Setor de previdência complementar avança bem devagar na comunicação com diferentes públicos
A comunicação, seja com a sociedade ou os já participantes das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), é cada vez mais uma prioridade para a Abrapp e a Previc, a ponto de figurar como maior destaque no planejamento para 2026.
E os fatos confirmam. Perto do final do ano passado, com as lideranças do setor já partilhando dessa convicção, a UniAbrapp promoveu pela primeira vez um curso destinado a fazer a mídia entender melhor o que é e como funciona o segmento. Foi um sucesso, com nada menos de 185 jornalistas inscritos.
Falar para dentro, claro, é especialmente importante, considerando a exigência de um atendimento de crescente qualidade ao participante, tendo como fundamentos a melhor governança e máxima transparência. Perfeitamente nessa linha a UniAbrapp realizará o curso “Desenhando a Jornada dos Participantes das EFPC”, iniciando nesta terça-feira, 3 de fevereiro e se estendendo até quarta-feira, dia 4 de fevereiro, em formato online e ao vivo, das 13h30 às 17h30.
Nesses dias em que o participante vai se tornando um cliente mais exigente, o curso tem a proposta de ensinar aos alunos a identificar demandas reais e transformar tais insights em oportunidades de melhoria para o relacionamento com essa sua clientela antes mais passiva e agora capaz de cobrar. Ainda restam poucas vagas e inscrições podem ser feitas em Desenhando a Jornada dos Participantes das EFPC | UniAbrapp.
E todas essas ações na comunicação vão trazendo os objetivos buscados para mais perto. A demanda por inscrições no curso da UniAbrapp mostra o interesse, ao mesmo tempo em que a abertura do segmento para a mídia já começa a surtir efeito.
Exemplo: Ao noticiar no último domingo, 1º de fevereiro, no telejornal das 20 horas da CNN, o fato de entidades de previdência terem investido altas somas no problemático Banco Master, o jornalista Fernando Nakagawa identificou tais potenciais perdedores como fundos de pensão. Mas fez isso explicitando tratar-se no caso da previdência voltada para servidores públicos, os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).
Como o termo “fundos de pensão” é frequentemente utilizado pela mídia de forma genérica, englobando entidades de diferentes regimes, essa diferenciação é importante e está alinhada à defesa que a Abrapp vem fazendo sobre a necessidade de esclarecer ao público as distinções entre as EFPC e os RPPS.
O fundamental, completou o jornalista, é que em qualquer caso se evite a interferência política, prevalecendo a qualificação técnica e profissionalismo, de um lado, e a supervisão e fiscalização, de outro.
Fonte: Abrapp e Aposentelecom (02/02/2026)
Nota da Redação: A matéria da Abrapp destaca que o setor de previdência complementar está tentando modernizar sua comunicação, buscando linguagens mais simples e novos canais digitais para engajar diferentes gerações.
Contudo, essa tendência de "avanço" contrasta com a realidade de muitas Fundações, principalmente a Sistel. Na prática, a entidade ainda falha na transparência ao desprezar o envio de informações fundamentais para seus participantes. Essa negligência é pautada insistentemente na premissa equivocada de que, por serem majoritariamente idosos acima de 70 anos, os assistidos teriam dificuldade de compreensão, o que acaba privando toda população de participantes ativos e assistidos de dados técnicos e estratégicos essenciais sobre seus próprios planos do qual passaram a vida profissional inteira investindo.
É fundamental destacar essa inversão de prioridades. Embora o setor de previdência busque uma "roupagem" moderna para o mercado, o compromisso ético e legal de um fundo de pensão deve estar voltado, primordialmente, para quem o sustenta.
REALMENTE A COMUNICAÇÃO DA SISTEL É MUITO FRACA E SEM TRANSPARÊNCIA. PRECISA MELHORAR MUITO.
ResponderExcluir