existem participantes ativos nos planos PBS-Telebras (22) e PBS-CPqD (6), somente as patrocinadoras Telebras e CPqD contribuem ao PAMA. Toda receita adicional do PAMA é de responsabilidade dos assistidos. Oi, Telefonica, Tim e Sistel deixaram de contribuir desde 2004.

Então pela definição estatutária da Sistel (Art. 9), Patrocinadoras só podem ser as empresas que assumem (não é mencionado a possibilidade de terem assumido no passado) encargos dos planos previdenciais mediante contribuições, ou seja, Telebras, CPqD e as cinco empresas a ela coligadas (PADTEC, Instituto Atlântico, STIC, JÁ! e PSG). 
Portanto pela interpretação do Estatuto da Sistel, as auto designadas Patrocinadoras Oi, Telefonica, Tim e Sistel não podem seguir como Patrocinadoras de planos de benefícios da Sistel desde 2004 e devem ter sua inscrição de membro cancelada de acordo com seu Art. 10, Parágrafo 2º, Item III.
Mesmo com este cancelamento de inscrição, estas quatro empresas ficariam obrigadas a prestar garantia à Sistel, dos recolhimentos e encargos previstos na legislação vigente e no Edital de Privatização do STB (Art. 10, Parágrafo 3º do Estatuto).

Por outro lado, sem a condição de Patrocinadoras, Oi, Telefonica (Vivo), Tim e Sistel não podem, desde 2004, indicar seus representantes como membros do Conselho Deliberativo e Fiscal da Sistel (Art. 25, Parágrafo 3º, Item I do Estatuto da Sistel) e como consequência os Arts. 28, 29 e 33 do Estatuto devem ser totalmente reformulados.

Para demonstrar a disparidade de contribuições entre as auto designadas patrocinadoras da Sistel e os participantes e assistidos nos dias de hoje (2016), colhemos e adaptamos para jan16 os seguintes dados do Relatório de Administração da Sistel de 2015 e suas Notas Explicativas:


Mais uma vez verifica-se que Oi, Vivo, Tim e Sistel não contribuem para qualquer plano da Sistel.
Por sua vez o CPqD e suas cinco coligadas contribuem com 87% das receitas dos planos previdenciários da Sistel e a Telebras com 13%.

Por sua vez a proporção contributiva dos planos consolidados da Sistel é de 77% para os participantes ativos/ assistidos e de 23% para as duas patrocinadoras (CPqD / coligadas e Telebras).
Já para os planos PBS-A e PBS-Sistel os participantes assistidos assumem 100% das contribuições, enquanto que nos cinco planos do CPqD e Telebras a contribuição é paritária entre ativos/ assistidos e as respectivas patrocinadoras. Observa-se nestes números outra incoerência no plano PBS-A, relativa a destinação de seus superavits.

Resumo: A interpretação ao pé da letra do Estatuto da Sistel em vigor nos leva a considerar que Oi, Vivo, Tim e Sistel não podem mais ser patrocinadoras da Sistel e muito menos participarem dos Conselhos da Sistel. 
As únicas patrocinadoras legais da Sistel, nos dias de hoje, seriam a Fundação CPqD, junto com suas cinco empresas coligadas, e a Telebras.
Por outro lado a destinação dos superavits do plano PBS-A deve ser de 100% aos assistidos, segundo a proporção contributiva nos últimos cinco anos e não de 32% para os assistidos e 68% para as patrocinadoras, conforme estas últimas e a Sistel veem declarando. 
Já para os planos exclusivos da Telebras e CPqD a proporção contributiva atual é paritária e coerente com os números apresentados.

Fundos de Pensão: Petros dá exemplo e é o 1º fundo de pensão a lançar um Portal da Transparência. Exemplo deveria ser seguido pelos demais fundos de pensão


A Petros acaba de se tornar o primeiro entre os grandes fundos de pensão do país a dar a seus participantes acesso a todos os contratos de aquisição de materiais e serviços. Entrou no ar hoje, o Portal da Transparência, espaço que reúne informações sobre todas as compras realizadas a partir de março de 2015. Não se trata de uma exigência legal, já que a Fundação não é obrigada a cumprir a Lei de Acesso à Informação, mas de uma iniciativa que reforça o compromisso da atual Diretoria Executiva com a eficiência de gestão e transparência dos processos. “Nossa motivação é abrir as portas da administração da Petros, prestando conta de forma absolutamente transparente sobre cada ato da nossa gestão. Nossa atitude visa reforçar o compromisso da Petros com a transparência e o zelo na aplicação de recursos", destaca o presidente Henrique Jäger.

Estão sendo divulgados contratos de compra de materiais necessários ao funcionamento da Petros e pagos com os recursos que a entidade arrecada por meio da taxa de carregamento. "Estamos colocando a entidade na vanguarda da prestação de contas aos participantes, que passam a ter total acesso à destinação da taxa de custeio administrativo paga mensalmente à Petros”, complementa o diretor Administrativo e Financeiro, Danilo Silva.

O Portal da Transparência está disponível na área do participante. A primeira categoria inclui as despesas com aquisição de materiais duráveis e não duráveis, como equipamentos de informática, móveis e materiais de escritório, entre outros. A segunda reúne as despesas com os serviços necessários para manter a operação da Petros, como assessoria atuarial e assessoria jurídica, por exemplo. No caso da aquisição de materiais, são informados o mês de compra, a classe do produto, o valor de aquisição, o nome do fornecedor e o número da ordem de compra. Em relação aos contratos de serviços, o portal exibirá a modalidade de contratação, o nome da empresa fornecedora, o valor, a vigência, o objeto e o número do contrato. As informações de aquisição de materiais ficarão disponíveis com o histórico dos últimos 12 meses, enquanto aquelas referentes aos contratos de serviço permanecerão no ar até o término da vigência. Todas as informações serão atualizadas mensalmente.

O conteúdo pode ser visualizado após acesso com login e senha, a partir do menu da esquerda ou do banner central disponível no Portal. O link "O que é" apresenta uma espécie de tutorial sobre a organização das informações. Em "Gráficos", é possível conferir o volume de despesas com a compra de materiais mês a mês e os gastos de cada modalidade de contratação de serviços. 

