segunda-feira, 9 de maio de 2016

Fundos de Pensão: Anapar, contrária a Previc, defende formação de chapas para eleição dos conselheiros representantes dos participantes/ assistidos


Superintende da Previc critica eleições de conselheiros representantes dos participantes por meio de chapas e sugere mudanças

ANAPAR | Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão
09 de maio de 2016Boletim Anapar nº 564
Proposta não encontra amparo legal e enfraquece a representação
O sistema de fundos de pensão pode sofrer novos ataques. O diretor-superintendente da Previc, José Roberto Ferreira, tem divulgado, por meio da imprensa, que pretende apresentar ao Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) proposta de resolução que versa sobre governança das entidades e especificamente sobre eleições dos conselheiros representantes dos participantes/assistidos, entre outros pontos.

No que diz respeito às mudanças que a Superintendência vem externando, nos preocupa que o órgão entenda que "a formação de chapa única não favorece autonomia e liberdade. Temos referência indicando que esse formato não oferece aos participantes o resultado que se espera" (fonte: entrevista de José Roberto Ferreira ao jornal O Estado de São Paulo, publicada no dia 1/2/16). A justificativa, de acordo com o executivo, está baseada na possibilidade de que um mesmo grupo ocupe cargos nas três instâncias de decisão de um fundo: Diretoria e Conselhos Deliberativo e Fiscal.

A Anapar entende exatamente o contrário, que o posicionamento do órgão de fiscalização enfraquece a representação dos participantes. A eleição dos participantes de forma individualizada dificulta a ação articulada e a definição de estratégias conjuntas. Lembramos que os indicados pela patrocinadora agem de forma coordenada e com estratégias discutidas conjuntamente, e não raro com a Diretoria Executiva, indicada também pela patrocinadora. Nunca é demais lembrar que em relação à Diretoria Executiva e ao Conselho Deliberativo, os representantes dos participantes/assistidos estão sempre em minoria nos quóruns de votação, pois o voto de desempate é do patrocinador.

A Anapar sempre defendeu e continuará defendo a eleição por chapas completas como forma dos participantes se contraporem ao excessivo poder que as patrocinadoras detêm dentro das entidades fechadas de previdência complementar. Da mesma forma, defendemos que os representantes eleitos dos participantes, mesmo não compondo chapas, tenham o respaldo de entidades associativas e sindicais fortes, também como forma de se contraporem ao poder da patrocinadora. "O que de fato os tornam mais fortes é o respaldo das entidades dos trabalhadores. Os representantes dos patrocinadores são mais cuidadosos nas negociações quando sabem que os representantes dos participantes/assistidos têm respaldo de alguma entidade, mesmo sabendo que podem derrotá-los em votação nos colegiados", afirma Cláudia Ricaldoni, presidente da Anapar.

O que se tem observado ao longo dos últimos anos é que, sem formação de chapas, as eleições contam com um enorme número de candidatos, muito dispersos, o que acaba por enfraquecer a representação dos trabalhadores, levando, em alguns casos, a defender posições próprias, nem sempre em harmonia com o conjunto que representa.

Além disso, deve-se destacar que a mudança na forma de escolha dos trabalhadores para os órgãos colegiados dos fundos de pensão, defendida pelo dirigente máximo da Previc, não encontra amparo na Lei Complementar nº 108/2001 e fere o artigo 5º da Constituição Federal, que prevê, em seu inciso XVII, ser plena a liberdade de associação para fins lícitos. Portanto, uma resolução do CNPC não pode modificar a legislação: quaisquer alterações neste sentido devem ser feitas de forma expressa em nova lei complementar.

A Anapar defende o aperfeiçoamento contínuo das regras de governança dos fundos de pensão no sentido de ampliar os direitos e proteger os interesses dos participantes/assistidos, e não em sentido contrário. Tanto assim que já apresentou para discussão com a Previc e com o CNPC diversas propostas neste sentido. Até o momento a Anapar não foi chamada para nenhuma discussão.

Democratizar a gestão das entidades, ampliar a transparência é fundamental para a segurança do sistema e de todos os participantes ativos e assistidos.
 
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INSS: Pagamento de revisão de auxílios-doença, auxílios-acidente, aposentadorias por invalidez e algumas pensões por morte de 2012 saem esta semana


No total, 184.470 segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) recebem, nesta semana, atrasados da revisão dos auxílios.

Os valores serão depositados para segurados que recebiam um benefício por incapacidade em 2012, quando a Justiça mandou o INSS pagar a correção.

A revisão é devida porque o órgão errou ao calcular a média salarial de auxílios-doença, auxílios-acidente, aposentadorias por invalidez e algumas pensões por morte. Na conta, o INSS não descartou as 20% menores contribuições do segurado.

O acordo com a Justiça foi feito em 2012, mas a grana está sendo paga aos poucos, em lotes anuais. Por isso, o trabalhador deve ficar atento aos valores que vai receber.

Fonte: Agora SP (09/05/2016)

Fundos de Pensão: Reunião do CNPC é desmarcada e Abrapp diz que sistema de previdência complementar está paralisado


A reunião do Conselho Político de Previdência Complementar (CNPC), que estava marcada para ocorrer amanhã, dia 10 de maio, em Brasília, foi desmarcada em virtude das indefinições do cenário político. Para o superintendente da Abrapp, Devanir da Silva, esse cancelamento preocupa. “Era uma reunião estratégica, é preocupante que tenha sido desmarcada”, diz. “Estamos em meados do ano e o órgão formulador da política de previdência complementar até agora não se reuniu”.

O comunicado de cancelamento foi enviado aos órgãos participantes, entre eles Previc, SPPC, SPS, Abrapp, Anapar e representantes dos ministérios da Previdência, Fazenda e Planejamento.

Para Devanir, hoje a previdência complementar vive uma situação de paralisia. E a responsabilidade não pode ser atribuída aos atuais ocupantes de posições de mando nos órgãos do sistema, como a Previc ou a Secretaria de Política de Previdência Complementar (SPPC). “As propostas existem e os dirigentes desses órgãos se empenham em produzir avanços, mas não adianta”, afirma. “Hoje vivemos o pior dos mundos, que é esse impasse político que paralisa qualquer iniciativa”.

