Elon Musk anunciou ontem a fusão entre duas de suas empresas: a SpaceX, fabricante de foguetes e satélites, e a xAI, seu braço de inteligência artificial
A transação cria a companhia de capital fechado mais valiosa do mundo, que deve precificar ações em cerca de US$ 527 cada (R$ 2.771, aproximadamente) e seria avaliada em US$ 1,25 trilhão (cerca de R$ 6 tri).
O que IA e o espaço tem a ver?
Tudo, pelo menos para Musk. O bilionário quer construir data centers no espaço e afirmou que essa seria a maneira mais barata de treinar as ferramentas.
No ano passado, a SpaceX investiu US$ 2 bilhões na xAI.
E essa não é uma ambição exclusiva do empresário: o Google anunciou, em novembro do ano passado, que estava trabalhando em um projeto de centros de dados no espaço e que começaria a realizar testes em 2027.
O acordo representa uma das alianças mais ambiciosas vistas no setor de tecnologia, pois reúne uma companhia que presta serviços espaciais e uma desenvolvedora de IA.
Pelos termos, a xAI se tornaria uma subsidiária integral da SpaceX.
Algo inédito?
Já vi isso antes. Não é a primeira vez que Musk faz grandes movimentações entre suas companhias:
Em 2016, usou ações da Tesla para comprar a SolarCity, empresa de energia limpa da qual era o maior acionista;
Em 2025, utilizou a xAI para adquirir o X (ex-Twitter), plataforma de mídia social.
IPO extraterrestre
A SpaceX se movimenta para realizar uma oferta pública de ações. Essa pode ser a maior abertura de capital da história.
E o plano do bilionário é, no mínimo, curioso: ele quer sincronizar o IPO da companhia com um raro alinhamento planetário e com seu aniversário, que acontecem em junho.
Fonte: Folha de SP (03/02/2026)
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