Fonte: Portal Petros (03/05/2016)

terça-feira, 3 de maio de 2016

Fundos de Pensão: PREVIC reconhece antecipação de tutela para as pensionistas pós-2006 do Aerus (Varig/ Transbrasil)


O Escritório Castagna Maia recebeu nesta terça-feira (3) o parecer oficial da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) reconhecendo que a antecipação de tutela, deferida para os aposentados e pensionistas, incluirá, também, as pensionistas pós-2006.

O ofício foi encaminhado ao Instituto Aerus e os valores devem ser liberados, corretamente, em tempo breve.

Diante disso, mais um capítulo dessa longa batalha se encerra. A FENTAC, as Comissões dos Estados, o SNA e o Escritório Castagna Maia seguirão para a próxima luta que é garantir o pagamento para todos os participantes. 

Leia a seguir, a nota do Escritório Castagna Maia:

"Vitória das pensionistas pós-2006
No final do ano passado comunicamos o início de intensa movimentação a fim de solucionar a questão das pensionistas “pós-2006”. Havia situação esdrúxula, pois o Aerus, administrativamente, suspendeu os benefícios das pensionistas cujos titulares aposentados haviam falecido após o ano de 2006.

Hoje recebemos oficialmente o parecer da PREVIC reconhecendo que a antecipação de tutela, deferida para os aposentados e pensionistas, inclui, também, as pensionistas pós-2006. Tal ofício foi encaminhado ao AERUS e os valores devem ser liberados, corretamente, em tempo breve.

Não se tratava de questão simples. Aliás, a ação civil pública em si não é uma questão simples. Basta percebermos que a antecipação de tutela foi efetivamente concedida somente após 10 anos de muito trabalho. Aqueles que hoje apontam o dedo para falar em omissão dos representantes é porque não conhecem o processo e não conhecem a luta até aqui travada. Não passamos um dia sequer sem nos preocuparmos com esse processo, assim como fez o Dr. Maia até seu último dia.

A questão das pensionistas pós 2006 não seria diferente. No entanto, durante o período em que as pensionistas excluídas ficaram sem receber tivemos muitos questionamentos.

Levamos o sofrimento das pensionistas para o conhecimento do Justiça. Nesse meio tempo, levamos a conhecimento da PREVIC, Órgão Fiscalizador dos Fundos de Pensão. Na PREVIC tivemos inúmeras reuniões sobre esse tema. Levamos materiais e discutimos a situação.

Não é momento de procurar culpados por tal situação, pois nossa luta está apenas no início. O Escritório parabeniza os envolvidos nessa luta, especialmente o SNA, a FENTAC, a AAPT e as Comissões Regionais. Souberam lutar e saíram vitoriosos. Souberam contornar as dificuldades e as pressões. Souberam manter a calma e seguir em frente. Essas qualidades mostram que nossa linha de frente está firme e luta por todos. Necessitamos continuar nesse caminho.

Nossos próximos passos serão direcionados a debater a questão da amplitude da antecipação de tutela. Já temos um recurso de embargos de declaração no sentido de que a antecipação de tutela não fez qualquer restrição em relação às patrocinadoras, ou seja, é devida para todos os participantes aposentados e pensionistas do AERUS.

Futuramente, não sabemos ao certo em quanto tempo, teremos o julgamento das apelações. Nesse momento é que as questões de mérito do processo serão decididas. Assim, o Tribunal decidirá se a sentença será mantida ou modificada. Percebam que ainda temos muita luta pela frente.

Por fim, apesar de já repetido inúmeras vezes neste blog, é importante sempre relembrar. Os participantes ativos do AERUS estão incluídos em nossa ação, e foram contemplados pela sentença de primeiro grau. Não há recebimento de valores por eles neste momento, pois a antecipação de tutela, ou seja, a medida de urgência, só foi deferida para aposentados e pensionistas. A medida de urgência não foi deferida para ativos, nem para herdeiros. Estes somente serão contemplados ao final da ação, em caso de manutenção da condenação da União.

Importante também referir que a antecipação de tutela não está sendo paga com as reservas matemáticas dos ativos, mas com recursos da União. Em tempos de radicalização e de polarização já ouvimos falar até mesmo que os aposentados e as pensionistas estão recebendo valores da reserva dos ativos. Nada mais absurdo. Esse tipo de “notícia” serve apenas para criar conflitos internos entre  ativos e assistidos quando, na verdade, estão todos mesmo barco.

Estamos nos aproximando das maiores batalhas nos tribunais. Se não estivermos juntos, a luta será ainda mais árdua.

Lembremos, ainda: é importante verificar a fonte de toda e qualquer notícia sobre a ação civil pública do SNA e AAPT contra a União. Cuidado com os cavaleiros do apocalipse e com os vendedores de ilusões."

Fonte: Fentac (03/05/2016)

TIC: Brasileiros são campeões mundiais no uso das redes de mensagens instantâneas


Um estudo conduzido em 23 países pelo ConsumerLab, da Ericsson, indica que os brasileiros são mais conectados que a média dos usuários globais – em especial, no uso de plataformas de mensagens instantâneas e redes sociais. Enquanto a média global dos internautas que usam mensagens instantâneas no celular pelo uma vez por semana é de 59%, a porcentagem brasileira atingiu 83% em 2015. 

A tendência é que essa forma de interação cresça ainda mais, já que, em 2014, a parcela foi de 72%. Quando o assunto são as redes sociais, o consumo semanal do brasileiro também se distancia da média global: enquanto o Brasil atinge 83%, a média fica em 65%. 

No relatório “Compartilhamento de Informações”, produzido pela Ericsson, 51% dos entrevistados brasileiros consideram que expor nas redes sociais organizações com comportamentos inadequados tem um impacto maior do que ir à polícia e as autoridades responsáveis.

A confiança em conteúdos postados online é questionada nesse novo comportamento do usuário. Verificar o que há de verdadeiro ou falso em uma postagem na internet é uma necessidade entre os usuários, seja para checar o status de um amigo como até uma notícia ou um conteúdo institucional. Embora os internautas pensem que a internet tenha dado mais voz ao consumidor, 61% dos paulistanos entrevistados para este estudo gostariam de ter acesso a uma ferramenta que checasse a autenticidade de uma reportagem ou de uma postagem. 

