A crise na Oi só cresce e cada vez mais aproxima-se da falencia final
A Oi pode perder a capacidade de se manter em funcionamento a partir do mês de agosto. É o que revela o relatório da Administração Judicial da Companhia apresentado à Justiça no dia 3 deste mês, e tornado público nesta quarta, 8, pelos sindicatos de trabalhadores, que em movimento coordenado pedem a intervenção imediata do Poder Público para impedir a suspensão das atividades da empresa.
A empresa Preserva Ação, responsável pela administração judicial da empresa, protocolou junto ao juízo da recuperação judicial da companhia na semana passada um novo relatório de gestão com dados dramáticos. Segundo a gestão da companhia, se em abril havia a previsão de fluxo de caixa para o final de julho da ordem de R$ 88 milhões, com os episódios de frustração de vendas da Oi Soluções e, até aqui, a venda ainda não efetivada da UPI Fixa, a nova previsão de fluxo de caixa foi revista para R$ 19,6 milhões.
Este cenário "torna a operação insustentável do ponto de vista de sua continuidade operacional a partir de 01/08/2026, o que exigirá maior sacrifício no pagamento de fornecedores essenciais e folha de pessoal, para garantir a mínima operação dos serviços públicos essenciais ainda não transferidos a terceiros", diz o gestor Bruno Rezende no documento entregue à Justiça.
O que frustrou as expectativas de receita da Oi e as projeções da administração foram o fracasso da venda da Oi Soluções (cuja venda projetava uma receita de R$ 1,4 bilhão) e o fato de que a Método ainda não assinou a compra dos ativos da UPI Fixa, que traria uma receita de R$ 60 milhões para a Oi.
Com base nisso, a gestão da Oi pede à Justiça a intimação da Método para que assine o contrato ou fique sujeita ao pagamento imediato da multa de 50% do valor ofertado no leilão. Além disso, a administração judicial pede a autorização da Justiça para realização imediata de uma nova rodada de tentativa de venda da Oi Soluções por metade do valor mínimo previsto inicialmente (ou seja, cerca de R$ 700 milhões), ou qualquer valor, em uma terceira tentativa.
A administração também pede à Juiza Simone Chevrand que dê ciência da situação ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde a 1a Câmara de Direito Privado avalia os recursos que suspenderam a falência da empresa, e pede ainda que Ministério das Comunicações e Anatel sejam notificados da situação.
Já os trabalhadores, representados pelas federações Fenattel, Fitratelp e Livre, alertam para os riscos aos trabalhadores que podem ficar sem salários e benefícios, repetindo-se o cenário visto na Serede, dizem eles. Os sindicatos alertam ainda para o risco real de suspensão dos serviços essenciais a lotéricas, unidades de saúde e órgãos de segurança pública. Além disso, endossam o pedido da gestão da empresa em relação a uma nova tentativa de venda da Oi Soluções e intimação da Método e pedem a articulação urgente das autoridades.
Fonte: Teletime (08/07/2026)
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