domingo, 11 de outubro de 2026

Aposentelecom: Nossa postagem mais lida durante a última semana refere-se a evolução do projeto Trópico

 


terça-feira, 6 de outubro de 2026

TIC: Que fim levou o projeto Trópico incialmente desenvolvido no CPqD, depois transferido à empresa Trópico e agora de volta ao CPQD?

 


O projeto Trópico não foi abandonado, mas passou por uma transformação empresarial e tecnológica 

A empresa criada para preservar e comercializar a tecnologia das centrais digitais acabou sendo reincorporada ao ecossistema do CPQD, que passou a explorar seus ativos, equipe e soluções dentro de um portfólio mais amplo de telecomunicações.

Linha do tempo

  • Década de 1970: o projeto de uma central telefônica digital brasileira começou na Escola Politécnica da USP, no âmbito do projeto SISCOM.
  • 1976–1977: a equipe e o desenvolvimento foram transferidos para o recém-criado CPqD da Telebrás.
  • Anos 1980: surgiram as centrais da família Trópico, especialmente a Trópico R e a Trópico RA. A primeira central comercial entrou em operação em 1986.
  • 1998–1999: com a privatização do Sistema Telebrás, o CPqD deixou de contar com o antigo modelo de financiamento público para desenvolver e fabricar produtos. Para evitar que a tecnologia desaparecesse, foi criada a Trópico Sistemas e Telecomunicações, inicialmente uma joint venture de Promon, CPqD e Cisco.
  • A partir de 2014: o CPqD assumiu o controle da Trópico, que deixou de ser controlada pela Promon. A empresa passou a diversificar suas atividades, indo além das centrais telefônicas tradicionais.
  • 2026: ocorreu a integração operacional entre CPQD e Trópico. A Trópico continuou existindo juridicamente, mas suas soluções passaram a ser apresentadas sob o portfólio e a identidade do CPQD.

O que aconteceu com as centrais Trópico?

A tecnologia original de comutação digital — baseada em centrais telefônicas de circuito, ou TDM — perdeu espaço com a migração das redes para IP, NGN, 4G, 5G e redes privadas. Portanto, o negócio deixou de ser principalmente a fabricação de grandes centrais telefônicas convencionais.

A competência tecnológica, porém, não desapareceu. Ela foi reaproveitada em:

  • equipamentos de núcleo e acesso de redes;
  • redes privadas LTE e 5G;
  • soluções para operadoras, provedores, ferrovias, utilities e agronegócio;
  • redes Open RAN;
  • integração de aplicações e conectividade;
  • serviços de gestão e automação para empresas de telecomunicações.

A própria Trópico informa que participou de projetos de redes privadas 4G/5G e de conectividade para aplicações industriais e ferroviárias.

Situação atual

Em termos práticos, a Trópico passou de uma fabricante brasileira de centrais telefônicas para uma empresa de soluções de conectividade e telecomunicações. Desde o início de 2026, sua integração ao CPQD ampliou o portfólio conjunto, incluindo soluções para operadoras e ISPs, Open RAN, redes privadas e serviços digitais.

O CPQD apresentou essa integração em 2026 como uma forma de fortalecer sua oferta ao mercado, e não como o encerramento do projeto. Entre os novos produtos apresentados estão soluções de gestão de inadimplência para provedores e credenciais verificáveis para facilitar o cadastro de clientes.

A razão social Trópico Sistemas e Telecomunicações S.A. ainda aparece como ativa em registros empresariais recentes, com sede em Campinas e vínculo operacional com o CPQD.

Em resumo

O “projeto Trópico” teve três fases:

  • Projeto de pesquisa do CPqD/Telebrás, para criar centrais digitais nacionais.
  • Empresa Trópico, criada após a privatização para fabricar, vender e evoluir essa tecnologia.
  • Integração ao CPQD, na qual a marca e as competências da Trópico passaram a compor uma oferta mais ampla de redes privadas, 4G/5G, Open RAN e soluções digitais.

Assim, não se trata exatamente de um projeto que foi encerrado, mas de uma tecnologia que deixou de ser uma central telefônica tradicional e foi incorporada a uma estratégia moderna de conectividade e transformação digital.

Fonte: Perplexity (04/10/2026)

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