"Mais da metade dos proprietários de smartphones entrevistados acreditam que a internet aumentou as denúncias, que expõem o comportamento inadequado de empresas e organizações. Isso é entendido como positivo. Essa é uma tendência dos usuários, que cada vez mais agem como “jornalistas cidadãos”, acreditando que o compartilhamento de informações e de opiniões online aumentam a sua influência sobre as organizações", salienta André Gualda, especialista do ConsumerLab da Ericsson.

A pesquisa também aponta que, como o compartilhamento de informações e influência dos consumidores crescem à medida que mais pessoas ganham acesso à Internet, está se tornando cada vez mais importante criar uma cultura de compartilhamento sustentável de informações, onde todos podem se beneficiar e, ao mesmo tempo, proteger a privacidade do indivíduo. 

Esse comportamento também justifica a popularidade dos aplicativos de redes sociais e de comunicação. A primeira edição do Relatório de Mobilidade da Ericsson de 2015 revelou que mais da metade do tráfego de dados de aplicativos em redes móveis estão concentrados em cinco plataformas.

O Facebook encabeça a lista e é responsável por 28% do tráfego móvel no Brasil. Em sequência, estão a versão móvel do navegador Chrome, com 16%, e o aplicativo do Youtube, que concentra 15%. O WhatsApp e o Instagram vêm logo atrás com 13% e 6%, respectivamente. 

Fonte: Ericsson e Convergência Digital (03/05/2016)

Fundos de Pensão: Projeto de Lei 388, sobre gestão dos fundos de pensão, é retrocesso


A ABCF (Associação dos Beneficiários da Cemig Saúde e Forluz) considera importante salientar que é totalmente favorável ao estabelecimento de instrumentos que impeçam que nossos fundos de pensão sejam utilizados como moeda de troca político-partidária. Dito isso, avaliamos que o PLS (Projeto de Lei do Senado) 388, e seu substitutivo aprovado no Senado, parte de uma premissa equivocada: a de que a maioria dos fundos de pensão com problemas se deu em função de ter dirigentes de partidos nas diretorias das fundações.

Elencamos os principais problemas do Projeto de Lei:

- a maioria dos dirigentes de fundos não é formada por dirigentes partidários;

- a maioria das proposições aprovadas já estão previstas em resoluções e instruções do CNPC e Previc;

- entendemos que dirigente de fundo de pensão deve ser um profissional técnico e deveria ser recrutado dentro da própria fundação;

- a figura do conselheiro independente é absurda. Será independente de quem? Qual a garantia de que ele não será cooptado pela patrocinadora ou pelo governo controlador? No caso da Forluz, em que os conselheiros não são remunerados, o independente concordará em trabalhar de graça, uma vez que o PLS aprovado estabelece que a remuneração do independente deverá seguir os mesmos parâmetros dos demais conselheiros? O conselheiro independente terá as mesmas responsabilidades dos demais conselheiros. Ele estará submetido ao decreto 4942?;

- com o acréscimo do conselheiro independente, as bancadas (patrocinadoras e participantes) perdem 1 vaga cada, uma vez que terão que ser bancadas paritárias: 2 patrocinadoras, 2 participantes/assistidos e 2 independentes;

- mantiveram a vedação da recondução no conselho fiscal. Uma aberração;

- aprovação de demonstrações contábeis no mínimo a cada seis meses é coisa de quem não conhece o sistema.

Os fundos de pensão precisam de conselheiros qualificados, com conhecimento básico de legislação, previdência complementar, gestão contábil e execução orçamentária. Além, claro, de assessoria técnica permanente, independente e subordinada aos conselhos para se debruçar sobre os documentos e analisá-los, para subsidiar as decisões dos conselheiros.

Precisamos melhorar muita coisa, a começar pelo fortalecimento dos principais órgãos estatutários (conselhos deliberativos e fiscais), hoje figuras meramente homologatórias e decorativas, uma das grandes falhas desse projeto aprovado a toque de caixa pelo Senado.

Fonte: Portal ABCF (03/05/2016)

Fundos de Pensão: Plenária da Anapar repudia PLP 268/2016 que muda gestão dos fundos de pensão


Em plenária regional da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (Anapar) ocorrida no último sábado, 30/4, no auditório do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, foram aprovadas quatro moções que os gaúchos levarão ao XVII Congresso Nacional de Participantes e à Assembleia Geral anual, que acontecerão nos dias 19 e 20 de maio, em Belo Horizonte.

Houve também eleição de delegados e indicações de uma lista de candidatos para a representação regional RS da Anapar, a ser submetida à aprovação do congresso.

A pauta do congresso prevê debates sobre a conjuntura econômica e política, os cuidados ao elaborar a política de investimentos, a gestão dos ativos (solvência, processo decisório, risco e retorno) e o papel da representação dos participantes na gestão dos ativos dos fundos de pensão. Também haverá um debate sobre a Previdência Social (é preciso uma nova reforma?).

Já a pauta da assembleia geral estabelece apresentação, debate e votação do balanço e do relatório de atividades de 2015, apreciação do orçamento para 2016, teses e plano de ação para 2016 e eleição da diretoria, conselho deliberativo e conselho fiscal para o triênio 2016-2019.

A plenária foi presidida pelo atual coordenador da regional RS da Anapar, Ledir Gamba.

Os retrocessos do PLP 268/2016
O PLP 268/2016 foi muito criticado pelos participantes. Uma moção de repúdio ao projeto foi aprovada. Oriundo de dois projetos de senadores do PMDB e relatados pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), ele passou no último dia 6 de abril no Senado e agora tramita na Câmara dos Deputados.

Dentre as mudanças, consta o fim da eleição de diretores nos fundos de pensão que são patrocinados por empresas e órgãos públicos. Também reduz a um terço a representação dos participantes nos conselhos deliberativo e fiscal. O outro um terço das vagas será ocupado por conselheiros indicados pela patrocinadora e o outro um terço, por “independentes” contratados no mercado através de “empresas especializadas”.