Ainda de acordo com Devanir, “o modelo de previdência brasileiro precisa de uma revisão que devolva um papel relevante à previdência complementar, mas para isso é preciso rediscutir a previdência e remodelar o sistema”. O superintendente da Abrapp acha que, sem medidas de estímulo à previdência complementar o sistema irá manter, e talvez até acentuar, a tendência atual que é de “rolar ladeira abaixo”.

Enquanto isso, Carlos Alberto de Paula foi nomeado pelo ministro do Trabalho e da Previdência Social, Miguel Rossetto, membro do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), sendo conselheiro titular representante da Secretaria de Políticas de Previdência Complementar (SPPC). Já como suplente foi reconduzido Paulo Cesar dos Santos, diretor da SPPC.

O ministro também designou Esdras Esnarriaga Júnior para exercer a função de conselheiro titular no CNPC como representante da Previc. Esdras atua como diretor de administração do órgão. Seu suplente no CNPC permanecerá sendo Carlos Marne Dias Alves, diretor de análise técnica da Previc.
Fonte: Investidor Institucional (09/05/2016)

Anapar: XVII Congresso de Participantes em fundos de pensão será semana que vem em BH


Durante o encontro, que ocorrerá entre os dias 19 e 20 de maio, elegerá nova diretoria para o triênio 2016 a 2019 

A Anapar realiza o XVII Congresso Nacional de Participantes em Belo Horizonte, nos dias 19 e 20 de maio. Os participantes de fundos de pensão se encontrarão na capital mineira para debater a conjuntura econômica e seus reflexos nos fundos de pensão. Entre os temas tratados estão elaboração da política de investimento, processo decisório para escolha dos investimentos, rentabilidade, governança e atuação dos representantes dos participantes na gestão dos ativos.  Para fechar o XVII Congresso, haverá um painel para tratar da sustentabilidade da Previdência Social, com debate sobre a necessidade de eventual reforma. Os debatedores serão professores universitários, especialistas em previdência, dirigentes de fundos de pensão, atuários e consultores, advogados. A programação será divulgada no site da Anapar (www.anapar.com.br) 

Programe-se – O Congresso acontecerá nos dias 19 e 20 de maio, em Belo Horizonte no auditório do Bayrell Hotel. Qualquer participante de fundos de pensão, associado ou não da Anapar, pode participar. 
A taxa de inscrição será de R$ 450,00 para associado e de R$ 500,00 para não associado. Isto para quem se inscrever e efetuar o pagamento da taxa até o dia 30 de abril. Depois desta data a taxa de inscrição será de R$ 500,00 para associado e R$ 550,00 para não associado. O valor da inscrição servirá para custear as despesas com a infraestrutura do evento e almoço nos dias 19 e 20. 
As despesas de hospedagem e transporte correrão por conta dos participantes do evento. A Anapar negociou tarifas diferenciadas nas diárias do hotel onde será realizado o evento. As reservas deverão ser feitas através da empresa Voe Alto Turismo (61) 3046-5700. Reservas de passagens também poderão ser feitas através desta empresa. 

Assembleia geral e eleição dos novos dirigentes – No dia 20 de maio, a partir das 14 horas, será realizada a Assembleia Geral Ordinária dos associados da Anapar.  Os associados presentes avaliarão e votarão as contas, o balanço e o relatório de atividades de 2015, o orçamento e o plano de ação da diretoria para 2016. A assembleia também elegerá a diretoria executiva e os conselheiros deliberativos e fiscais para o mandato 2016/2019. 
Poderá participar da assembleia, com direito a voz e voto, todo associado da entidade que tenha sido eleito em alguma das plenárias regionais que acontecerão do dia 7 de abril até 7 de maio e que estejam quites com suas obrigações. As datas e locais das plenárias serão divulgadas pelo jornal e pelo site da Anapar. 
A assembleia debaterá e votará as teses apresentadas pelos associados.  Teses devem ser inscritas com o apoio formal de pelo menos 30 associados. Devem abordar os temas em debate no Congresso e entregues até o dia 28 de março. 

Fonte: Anapar (maio de 2016)

Fundos de Pensão: Conselheiros eleitos do Serpros (Serpro) rebelam-se e encaminham denúncia à Previc contra nomeação de presidente da entidade


Os três conselheiros eleitos pelos participantes do Serpros, fundo de pensão dos empregados do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), encaminharam à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) denúncia para anular a reunião do conselho deliberativo, realizada em 28 de abril. 
Na ocasião, Cláudio Albuquerque Nascimento foi escolhido para a presidir a entidade, que possui R$ 5,1 bilhões de patrimônio e 11.884 participantes. Eles alegam que a deliberação foi tomada apenas pelos três membros indicados pela patrocinadora, em desacordo com o estatuto da fundação, que exige a presença de pelo menos quatro dos seis membros. 

O documento, obtido pelo Correio, relata que os conselheiros eleitos receberam o currículo de Nascimento e dos outros indicados para a diretoria do fundo 15 minutos antes da reunião. O Serpros estava sob intervenção da Previc desde maio de 2015 por irregularidades na constituição de reservas, provisões e aplicações da entidade. Toda a diretoria executiva estava afastada e a fundação era gerida por um interventor. Em 2015, o plano PS-II teve superavit de R$ 325,4 milhões e o plano PS-I saldado, deficit de R$ 109,5 milhões. 

De acordo com a denúncia, na lista de indicados da patrocinadora não constava o nome de Tatiana Cardoso Guimarães da Silva, gerente atuarial do Serpros, escolhida por participantes e técnicos no fundo  para a Diretoria de Seguridade. Os três conselheiros relataram que apresentaram proposta pela qual a patrocinadora indicaria um empregado para a presidência, e o diretor de Investimentos seria contratado no mercado, em processo de seleção com apoio de consultoria especializada. 

Os conselheiros ainda destacam, na denúncia, que Nascimento foi demitido por justa causa do Banco do Brasil e não possui experiência como diretor de fundo de pensão. A proposta foi rejeitada pelos diretores do Serpro. Os três conselheiros eleitos contam que deixaram a reunião do colegiado para tentar impedir a votação, já que o estatuto do fundo determina que as deliberações devem ser tomadas por, pelo menos, quatro conselheiros. 