“Trata-se de alterações que destroem a representação efetiva dos participantes nas instâncias de gestão”, avaliou o diretor do SindBancários e da Contraf-CUT e participante do Banesprev, Ademir Wiederkehr. “Essas novas regras previstas no projeto só irão atender aos interesses das empresas, que ganharão mais poder para alterar conquistas dos participantes, como planos de benefícios, direitos e estatutos”, frisou.

O diretor da Anapar, Itamar Prestes Russo, chamou a atenção de que o projeto aprovado no Senado é “uma terceirização da gestão dos fundos de pensão das estatais, o que não podemos aceitar”.

O aposentado do Banco do Brasil e participante da Previ, Mário Chavasco Rossini, destacou que “esse projeto já está como prioridade para votação no plenário da Câmara, comandada pelo Eduardo Cunha (PMDB-RJ)”.

Chavasco alertou também que os fundos de pensão estão sendo atacados pela mídia golpista. “Déficit não é rombo nas contas, mas decorre em razão de diversos fatores, como o desempenho e a gestão dos investimentos e o crescimento do passivo atuarial”, salientou. “A legislação existente já determina procedimentos para equacionar déficits acumulados”.

“Temos que chacoalhar os participantes porque querem botar a mão no nosso dinheiro”, afirmou a diretora de Comunicação do SindBancários e participante da Fundação Banrisul, Ana Guimaraens. “No momento em que o dinheiro vai para uma fundação, ele é nosso e não há por que ter fiscalização do Tribunal de Contas”, salientou.

Audiência com Maria do Rosário
Na próxima sexta-feira, 6/5, representantes dos participantes e a da coordenação regional da Anapar serão recebidos em audiência pela deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), no seu escritório político, em Porto Alegre. Ela é coautora do PLP 84/2015, junto com o deputado Chico D’Angelo (PT-RJ), que altera as leis complementares 108 e 109, de 29 de maio de 2001, sobre o Regime de Previdência Complementar, no sentido de democratizar e ampliar os espaços de representação dos participantes.

“Vamos dialogar com a deputada. O projeto que ela apresentou, se for aprovado, trará mais segurança para os participantes e sustentabilidade para os fundos de pensão. Porém, a prioridade neste momento será construir um movimento na Câmara para impedir a aprovação do PLP 268/2016”, salientou Ademir, que também é secretário de Comunicação da CUT-RS.

Cadê as eleições do SantanderPrevi?
O secretário de finanças do SindBancários e participante do SantanderPrevi, Paulo Stekel, cobrou transparência e eleições democráticas para os representantes nos conselhos do maior fundo de pensão dos funcionários do Santander, que possui cerca de 40 mil participantes. O SantanderPrevi é oriundo do HolandaPrevi, que tinha como patrocinadora o Banco Real.

“Não temos acesso ao estatuto e ao regulamento do plano, muito menos temos eleições para eleger democraticamente os nossos conselheiros”, afirmou.  “O problema já foi denunciado para a Previc, mas o impasse ainda não foi resolvido”.

Fonte: CUT-RS com SindBancários (03/05/2016)

Fundos de Pensão: Déficit bilionário do Fundo de Pensão Banrisul gera pedido de socorro dos participantes à justiça


O rombo de R$ 1,330 bilhão na Fundação Banrisul de Seguridade Social (FBSS) chegou a limites insuportáveis para ativos, aposentados e pensionistas do fundo de pensão. Por isso, a Associação dos Funcionários das Empresas do Grupo Banrisul (AGBAN) fará manifesto no próximo dia 5 de maio, a partir das 9 horas, na Rua Otávio Caruzo da Rocha, 600 – em frente ao prédio Justiça Federal em Porto Alegre. Os manifestantes querem esclarecimentos do mau uso dos recursos do Fundo e solução para a grave situação. Querem também dar visibilidade pública ao caso (há inquérito civil no Ministério Público Federal), e, sobretudo, pedir a suspensão dos descontos, que somados à participação normal atinge, em alguns casos, média de 30% sobre proventos brutos individuais. Os descontos já determinaram contracheques zerados para aposentados e a desoladora perspectiva de quem espera usufruir futuramente da complementação da aposentadoria. A FBSS sinaliza aos participantes que os descontos se estenderão por mais de 20 anos – estima-se que a maioria não viverá para cumprir a exigência.

Os primeiros sinais da má gestão do Fundo apareceram em 2009 e em 2013 chegaram R$ 1,33 bilhão. Em nenhum momento, as causas do péssimo resultado foram esclarecidas. Entretanto, a partir de agosto de 2014, o prejuízo foi dividido entre os participantes em forma de desconto, além da contribuição normal.

Metade do número de conselheiros e metade da diretoria é escolhida por voto dos participantes da FBSS, mas são os patrocinadores (no caso o Banco) que fazem a designação dos respectivos presidentes, estes definem as premissas atuariais do Fundo e detêm voto de minerva nas decisões colegiadas.

Dos descontos
Ainda em 2009, a Fundação determinou que os associados arcassem com 82% do rombo e as empresas patrocinadoras com 18%; o que foi alterado em 2013 para 63% para os participantes e 37% para as empresas. Números injustos considerando que a lei autoriza a recomposição de déficits até o limite máximo de 50% para patrocinadores e participantes – para cada contribuição normal feita pelo participante, o patrocinador contribui com igual quantia. .

Em dezembro/2015, iniciou novo desconto de 11,33% do rendimento bruto, relativo ao Fundo de Sobrevalorização dos Benefícios, criado por Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O acerto foi entre FBSS, Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC) e patrocinadores em questão, sob a justificativa de pagamento da variação do dissídio da categoria aos inativos. (Desde a criação do Fundo, em 1964, há essa previsão em regulamento, mas não é utilizado para fixação das premissas atuariais, revistas, obrigatoriamente, ano a ano).

Ingerências e má gestão
A Associação dos Funcionários das Empresas do Grupo Banrisul (AGBAN) garante possuir documentos que atestam ingerências constantes dos patrocinadores no fundo gerido pela Fundação Banrisul. Diz ainda que isso será demonstrado nas ações judiciais que estão sendo propostas para a recomposição do Plano de Benefícios. Segundo a entidade, mais de 13 mil famílias dependem da Fundação Banrisul de Seguridade Social, sobretudo os cinco mil participantes, que não migraram para outros planos em 2014, e estão vendo seus proventos diminuírem dia a dia.

Fonte: Felipe Vieira (03/05/2016)

Educação Previdenciária: As Conversas de Zé Aposentado e de Seu Ajuda (9) - Revendo o passado do PBS #1


Conversa de hoje:  Revendo o passado do PBS #1

São dois amigos: Zé aposentado e Seu ajuda. Esse é o apelido deles. Não são tão jovens assim. Ambos trabalharam anos em telecomunicações e se aposentaram pela Fundação Sistel. Zé aposentado é do tipo descansado. Quer apenas o dinheirinho no banco, todo final do mês e ir ao médico quando precisa. Seu Ajuda é o preocupado. Vive acompanhando tudo que trata de aposentadoria e de plano de saúde.  Aqui a continuação da conversa que eles iniciaram no começo do ano, sobre PAMA e PAMA-PCE. Aqui um pouco da história dos Plano Previdenciário PBS-A ou Plano Básico de Suplementação dos Assistidos.


Zé aposentado – Bom dia. Do que vamos tratar hoje. Seu Ajuda?
Seu ajuda – Vamos falar dessas sigla mágicas PBS e PRV e o que elas significaram através dos tempos. Explicaremos também, como nasceu o PBS-A, Plano Básico Sistel dos Assistidos. Tudo isso dentro do contexto da previdência suplementar.

Zé aposentado – Por falar em previdência complementar o que é Suplementação?
Seu ajuda – Vou explicar. Você, trabalhador, ao se aposentar, vai ter direito a receber um tanto mensal pelo INSS (antigamente chamava-se INPS). Esse tantinho que o Governo paga ao trabalhador aposentado, provavelmente será bem menor, que o seu salário na ativa. Para receber um suplemento mensal a esse “tantinho” pago todo mês pelo INSS ao trabalhador aposentado, ele terá que ter aderido, quando em atividade, ao chamado Plano de Previdência Suplementar.

Zé aposentado – A Sistel é uma Fundação que trata dos Planos de Previdência Suplementar?
Seu ajuda –Sim. A Fundação Sistel trata dos Planos de Previdência Suplementar, fechados, que foram instituídos e ofertados, historicamente, aos trabalhadores em telecomunicações, sob comando estatal.   

 Zé aposentado – Suplementação é a história da cigarra e da formiga que você me contou?.
Seu ajuda –Sim. Quando na ativa, a formiguinha contribui com recursos que na sua aposentadoria ela vai usufruir. Mas vamos ao que nos interessa nessa conversa que é fazer uma retrospectiva do PBS – Plano de Benefício Sistel.

Zé aposentado – Recordar é viver ...
Seu ajuda – Sim. É ver como o passado influencia o presente. Em grandes linhas, a Sistel foi lançada em 1977, no governo Geisel, para suplementar a aposentadoria dos empregados do sistema Telebrás, sob comando estatal. A privatização do sistema Telebrás ocorreu vinte anos depois, no Governo FHC..

Zé aposentado – Continue, Seu ajuda ...
Seu ajuda – Vou atender a você, contanto uma historia .. .

Zé aposentado – Adoro ouvir histórias ...
Seu ajuda – Então vamos lá. Era uma vez ... uma empresa estatal, conhecida como Telebrás ou ainda como Sistema Telebrás. Em realidade, seu nome oficial era Telecomunicações Brasileiras S.A. Em 1977, a Telebrás, possuía, algo como 86 mil empregados, em todo o Brasil, dos quais cerca de 90 % eram lotados na operação do serviço.

Zé aposentadoSe eu fosse empregado da Telerj, eu era do Sistema Telebrás?  
Seu ajuda – Era. Telerj significava Telecomunicações do Rio de Janeiro. A Telecomunicações Brasileiras S.A. era uma empresa holding que detinha o controle das “teles”, uma para cada estado da Federação, como a Telesp no caso de São Paulo ou Telern, no Rio Grande do Norte. E ainda havia a Embratel que era a empresa das comunicações para longa distância que interligavam as teles entre si e ao restante do mundo.

Zé aposentadoEntão se eu fosse empregado da Embratel, eu era do Sistema Telebrás? 
Seu ajuda – Era. A observar que, do ponto de vista da previdência complementar para as telecomunicações, a Embratel teve um papel pioneiro. Em 1971, iniciou estudos atuariais com a empresa STEA Serviços Técnicos de Atuária. No ano seguinte, nascia a Telos – Fundação Embratel de Seguridade Social. Em 1º de agosto de 1975, com 98% de adesão, a Telos passou a ter existência jurídica e está aí até hoje. Mas o nosso assunto, Zé, é Sistel.  

Zé aposentado – E o que fez a Telebrás para seus empregados em 1977?
Seu ajuda - Numa Assembleia Geral Extraordinária (A.G.O.),  em 26 de agosto de 1977,as Telecomunicações Brasileiras S.A. aprovaram a instituição da Fundação Telebrás de Seguridade Social – Sistel para “a complementação da aposentadoria e amparo social dos empregados das sociedades controladas e coligadas”.

Zé aposentado – Fico todo arrepiado em saber que “A Sistel foi criada para complementar (ou suplementar) a aposentadoria e dar amparo social aos empregados”...
Seu ajuda – Pois é, Zé, nada como ir às fontes. Isso está registrado lá nas Notas Explicativas, do Relatório de Administração das Telecomunicações Brasileiras, de 1977.  E a Telebrás, não ficou só na teoria. Em 9 de novembro, do mesmo ano, entrou em vigor, para uso interno, o regulamento da Fundação Telebrás de Seguridade Social – Sistel que nos seus 125 artigos define o funcionamento da instituição. 