Requisitos 
Procurada, a empresa pública alegou que a reunião do conselho deliberativo ocorreu com a presença dos seis integrantes e com representantes da Previc. "Os indicados pelo Serpro receberam três votos favoráveis. Os três conselheiros eleitos decidiram deixar a reunião, sendo que um deles registrou o voto contrário à nomeação", informa nota da estatal.

O Serpro ainda aponta que a nomeação foi aprovada de acordo com o estatuto e que todos os conselheiros assinaram a ata da reunião. "Cláudio Albuquerque Nascimento preenche todos os requisitos da Lei Complementar 108, possui formação e experiência compatíveis com as atribuições, além de não ter sido aplicada contra ele nenhuma penalidade administrativa, como servidor ou como empregado público", comenta empresa pública. A estatal ainda diz que Cláudio Nascimento entrou com processo de Justa Causa contra o Banco do Brasil e que não foi demitido por improbidade administrativa. Em nota, a Fundação Serpros acrescentou que a possibilidade de o presidente não ser empregado da patrocinadora está prevista no estatuto.

Fonte: Correio Braziliense (07/05/2016)

Fundos de Pensão: Alguns planos já podem ter taxas de juros atuariais maiores que 6% em 2016. Na Sistel somente o InovaPrev teve alteração.


Para o exercício de 2016 a Mercer/Gama observa pela primeira vez limites superiores de taxa de juros acima de 6,00% a.a. 

No dia 29 de abril, foi publicada no Diário Oficial da União a Portaria PREVIC nº 186/2016, que divulga a Estrutura a Termo de Taxa de Juros Média (ETTJ média) válida para o exercício de 2016. 

Com isso, as EFPC poderão, desde já, conhecer os limites mínimo e máximo de taxa de juros de cada um de seus planos.​

Na Sistel, segundo palestra proferida no CPqD pelo Superintendente de Investimentos, Sr. Valmir, o único plano que teve sua taxa de juros alterada para o mínimo exigível pela Previc, foi o InovaPrev, que passou de 3,8 para 3,82%.

Fonte: Diário dos Fundos de Pensão e Aposentelecom (09/05/2016)

sábado, 7 de maio de 2016

Planos de saúde perdem 1,3 milhão de clientes em um ano


Mais de 1,3 milhão de brasileiros deixaram de ter planos de assistência médica entre março do ano passado e março deste ano, segundo dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar ), sendo 617 mil somente no primeiro trimestre deste ano. O subsegmento mais impactado foi o de planos coletivos empresarias, devido ao fechamento de vagas formais.

Após perder o emprego no ano passado, a produtora de eventos Erika Freddo, 38 anos, ficou sem ter como pagar o plano de saúde dela e da filha, Larissa, de 15 anos.

“O meu plano era pago integralmente pela empresa. Agora, estou empregada novamente, mas não cobre plano e não tenho condições. Não estou tranquila, mas como temos boa saúde, foco na fé”, disse ela, que nunca utilizou o SUS (Sistema Único de Saúde), mas tem medo de precisar um dia.

“Nunca fui, mas se quebrar um pé, por exemplo, não vai ter jeito. Agora, consultas médicas prefiro fazer em clínicas particulares com preços populares, porque tem menos fila”.

48,8 milhões de clientes
Em março deste ano, o setor registrou cerca de 48,8 milhões de beneficiários em planos de assistência médica e 21,6 milhões em planos exclusivamente odontológicos. No trimestre anterior, havia 49,4 milhões de beneficiários em planos de assistência médica e 21,9 milhões em planos de assistência odontológica.

Em março, o setor apresentou 1.320 operadoras com registro ativo, sendo 1.125 com beneficiários. Em 2015, os planos de saúde médico-hospitalares perderam 766 mil usuários em 2015, uma diminuição de 1,5%.

Apesar do cenário de saída dos beneficiários de seguros e planos de saúde privados, a expectativa da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa as operadoras de planos e seguros de saúde, é que antes do fim de 2016, o setor de saúde suplementar recupere as perdas de beneficiários.

“Esse bem de consumo sempre foi altamente valorizado tanto pelos trabalhadores, que usufruem um serviço essencial, quanto empregadores, por ser um benefício importante para a retenção de talentos e o aumento da produtividade. Mas, apesar do panorama atual, há forte expectativa quanto à recuperação da economia ainda ao longo deste ano, o que certamente reverterá essa queda na adesão aos planos”, diz Solange Beatriz Palheiro Mendes, presidenta da FenaSaúde.

Esses e outros dados estão na nova ferramenta da ANS, que permite o acesso a informações relacionadas à saúde suplementar, de forma interativa.

Fonte: UOL (03/05/2016)

Fundos de Pensão: Previdência fechada apresentará produto para competir com VGBL na reunião do CNPC no dia 10


O Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) terá uma reunião, talvez a última sob a coordenação da atual equipe da previdência, no dia 10 de maio. O secretário adjunto da SPPC – Secretaria de Política de Previdência Complementar, José Edson da Cunha Júnior foi encarregado de fazer um balanço da situação, destacando em sua apresentação novas fórmulas de fomento do sistema de previdência fechada.

Uma das idéias que destacará na reunião é de um novo produto previdenciário voltado aos participantes do sistema fechado e capaz de competir com os planos abertos VGBL. O produto, desenvolvido na SPPC e já entregue ao ex-ministro e ex-secretário especial da Previdência, Carlos Gabas, poderia atrair recursos que atualmente estão sendo direcionados ao sistema aberto de previdência.

Segundo Cunha Júnior, muitas famílias cujos membros continuaram empregados estão constituindo, na atual crise econômica, o que ele chama de “poupança precaucional”. É uma poupança de precaução, feita às custas de abandonar planos de saúde ou trocar o atual por um mais barato, de mudar os filhos de uma escola privada por uma pública e de reduzir ou adiar compras de bens duráveis e supérfluos. Essa poupança para se precaver contra incertezas do futuro, que naturalmente iria para um VGBL, poderia ser direcionada para a previdência fechada se o sistema tivesse um plano capaz de competir com o VGBL.

“Nós já temos formatado esse produto, chegamos a entregar a proposta ao Gabas na época em que ele ocupava a secretaria especial do ministério”, diz Cunha Júnior. “Está pronto, acho que em breve poderemos ter esse produto na praça, seja através da nossa equipe ou de alguma outra que vier a assumir a previdência fechada no caso do afastamento da presidente Dilma”, afirmou José Edson.

Fonte: Investidor Institucional (06/05/2016)

Fundos de Pensão: Proposta para que TCU fiscalize fundos de pensão é mais um problema para os participantes



ANAPAR | Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão
06 de maio de 2016Boletim Anapar nº 563
Anapar e outras entidades devem organizar frente ampla contra Projeto de Lei 78/2015, aprovado no Senado e que agora tramita na Câmara

A emenda substitutiva ao Projeto de Lei do Senado nº 78/2015, aprovada naquela casa em abril e que agora tramita na Câmara dos Deputados como PLP 268/2016, enfraquece o participante de fundos de pensão, não apenas restringindo seu direito a integrar os conselhos Deliberativo e Fiscal e a Diretoria Executiva das entidades.

No nosso entendimento, a intenção do legislador ao prever que o Tribunal de Contas da União (TCU) fiscalize as contas dos fundos de pensão, é claramente proteger o interesse dos patrocinadores estatais e não dos participantes. Este entendimento resta plenamente confirmado: antes mesmo do projeto aprovado, manifestações do Tribunal de Contas já estão sendo usadas para defender os interesses das patrocinadas estatais em detrimento dos assistidos.

Trata-se do Ofício Circular 286/2016-MP, onde Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), vinculado ao Ministério do Planejamento, orienta as patrocinadoras estatais federais a se absterem de repassar recursos aos fundos de pensão, em prol de pensionistas. O posicionamento baseia-se em parecer da consultoria jurídica do Ministério do Planejamento, ratificando entendimento do Tribunal de Contas da União, no Acórdão 169/2005.

O TCU, com foco apenas na redução dos custos das estatais e não na concepção de seguridade e na proteção dos participantes entende que os beneficiários (pensionista ou dependente) dos planos de previdência não podem ser classificados como assistidos, e desta forma "proíbe" qualquer contribuição das patrocinadoras para essa massa de participantes, contrariando frontalmente o inciso II do Artigo 8° da LC 109/2001 - assistido, o participante ou seu beneficiário em gozo de benefício de prestação continuada.

Fica patente que o Acórdão do TCU não tem em vista a proteção do Sistema de Previdência Complementar e, por consequência, a proteção dos participantes, mas tão somente a redução de custos das patrocinadoras estatais, ainda que às custas dos participantes.

Entendemos que o TCU não é o órgão mais indicado, portanto, para normatizar e fiscalizar o sistema, por ser totalmente alheio aos objetivos previdenciários. A Anapar entende, ainda, que, desta forma, o TCU exorbita das suas competências, usurpando do CNPC e da Previc as prerrogativas de normatizar e fiscalizar os fundos.

O Artigo 6° da LC 108/2001 - o caput diz que o custeio dos planos de benefícios será responsabilidade do patrocinador e dos participantes, inclusive os assistidos. O parágrafo 3° veda ao patrocinador assumir encargos adicionais para o financiamento dos planos de benefícios, além daqueles previstos nos respectivos planos de custeio. Se o conceito de assistido for respeitado, conforme definido na lei (Art. 8°, LC 109/2001), não há embasamento para as estatais se absterem de repasses, de forma paritária, para custeio dos pensionistas ou dependentes.

Os participantes devem estar atentos para não ser levados a acreditar que a fiscalização do TCU garantirá os seus direitos. A Anapar está se mobilizando juntamente com outras entidades, para defender os interesses dos participantes dos fundos de pensão e evitar qualquer retrocesso na legislação.
 
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TIC: Decisão da Justiça sobre proteção e defesa dos bens reversíveis complica plano de eliminar concessões


A Justiça Federal, enfim, divulgou o Acórdão do processo em que rejeitou os argumentos da União e da Anatel e reiterou que as listas de bens reversíveis devem ser anexadas aos contratos de concessão da telefonia. Pelos argumentos dos desembargadores, governo e agência terão dias difíceis ao tentarem eliminar o regime público por Decreto. 

Essa ação, vale lembrar, foi movida pela Proteste depois das várias evidências de que a Anatel não tem o menor controle sobre os bens reversíveis, como por sinal frisou a sentença original do Tribunal Regional Federal de Brasília, em 2012. A agência recorreu, e depois de afirmar total controle, passou a argumentar que a tarefa “não é materialmente possível”. 

Boa parte dos votos da 5a Turma do TRF 1, no entanto, versa sobre a tentativa da União de fugir da questão. E aí, a maioria não apenas entendeu que “a União tem interesse jurídico, econômico e financeiro e respeito ao povo brasileiro no presente feito”, como ficou ressaltada a “competência exclusiva” do Poder Público sobre os serviços de telecomunicações. 

“A Carta Política Federal de 5 de outubro de 1988 estabelece competência material e exclusiva da União, dentre tantas outras arroladas nos incisos do art. 21 constitucional, a de explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os serviços de telecomunicações, nos termos da lei”, sustentou o desembargador Souza Prudente. 

Os votos também apontam que a “competência originária para explorar os serviços de telecomunicações no Brasil e dispor sobre a sua organização é da União Federal, que, nos termos da lei, utiliza-se instrumentalmente da Anatel”. E ainda, como alegou o presidente da 5ª Turma, Néviton Guedes, a LGT diz que “compete à União, por intermédio do órgão regulador e nos termos das políticas estabelecidas pelos Poderes Executivo e Legislativo, organizar a exploração dos serviços de telecomunicações”. 

Para a advogada da Proteste e integrante do Conselho Consultivo da Anatel, Flávia Lefèvre, são argumentos que enfraquecem a revisão do modelo em curso, tal como proposta pelo Ministério das Comunicações e pela Anatel. “Neste momento em que se discute fim do regime público, as ponderações feitas nesse Acórdão sobre as responsabilidade da União de regular os serviços de telecomunicações levam por água abaixo essa intenção”, avaliou. 

Nesse entendimento, como sustentou a advogada, “acabar com o regime público é reduzir muito a possibilidade de o Poder Público definir metas de investimento, controlar preço, fazer política pública. Se fica tudo no regime privado, reduz o poder da administração de fazer isso”. 

Bilhões e bilhões
Ainda que governo e Anatel entendam que a mesma legislação dá margem para as mudanças como propostas, a decisão do TRF 1 evidencia um outro campo de batalha para o fim das concessões de telefonia: o tamanho do encontro de contas relacionado aos bens reversíveis versus o evidente descontrole sobre esse patrimônio. 