Zé aposentado – E o governo tinha que aprovar o funcionamento da Sistel?
Seu ajuda – Sim. Todo o sistema previdenciário, inclusive a previdência complementar, é supervisionado pelo Governo. A Sistel foi autorizada a funcionar pela Portaria 2117/80 do Ministério da Previdência e Assistência Social, publicada no Diário Oficial da União de 7 de maio de 1980.  O Regulamento Básico da Sistel, agora com 133 artigos, passou a vigorar em 14 de maio de 1980.

Zé aposentado – O que dizia esse Regulamento Básico?
Seu ajuda – Muita coisa. Pelas regras iniciais da Sistel, o benefício da suplementação seria de 100% do excedente do Salário Real de Benefício (SRB) em relação ao benfíco do INSS. Antes que você me pergunte Zé, o SRB traduz o quanto você vai receber, depois de aposentado.

Zé aposentado – Então, quando o PBS foi lançado, em 1977, o benefício de suplementação era equivalente a 100% do SRB (Salário Real de Benefício) menos o benefício do INSS ?.  
Seu ajuda – Correto.

Zé aposentado – Qual a importância do ano de 1991?
Seu ajuda –  Em 1991, no governo de Fernando Collor – o que foi presidente e o povo, em agradecimento, o elegeu senador – a Fundação Telebrás de Seguridade Social – Sistel lançou o documento Plano de Benefícios da Sistel, com 73 artigos. Nascia a sigla PBS significando Plano de Benefícios Sistel. Até então, PBS significava Plano Básico de Suplementação.

Zé aposentado – Então temos dois significados para a sigla PBS?
Seu ajuda – Assim parece, Zé. Temos a sigla PBS com o significado antigo de  “Plano Básico de Suplementação” e a sigla PBS, de 1991, traduzida como “Plano de Benefícios Sistel”. No antigo PBS (Plano Básico de Suplementação) o assistido não tinha direito ao PAMA-Plano de Assistência Médica ao Aposentado. Já no novo PBS, de 1991, o assistido teve a sua suplementação reduzida de 100% para 90% do SRB e com os 10% restantes teve direito ao PAMA.

Zé aposentado – Só para confirmar. Em 1991, todos os participantes ativos do PBS foram transferidos para um novo PBS, reduzindo o beneficio da suplementação para 90% do SRB menos o benefício do INSS. É isso?
Seu ajuda – Sim, Zé. E teve mais. Ao mesmo tempo, em 1991, foi criado o plano assistencial de saúde, o PAMA,  a ser financiado pelas patrocinadoras, mediante uma contribuição de pouco mais de 1% sobre a folha de salários dos participantes ativos

Zé aposentado – Como é o histórico do Plano de Assistência Médica ao Aposentado, PAMA?
Seu ajuda – O PAMA foi pensado, com a melhor das boas intenções – delas o inferno estás cheio -- desde o primeiro Estatuto da Sistel, em 1977. Como sugere o senso comum, sem um bom plano de saúde, o jogo com a morte do aposentado, ou da aposentada, fica desigual.

Zé aposentado – Como foi o PAMA, na prática?
Seu ajuda – Na prática, o PAMA foi criado pela Sistel, em 1989, no governo Sarney (aquele que ia ficar quatro, mas ficou cinco anos no poder) a partir do lançamento de um plano denominado PRV.

Zé aposentado – O que foi esse tal de PRV?
Seu ajuda – O apelido dele poderia ser “ninguém sabe, ninguém viu”. Em realidade, PRV quer dizer previdência. Era um novo Plano Previdenciário, oferecido pela Sistel,  aos já aposentados, com direto a Plano de Saúde.

Zé aposentado – O PRV oferecia um Plano de Assistência Médica ao Aposentado, PAMA? que maravilha ...
Seu ajuda – Maravilha, coisa nenhuma, tanto que o PRV não vingou. Quem aderisse a ele, teria seus benefícios diminuído de 10% e, em troca, ganharia um Plano de Assistência Médica - PAMA. A maioria dos já aposentados não quis ter o seu benefício diminuído em 10% em troca desse Plano de Saúde.

 Zé aposentado – Então a filosofia da Sistel sempre foi que o Plano de Assistência Médica ao Aposentado, PAMA deveria ser pago com a participação dos assistidos e sem aporte de recursos mantenedores dos patrocinadores?
Seu ajuda – Sim,  é o que a realidade mostrou..

Zé aposentado – Depois do PRV ter sido refugado pelos assistidos, o que aconteceu?
Seu ajuda -  Em 1991, a Sistel criou o PBS - Plano de Benefícios Sistel transferindo compulsoriamente todos os participantes ativos para esse Plano.

Zé aposentado – E como era esse novo PBS (Plano de Benefícios Sistel), criado em 1981?
Seu ajuda -  Ele seguiu a mesma orientação do PRV que não vingou.

Zé aposentado - Então, em 1991, mudaram as regras do jogo do PBS antigo para que os aposentados, presentes e futuros, contribuíssem para o custeio do PAMA que, desde sua idealização em 1977  era de responsabilidade integral dos patrocinadores? 
Seu ajuda - Pode se dizer que foi isso. O plano PBS novo passou a cobrir menos a parte da previdência, para financiar o lado assistencial do PAMA.

Zé aposentado – Foi pior para as formiguinhas?
Seu ajuda - Foi pior. Morreu o sonho que o aposentado iria ter um plano de saúde pago pelo patrocinador. A titulo de vinheta. O diretor de recursos humanos do patrocinador, da época – Telecomunicações Brasileiras SA -- frequentou o noticiário, ao início de 2012, como gerente da Casa da Moeda, no governo Dilma.

Zé aposentado – Recordar é viver ...
Seu ajuda – Como é. Mas voltando ao nosso assunto, houve até um parecer do jurídico da Sistel, em 11 de dezembro de 1991, dizendo que “o PAMA em nada alterou o custeio da Fundação, considerando que o mesmo foi viabilizado pela diminuição do valor do benefício previdencial existente”. C.Q.D.

Zé aposentado – C.Q.D.?
Seu ajuda – Como queríamos demonstrar (CQD). O PAMA, com a mudança das regras do jogo de 1991, foi viabilizado às custas do assistido. Com essa frase, eu até mereço um cafezinho, não é?