O Ministério das Comunicações já sinalizou que espera chegar a um acordo sobre esses bens na casa dos R$ 25 bilhões. Esse montante envolve valores admitidos pelas empresas em seus balanços anuais, próximos a R$ 20 bilhões, além de algum ‘bônus’ pela negociação – e vale lembrar que a Claro (que controla a Embratel), não apresenta valor nenhum porque não é companhia aberta no Brasil, portanto não está na conta.  

O valor, porém, é muito distante do que a Justiça já considera como uma espécie de piso mínimo das estimativas. Os desembargadores lembram que apenas no caso das “redes de transporte e acesso vinculadas aos contratos de concessão do STFC, o valor indicado pela própria Anatel é de R$ 71 bilhões”. E ainda que “segundo as concessionárias, em 2011, existiam mais de 8 milhões de bens reversíveis, avaliados em R$ 108,3 bilhões”. 

Fonte: Convergência Digital (06/05/2016)

Nota da Redação: Finalmente o TRF1 pôs fim ao entreguismo de mais de R$ 120 bilhões em bens da União que o Minicom e a Anatel gostariam de ceder às teles e de acabar com o regime público das telecomunicações.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Educação Previdenciária: Anapar anuncia Módulo Básico em Previdência em Brasília



ANAPAR | Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão
05 de maio de 2016Boletim Anapar nº 562
Módulo Básico em Previdência - Brasília

Nos dias 30 e 31 de maio, acontece em Brasília (DF) o curso Módulo Básico em Previdência. 
O curso terá duração de 16 horas-aula. Os públicos-alvo são os militantes e dirigentes de entidades de classe, trabalhadores de fundos de pensão, dirigentes de fundos de pensão e participantes que tenham interesse pelo tema.

Módulo Básico de Previdência - Introduzir à  Previdência Social, tanto do ponto de vista doutrinário quanto de sua organização, com destaque para: o pilar público (universal e obrigatório), o pilar privado corporativo e o privado individual. Resgatar o conhecimento básico de todos os benefícios previstos no Regime Geral de Previdência Social do Brasil. Apresentar os conceitos de custo e custeio previdenciário no ambiente previdenciário e as modelagens clássicas de estruturação de um plano de benefícios previdenciários, além dos conceitos de reserva matemática e de resultado do plano. Tratar da questão do custeio administrativo dos planos de benefícios de previdência privada.

O Programa de Formação em Previdência Complementar oferece o seguinte conteúdo programático:

MÓDULO I - BÁSICO DE PREVIDÊNCIA

1.    Aspectos da Doutrina Previdenciária Básica
1.1.    O que é e porque existe a Previdência Social;
1.2.    Previdência Social e Seguridade Social;
1.3.    Os dois pilares da Previdência Social no Brasil;
1.4.    Os benefícios do Regime Geral da Previdência Social;
1.5.    O Fator Previdenciário e Fórmula 85/95;

2.    O Custo do Plano de Benefícios Previdenciários
2.1.    O custo de um plano de previdência: a base normativa, a base cadastral e a base atuarial ;
2.2.    Exercícios de cálculo: o custo atuarial de benefício programado;

3.    O Custeio do Plano de Benefícios Previdenciários 
3.1.    Os regimes financeiros de repartição simples, capitalização e repartição de capitais de cobertura;
3.2.    Opções de regime financeiro para os benefícios do plano;

4.    Os Benefícios de Risco: seus custo e custeio
4.1.    Exercícios de cálculo: o custo atuarial de benefício de risco;

5.    As Modalidades de Planos: Benefício Definido, Contribuição Definida e Contribuição Variável
5.1. Vantagens e desvantagens de cada modalidade;
5.2. Elementos para avaliação da qualidade do plano de benefícios;

6.    Reserva Matemática e Equilíbrio do Plano

7.    Custeio Administrativo
7.1. Fontes de custeio administrativo em Fundos de Pensão;
7.2. Comparação de custos administrativos da Previdência Complementar Fechada e Aberta;

Serviço 
Local: ANAPAR - SCS Qd.06 Bl.A, 240 Ed. Carioca salas 708 e 709 - Asa Sul
Data: 30 e 31 de maio de 2016
Horário: 09h às 18:00h
Taxa de inscrição: R$ 405,00 (associado) e R$ 455,00 (não associado)
Informações: (61) 3326-3086 / 3326-3087 - e-mail: anapar@anapar.com.br
 
ANAPAR - Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão 
SCS Qd. 06 Bl. A Ed. Carioca sala 709, Brasília-DF | Fones: (61) 3326-3086 / 3326-3087 | anapar@anapar.com.br

INSS: STJ reformula decisão e adicional de 25% por invalidez não pode mais ser estendido a aposentados por idade, somente por invalidez


A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou recurso do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS), que questionava sentença favorável a estender adicional de 25% a uma aposentadoria concedida por idade.

Com a decisão, o adicional não será mais pago. Os ministros do STJ entenderam que o adicional previsto na Lei 8.213/91 é específico para as aposentadorias por invalidez, nos casos em que o beneficiado necessita de assistência permanente de outra pessoa.

O relator do recurso, ministro Mauro Campbell Marques, explicou que o benefício não pode ser estendido a outros aposentados sob a alegação de tratamento isonômico, já que a lei prevê expressamente a concessão apenas para os casos de aposentadoria por invalidez.

“Se fosse da vontade do Legislador acrescer 25% a todo e qualquer benefício previdenciário concedido a segurado que necessitasse dessa assistência, incluiria a norma em capítulo distinto e geral. Todavia, incluiu esse direito na Subseção I da Seção V, dedicada exclusivamente à aposentadoria por invalidez”, argumenta o ministro.

Contrapartida
Campbell destacou também que a Constituição Federal é clara ao citar a necessidade de contrapartida orçamentária em todos os benefícios previdenciários e de assistência social concedidos. Ele lembra que norma constitucional limita a ação do agente público, já que não é possível criar um benefício sem a respectiva fonte de custeio.

Para o ministro, a manutenção do adicional nos moldes concedidos contraria o princípio da contrapartida, e pode comprometer o equilíbrio atuarial e financeiro do regime.