Zé aposentado – Cafezinho, não Seu ajuda. Vou é lhe servir um chimarrão com bombilha de prata que foi de meu avô  e tudo mais a que você tem direito.
Seu ajuda – Passe para cá a cuia. Vou falar agora do ano 2000, após a privatização do Sistema Telebrás. Como você sabe, o sistema de telecomunicações, sob comando estatal foi fatiado e as fatias colocadas em leilão. Em decorrência, ao final de 1999, deu-se a cisão do Plano de Benefícios Sistel - PBS do Sistema Telebrás, em vários planos previdenciários.

Zé aposentado – Porque o sistema Telebrás foi fatiado para ser leiloado?
 Seu ajuda – O Sistema Telebrás era um monopólio estatal. Se fosse leiloado, como um bloco único, se teria trocado um monopólio estatal por outro privado. Era trocar seis por meia dúzia. Com fatias, em grandes blocos regionais, de potencial econômico equivalentes – São Paulo sozinho foi uma das fatias – se favoreceria a concorrência a ser controlada por um órgão regulador. Novos tempos, novos ventos..

Zé aposentado – Com a privatização do Sistema Telebrás, como foi a cisão do Plano Previdenciário?
Seu ajuda – Criou-se para os participantes, já aposentados, o denominado Plano de Benefício Sistel – Assistidos ou PBS-A. Eu e você, Zé, que gostamos de dizer que somos da grande família que ajudou e ajuda a interligar, com telecomunicações, um país de dimensões continentais, somos do PBS-A. Para os empregados ainda ativos, na ocasião da privatização, foram criados novos planos de benefícios, um para cada novo patrocinador, idênticos ao antigo Plano de Benefício Sistel - PBS..

Zé aposentado – O que caracteriza o PBS-A?
Seu ajuda - O Plano PBS-A só tem assistidos, Isto é, só tem velhinhos aposentados e velhinhas aposentadas. Não tem participantes ativos que contribuem, mensalmente, para um benefício futuro. Não tem formiguinha colocando dinheiro novo para manter a dinâmica do Plano previdenciário. É um Plano fechado e trancado. O último assistido pelo PBS-A vai apagar a luz.

Zé aposentado – O que caracteriza os PBS que foram criados pelos patrocinadores?
Seu ajuda - Para os ainda ativos na ocasião da privatização foram criados planos de benefícios PBS – Plano de Benefício Sistel, um para cada nova patrocinadora, idênticos em sua estrutura, ao PBS – Plano de Benefício Suplementar que vigia nas Telecomunicações Brasileiras S.A., antes dele ser fatiado e suas fatias terem sido privatizadas.

Zé aposentado – Que complicação, seu Zé ajuda ...
Seu ajuda -  A privatização, em si, foi também um processo complicado, Zé.  Em suma, com o fatiamento e venda das fatias das Telecomunicações Brasileiras S.A., no âmbito da previdência complementar, ocorreu o seguinte. Num primeira fase, criou-se para quem já estava aposentado no Sistema Telebrás, o Plano PBS-A. Para os empregados ativos, na ocasião da privatização criaram-se planos PBS, uma para cada patrocinador. Está claro?

Zé aposentado – Claríssimo. Tinha o sistema Telebrás, que tinha empregados ativos e aposentados. Com a privatização, todos os já aposentados foram agrupados, num plano único, PBS-A. Os empregados  ativos foram distribuídos por planos PBS, um para cada patrocinador, que havia adquirido uma fatia das Telecomunicações Brasileiras.
Seu Ajuda – Isso foi a primeira fase previdenciária, pós-privatização. A coisa evoluiu para uma segunda fase.

Zé aposentado – Caramba e eu que achei que tinha compreendido tudo!
Seu Ajuda – Vamos fazer uma analogia. O Sistema Telebrás era um avião a hélice. A privatização e internacionalização das Telecomunicações Brasileiras S.A., digamos, foi para torna-las um avião a jato. Logo que foi privatizado, o Sistema Telebrás, do ponto de vista da previdência complementar, não partiu logo para o jato puro e sim para um avião turbo-helíce, de transição, com o Plano PBS-A e os planos PBS para cada patrocinador..

Zé aposentado – Quer dizer, saiu-se do avião a hélice com serviço  de bordo caprichado, para a nova aviação a jato que quando distribui um duplo pacote de amendoim, naqueles bancos apertados, a bordo, é considerado como um dia de festa?
Seu Ajuda –  Do ponto de vista da previdência complementar, com a privatização do sistema Telebrás, teve uma primeira fase de transição. Para o pessoal já aposentado, na privatização, tentou-se manter o serviço de bordo, ainda que nem tanto. Para o pessoal ativo, rumou-se para o modelo “duplo pacote de amendoim” e talvez reduzido para um só pacote, que as crises estão sempre aí.

Zé aposentado – Obrigado pela discussão de hoje ...
Seu Ajuda – Na nossa próxima conversa vamos ver como os patrocinadores que adquiriram as fatias do Sistema Telebrás agiram em termos previdenciários e em relação ao Plano de Assistência Médica ao Aposentado – PAMA. Bota água na chaleira, Zé, para um novo chimarrão. Até nossa próxima conversa.

Fonte: Jornalista Fonseca (03.05.2016)


Diversão: Aproveite a vida!



segunda-feira, 2 de maio de 2016

Fundos de Pensão: Telebras é condenada a pagar R$ 72,7 milhões em dividendos à Funcef (Caixa)


A Telebras informou nesta segunda-feira que chegou a um acordo extrajudicial com o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef) para pagar o valor de R$ 72,7 milhões em dividendos referentes ao exercício social de 1994.  

O valor inclui a correção monetária ao capital social da empresa, solicitada pela Funcef na Justiça na época. A 17º Vara Cível da Circunscrição Especial Judiciária de Brasília decidiu em favor do fundo e condenou a Telebras a pagar o montante com a correção.  
O prazo para o pagamento é de 30 semestres.