Em seu voto, Campbell cita diversas outras decisões do STJ a respeito do assunto, aplicando a tese da necessidade de previsão legal e contrapartida financeira para concessão do adicional.

No caso analisado, uma mulher titular do benefício de aposentadoria rural por idade ingressou com ação pleiteando o adicional de 25%, com a justificativa de que necessitava de cuidados especiais.

Em primeira e segunda instâncias, o pedido foi aceito. Após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negar o pedido de recurso especial do INSS, a autarquia entrou com um agravo, e no STJ a demanda foi acolhida para análise.

Fonte: STJ e PrevTotal (05/05/2016)

Desaposentação: Justiça Federal concede troca de aposentadoria a segurado do INSS em 45 dias


Os aposentados que retornaram ao mercado de trabalho e continuaram a contribuir com a Previdência Social poderão garantir um benefício mais vantajoso — a desaposentação — em 45 dias. A Justiça Federal, em São Paulo, garantiu a um segurado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de São José dos Campos, cidade do Vale do Paraíba, o direito de receber uma nova aposentadoria neste novo prazo.

A decisão garantiu ao segurado do INSS um reajuste de  89,5% no valor do benefício. O aposentado que recebia benefício de R$ 2.333,35, passará a receber R$ 4.422,51.

O advogado responsável pela causa, Murilo Aith, sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados explica que, no caso, o aposentado trabalhou até 1997 quando tinha 43 anos de idade e 30 anos de contribuição à Previdência Social. Após a aposentadoria, continuou no mercado de trabalho até 2008, totalizando 41 anos de contribuição. Hoje, aos 61 anos de idade, atingiu a somatória de 102 pontos entre tempo de contribuição e idade, mais do que o necessário para a nova regra 85/95 de aposentadoria, que exige 95 pontos para que homens se aposentem. "Contudo, neste caso, o fator previdenciário é mais vantajoso porque ele atingiu 1,0466".

Murilo Aith revela que deu entrada na ação no dia 19 de abril deste ano e a decisão da Justiça foi publicada no último dia 03 de maio. Segundo o advogado, a decisão levou em conta um mecanismo jurídico chamado tutela de evidência, prevista no novo Código de Processo Civil — quando tribunais superiores já tiverem decisões de recurso repetitivo, que pacifica o tema da desaposentação, ou seja, uma espécie de jusrisprudência sobre o tema.

"Trata-se de mais uma vitória para os aposentados. Agora, com esta nova norma, o juiz poderá implantar o novo benefício, mais vantajoso e de forma mais ágil ao aposentado, em razão de existir decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) favorável aos aposentados que voltaram ao mercado de trabalho", diz.

O especialista em Direito Previdenciário destaca que o STJ já considera a desaposentação legal e os aposentados têm direito a troca do benefício, sem qualquer devolução de valores. "Essa decisão da Justiça de São Paulo que concede a desaposentação em 45 dias confirma que os tribunais estão seguindo a decisão do STJ e os aposentados já podem solicitar a troca da aposentadoria sem precisar devolver nenhum valor ao INSS".

O advogado também observa que, apesar do julgamento do Supremo Tribuna Federal sobre a troca de aposentadoria que se arrasta desde 2003 não ter uma decisão final, muitos aposentados estão conseguindo reajustar seus benefícios na Justiça Federal. "A orientação é que os aposentados não deixem de buscar seus direitos e continuem ingressando com as ações de desaposentação para que aproveitem o benefício do novo Código de Processo Civil e a decisão que será expedida pelo STF”.

Aposentados aguardam decisão do STF
O julgamento sobre a desaposentação deverá ter um final em breve pelo que sinalizou o ministro Luís Roberto Barroso, do STF. Até o momento, a votação está empatada, com dois ministros favoráveis ao mecanismo e outros dois contrários. No último mês de dezembro, o processo foi liberado para voltar ao plenário.

Milhares de aposentados que retornaram ao mercado de trabalho continuam aguardando o desfecho do julgamento do assunto pelo Supremo e, no último dia 18 de abril, o relator do caso no STF, ministro Luís Barroso, indicou que a Corte retomará o julgamento nos próximos meses. Faltam cinco votos para o desfecho do caso.

A desaposentação é um instrumento que permite ao aposentado que retornou ao mercado de trabalho renunciar ao benefício pago pelo INSS e pedir o recálculo da aposentadoria, incorporando as contribuições e o tempo de serviço acumulados com o novo trabalho. Ou seja, o aposentado teria direito a um benefício com valor maior, que incorpore as últimas contribuições à Previdência Social.

Fonte: PrevTotal (05/05/2016)

TIC: Contrato com a Google abre frente internacional para a brasileira Padtec, patrocinadora de planos de previdencia da Sistel


Reduzir o pessoal - pela primeira vez em 15 anos de existência – foi  uma das consequências da grave crise que abateu a fabricante brasileira Padtec na virada de 2014/2015, mas passada a fase de reestruturação operacional e revisão de linhas de produtos e de modelo de negócios, a Padtec aparece no cenário internacional a partir de uma decisão da Google: a fabricante será a gestora e executora do cabo submarino Júnior, que interligará São Paulo ao Rio de Janeiro. A solução terá aproximadamente 390 quilômetros de extensão e oito pares de fibras.  Previsão para a obra ser finalizada é final de 2017.

"A Google tem uma trajetória de abrir mercados ao não usar 'marcas' nas suas infraestruturas. Esse contrato nos permitiu vencer dois grandes rivais no mercado submarino e nos fez ver que fizemos a opção correta ao abandonar linhas de produtos que não estavam dando retorno para mirar a nossa especialidade. Temos um navio próprio para operação e manutenção de cabos submarinos. E tecnologia DWDM que países como a Rússia e a Índia não têm",conta o presidente da Padtec, Manuel Andrade, em entrevista ao portal Convergência Digital.

Se o mercado de cabos submarinos está aquecido – muito por conta da forte demanda da Internet – o segmento local segue em retração. Segundo Andrade, o momento, hoje, é muito semelhante ao de 2015, quando houve uma retração nas vendas para os grandes players, mas mostra um sinal positivo: os provedores Internet estão comprando e hoje já têm um forte impacto na receita da Padtec.