Fonte: Valor (02/05/2016)

Planos CPqD: Mês de março trouxe recuperação e atingimento de metas para todos planos da Sistel. No ano, os três planos exclusivos do CPqD seguem abaixo da meta. Perda de assistidos no PAMA e PBS-A é marcante (v2)


Segue rentabilidade, equilíbrio e população dos planos Sistel em março deste ano:



- Planos da Sistel que atingiram a meta do mês: todos;
- Planos da Sistel que não atingiram a meta deste ano: CPqDPrev, PBS-CPqD e InovaPrev;
- Planos em déficit no mês: nenhum;
- Planos em déficit no ano: CPqDPrev, mesmo tendo reduzido seu déficit em R$ 1,3 milhões;
- Destaque negativo deste ano: InovaPrev, mesmo com a melhora de sua rentabilidade, atingiu 76% de sua meta em 2016;

- Destaque negativo nos dois últimos meses: PAMA com o abandono de 3.941 usuários e PBS-A com a perda de 56 aposentados e pensionistas;

- Destaque positivo no mês/ ano: PBS-A e PAMA, pelas suas rentabilidades;

- Melhor rentabilidade no mês/ ano: PBS-A.

Sistel: Relato dos temas tratados na Reunião do Conselho Deliberativa da Sistel em 29/4/16


Segue relato divulgado pela FENAPAS:

Na Reunião do Conselho Deliberativo da Sistel, de 27/04/16, abordaram-se:

1. Como de praxe, a Auditoria fez a exposição do andamento dos trabalhos, sem nenhum ponto a destacar.

2. Código de ética: O Presidente do Conselho reiterou a recomendação aos Conselheiros sobre a divulgação dos assuntos da REDEL somente após a assinatura das respectivas atas. Os Conselheiros Cleomar, Burlamaqui e Ezequias solicitaram que seja agilizado o processo de assinatura das atas, para que as informações sejam prestadas dentro de um prazo razoável.

3. Foram apresentados os seguintes itens relativos aos PAMA:

- Estudo de criação de planos alternativos;

- Ampliação do programa de Crônicos;

- Auditoria das contas médicas;

- Revisão da rede;

- Contratação de Escritório Jurídico.

4. Distribuição do Superávit 2012 – PBS-A: Os Conselheiros Burlamaqui, Cleomar e Ezequias apresentaram manifestação (Doc/004/16) sobre o modelo de destinação do superávit de 2012.

5. Modelo de Gestão de TI: Foi apresentada a avaliação da área de TI.

6.  Avaliação de desempenho dos planos: Os quadros demonstrativos serão colocados no portal da Sistel, onde poderão ser consultados. De uma maneira geral os planos apresentaram boa performance.

7. CPI dos Fundos de Pensão: O Presidente da Fundação promoveu apresentação do relatório final da CPI dos Fundos de Pensão, ocorrido neste mês, salientando que a SISTEL não está mencionada.

8. Fiscalização PREVIC: A PREVIC informou que doravante o processo de fiscalização será contínuo.

Veja a Manifestação de Voto e posicionamento dos três Conselheiros eleitos quanto as alterações no regulamento do PBS-A, propostas pela Sistel.

Segue relato divulgado pelo conselheiro eleito por SP:

Segue breve informe dos assuntos discutidos e apresentados na última reunião do Conselho Deliberativo da SISTEL:

1-) Apresentação da Diretoria de Saúde sobre os próximos passos para melhoria do PAMA e PCE onde se destacaram:

a-) Estudo para implantação de planos alternativos com a possibilidade de haver um básico   sem contribuição ou coparticipação com alternativas, para quem quiser, de escolha de planos mais sofisticados com contribuição e coparticipação;

b-) Criação e implantação de auditoria médica com a finalidade de controlar os gastos com nosso plano;

c-) Contratação de empresa especializada na área da saúde para auxiliar a SISTEL na implantação destas medidas.

Estas providências vem ao encontro de antigas reivindicações da ASTEL-São Paulo, que inclusive vem atuando no sentido de agilizar e abreviar esta implantação, entrando em contato com diversos planos de saúde e fornecendo subsídios à Diretoria de Saúde da SISTEL. Esperamos que até a metade do segundo semestre deste ano já tenhamos parte deste plano implantado, dando um alívio aos sistelados.

2-) Apresentação da distribuição do superávit do PBS-A de 2012.

Quanto a este assunto, fica cada vez mais claro o acerto da ASTEL-São Paulo em lutar pela destinação do montante do superávit ao plano de saúde; o que possibilitaria a reintegração de milhares de inadimplentes no PAMA/PCE. Abaixo um quadro comparativo do uso do superávit sendo distribuído ou usado na melhoria do PAMA:

a)      Se aplicado no plano de saúde, poderíamos melhorar a rede, diminuir as coparticipações e contribuições e readmitir os inadimplentes, uso de 100% do montante sem contestação por parte das patrocinadoras e não se pagaria nada de Imposto de Renda;

b)      Se distribuído, ter a contestação das patrocinadoras que insistem em receber 68% do total, sobrariam 32% para distribuição entre os assistidos. É bom frisar que se poderia contestar esta medida judicialmente, que levaria a solução do problema para no mínimo 10 anos de disputas, dada a lentidão da Justiça no Brasil, com resultado duvidoso. A isto tudo podemos acrescentar o recolhimento de Imposto de renda, que iria ficar com quase um terço do total o que tornaria a parte de cada um irrisória, que na maioria dos casos não cobriria sequer a contribuição assistencial.

Esperamos ter esclarecido nossos colegas.

Fonte: Fenapas e Astel-SP (02/05/2016)

Nota da Redação: Pelo observado, a representação dos participantes e assistidos junto ao Conselho Deliberativo da Sistel, alem de ser minoritária naquele pleno (1/3), segue completamente rachada, com um conselheiro eleito (SP) defendendo a distribuição integral do superavit de 2012 do PBS-A para melhorias do PAMA, enquanto os outros três conselheiros eleitos defendem a distribuição para os assistidos.
Caso a contabilidade do PAMA fosse completamente transparente junto aos assistidos, a proposta de SP poderia até ser viável, mas considerando que mais de R$ 3 bilhões já foram transferidos e injetados no PAMA, sem qualquer contrapartida da Sistel de abertura de suas contas, esta proposta de SP torna-se temerária junto aos assistidos do PBS-A.