"Historicamente as grandes operadoras respondiam por 80% da receita. Hoje temos os provedores Internet e outros players construindo redes no Brasil. Isso nos trouxe um novo mercado e nos permitiu enfrentar essa retração das grandes", pondera Andrade. As OTTs, que aqui no Brasil ainda não estão investindo em rede, passam a ser um mercado a ser conquistado.

"Nos Estados Unidos, o Google tem rede de fibra. O Facebook anunciou que fará a dele. Acredito que mais à frente, outros também o farão. As OTTs não querem fazer negócios com as teles tradicionais. Vamos ter um novo e promissor mercado pela frente. O Brasil é um mercado consumidor forte e vai ter investimentos", preconiza o presidente da Padtec.

Mas há esperança para o segundo semestre. "Não tenho bola de cristal para definir esse ano com a crise política e econômica, mas, sinceramente, não dá para segurar mais. As redes precisam crescer e as operadoras sabem disso. O 4G está expandindo de forma muito rápida e exige infraestrutura. Nós, fabricantes temos que estar prontos e saber entender a demanda delas", completa  Manuel de Andrade.

Fonte: Convergência Digital (05/05/2016)

Fundos de Pensão: Agitação na Previ, o maior fundo do país


O Conselho Deliberativo da Previ, fundo de pensão do BB, destituiu o diretor de Planejamento, Décio Bottechia Junior. 
Teria-se descoberto, dois anos depois, que ele não reunia a "certificação necessária" para o exercício de cargo. 
O caso voltou à estaca zero. Pouco antes da decisão ser tomada, ele entrou com pedido de licença médica.

Fonte: O Globo (06/05/2016)

Planos de saúde vão cobrir Zika Vírus


O diagnóstico e o tratamento para o zika vírus terão que ser cobertos pelos planos de saúde e seguros de assistência à saúde. A decisão é da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que estudava desde o ano passado a entrada de tais procedimentos no rol de coberturas obrigatórias. O teste rápido para as demais doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypt, dengue e chikungunya já é obrigatória.

De acordo com a FenaSaúde, os custo ao sistema deverão crescer com as coberturas obrigatórias. No entanto, a entidade afirma que primeiro é preciso analisar os critérios, que deverão ser divulgados pela ANS em breve, e que também determinará o prazo para que as operadoras organizem a rede de atendimento e de laboratórios para oferecem os exames aos seus beneficiários. 
Ainda segundo a Federação, as operadoras associadas já estão realizando mapeamento e mobilização da rede de atendimento em todo Brasil. Além de auxiliar os órgãos de saúde na identificação de pessoas que tenham sido internadas com suspeita ou confirmação do vírus zika. 

Fonte: FenaSaúde (06/05/2016)

Fundos de Pensão: Encontro com a Previc no Rio no próximo dia 16 de maio


Uma reunião com a PREVIC de interesse para todos envolvidos com nova a supervisão do órgão junto as EFPCs vai acontecer na tarde do próximo dia 16 no Hotel São Francisco no centro do Rio.. 
Com a presença do seu Diretor Superintendente a PREVIC vai tratar especificamente de SBR e GBR.  Da mesma forma que os encontros ocorridos no SUL, Curitiba e Porto Alegre, o Encontro AssPreviSite promove esta reunião com dirigentes, conselheiros, profissionais e especialistas envolvidos com a gestão das EFPCs tratando objetivamente do tema "A nova estratégia de SBR da PREVIC e as orientações para a GBR das EFPCs". 

A reunião objetiva dar continuidade aos aspectos tratados no encontro de maio do ano passado (com uma posição sobre a nova estratégia de supervisão do órgão, status atual e uma orientação sobre a GBR nas EFPCs).  Os presentes terão uma interessante posição sobre as ações atuais da PREVIC e sua nova postura na prática da supervisão do sistema. Receberão ainda um posicionamento oportuno sobre a visão, sugestões e orientações quanto a Gestão Baseada em Riscos das EFPCs vis-à-vis a nova Supervisão Baseada em Riscos do órgão. 
O contexto atual e a importância do tema fazem do Encontro AssPreviSIte, um evento relevante para se tratar diretamente com o órgão de assuntos de interesse de todos envolvidos com a qualidade da gestão das fundações. 

A última hora e meia do encontro é dedicado a interação do Diretor da PREVIC com os presentes (semelhante as Dinâmicas do AssPreviSIte) tratando de esclarecimentos sobre o momento atual para a gestão e governança das EFPCs, além de outros tópicos oportunos e de interesse dos presentes neste encontro.. 
Esta reunião, que conta com o apoio da Mirador, é de interesse dos profissionais, conselheiros e dirigentes da sua fundação, os quais não podem perder este novo momento com a PREVIC. 
Por ser um evento sem patrocinador, na taxa de adesão do evento os assinantes do Clipping AssPreviSite têm desconto diferenciado. 
Informações adicionais e instruções sobre participação poderão ser obtidos pelo e-mail assprevisite1@assprevisite.com.br   

Fonte: AssPreviSite (05/05/2016)

Fundos de Pensão que se arriscaram e mantiveram carteira de renda variável apresentaram rendimentos muito superiores a meta no primeiro semestre


Previ (BB) bate meta atuarial e reduz déficit em R$ 1,6 bilhão

A Previ, maior fundo de pensão do País, alcançou no primeiro trimestre de 2016 um patrimônio de R$ 162,7 bilhões. Apesar do cenário econômico de maior turbulência, a fundação informou nesta quinta-feira, 5, que bateu sua meta atuarial prevista para o período e conseguiu reduzir em R$ 1,6 bilhão o déficit em relação ao resultado de dezembro, que passou a totalizar R$ 14,5 bilhões.

A melhora no resultado foi impulsionada pela valorização da carteira de renda variável da Previ. Em 2015, o fundo sofreu com o desempenho negativo da maioria das ações de empresas brasileiras negociadas em bolsa de valores. A recuperação do mercado de capitais ao longo dos primeiros três meses deste ano fez a carteira de renda variável do Plano 1 do fundo crescer R$ 3,2 bilhões, cifra que corresponde a um ganho de 14,7% no período.

Com um patrimônio de R$ 155,1 bilhões, o Plano 1 é o maior administrado pela fundação e fechou o primeiro trimestre com uma rentabilidade de 5,75%, acima da meta atuarial de 4,19%. Somente o segmento de renda variável representou 53,5% do crescimento total de R$ 6,1 bilhões nos ativos do Plano 1 da Previ no primeiro trimestre, que passou de R$ 145,9 bilhões para R$ 152 bilhões no período.

Já o plano Previ Futuro, que administra um patrimônio de R$ 7,4 bilhões, apresentou um retorno de 7,89% no primeiro trimestre, quase o dobro da meta atuarial prevista para o período.

"A carteira de investimentos da Previ é sólida, composta por empresas da economia real, de setores produtivos e resilientes a momentos econômicos adversos. O desempenho no primeiro trimestre demonstra o potencial de recuperação ao longo do tempo de seus valores de mercado habituais, mesmo em um cenário adverso", afirmou o presidente da Previ, Gueitiro Genso, em nota.

A fundação ressalta ainda que o bom desempenho das ações do setor bancário foi destaque no segmento de renda variável, especialmente os papéis do Bradesco e do Banco do Brasil na carteira do Plano 1. As ações ordinárias do Bradesco contabilizaram ganho de 47,09% e as preferenciais, de 40,81%. Os papéis do Banco do Brasil subiram 35,46% no período.

Em nota, a fundação explica que o resultado do primeiro trimestre não contempla ativos de renda variável avaliados a valor econômico, como a participação do fundo na mineradora Vale, que são reavaliados apenas ao final de cada exercício.

Fonte: Isto É Dinheiro (05/05/2016)

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Fundos de Pensão: Rentabilidade da Funcesp (empresas de energia elétrica) chega a 8,31% no primeiro trimestre, quase o dobro da meta


Com patrimônio de R$ 24,6 bilhões nos três primeiros meses do ano, rentabilidade da Fundação alcança quase o dobro da meta atuarial exigida

A Funcesp, maior fundo de pensão patrocinado por empresas privadas do Brasil, apresentou seus resultados do primeiro trimestre de 2016. De acordo com o levantamento, a rentabilidade total acumulada no período foi de 8,31%, quase o dobro da meta atuarial exigida, de 4,22%. O patrimônio da Fundação fechou o trimestre com R$ 24,6 bilhões.

A alocação em renda fixa corresponde a 85% de todos os investimentos da Funcesp, fato que contribuiu para a recuperação da carteira devido à rentabilidade de 8,48% nos três primeiros meses deste ano. A carteira de renda variável, por sua vez, também mostrou bom desempenho e alcançou 14,19% no primeiro trimestre. Os números também foram positivos para as operações com participantes (4,91%) e para os investimentos em imóveis (1,57%).

O diretor de investimentos da Funcesp, Jorge Simino Junior, afirma que a recuperação dos ativos financeiros no mercado internacional influenciou a boa rentabilidade em renda fixa e os investimentos na Bolsa, mas apesar de bons resultados, diz ser necessário ter atenção e prudência antes de afirmar que o ano de 2016 será bom para os investimentos. “O cenário econômico e político, tanto internacional quanto no Brasil, ainda é incerto e estamos agindo com cautela, tentando proteger o patrimônio de nossos participantes e aproveitar algumas oportunidades de mercado”, afirma.

A Funcesp tem como patrocinadoras as seguintes empresas, para as quais administra benefícios de previdência e/ou saúde: Grupo AES (AES Eletropaulo, AES Tietê), TIM Celular, CESP, Grupo CPFL (CPFL Energia, CPFL Brasil, CPFL Geração, CPFL Paulista, CPFL Piratininga), CTEEP, Duke Energy, Elektro e EMAE.

Fonte: InfoMoney (03/05/2016)

Fundos de Pensão: Previc encerra intervenção no Serpros (Serpro) e nova diretoria toma posse, sob protesto da ASPAS


A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) encerrou o processo de intervenção no Serpros, fundo de pensão multipatrocinado da Serpro, no último dia 28 de abril. Com o término da intervenção, uma nova diretoria foi indicada pela patrocinadora e já tomou posse no fundo de pensão. Foram nomeados Cláudio Albuquerque Nascimento como diretor-presidente; Armando Martins Carneiro Lopes como diretor de investimento; e Fernando da Silva Rodrigues como diretor de seguridade. Também tomaram posse os membros dos conselhos deliberativos e fiscal.

A intervenção teve início em maio do ano passado, e o interventor designado pela Previc foi Walter de Carvalho Parente. Programado para durar apenas 180 dias, o processo de intervenção foi adiado mais de uma vez, e durante o processo foi realizado o provisionamento de R$ 160 milhões contra perdas financeiras, além de uma reestruturação da carteira do fundo de pensão, que liquidou dois fundos de R$ 3,37 bilhões que mantinha em carteira própria para gerar uma economia anual de R$ 100 mil com pagamento de taxas de administração, custódia e institucionais. 

Além disso, os ex-dirigentes do Serpros foram penalizados entre multas e inabilitação, de acordo com a participação da pessoa em cada um dos investimentos considerados irregulares. Os executivos também tiveram bens bloqueados. 

Contestação - A Associação dos Participantes e Assistidos do Serpros (Aspas) demonstrou insatisfação com os nomes escolhidos para ocupar a diretoria da fundação. De acordo com o presidente da associação, Paulo Coimbra, a expectativa é que fossem escolhidos profissionais com mais experiência para ocupar os cargos. A associação apresentou uma contraproposta, para que a patrocinadora indicasse outro candidato ao cargo de diretor-presidente que fosse integrante do quadro funcional da Serpro; que o diretor de investimentos fosse contratado no mercado em processo seletivo; e que a gerente atuarial do Serpros, Tatiana Cardoso Guimarães da Silva, fosse indicada para ocupar a diretoria de seguridade.

A proposta foi recusada e os membros eleitos não participaram da reunião na qual foi decidida a posse dos diretores. Como o estatuto do Serpros exige um mínimo de quatro conselheiros para a tomada de decisões deliberativas, a Aspas alega que a decisão foi tomada irregularmente. Além disso, a Aspas diz que Claudio Albuquerque Nascimento não é participante do fundo, nem empregado do Serpro ou do Serpros e não possui experiência em cargos diretivos de fundos de pensão.

Fonte: Investidor Institucional (04/05/2016)

Sistel divulga em vídeo os bons resultados de 2015 e projeções para 2016




Fonte: Sistel (04/05/2016)