O presidente Lula disse em entrevista que conversou com Lulinha sobre as suspeitas
Em um acordo entre a base governista e a oposição, requerimentos para a convocação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, para depor na CPMI do INSS e acesso ao depoimento de uma testemunha que levantou suspeita contra ele foram retirados de pauta durante a reunião desta quinta-feira (5). Foi a primeira sessão do colegiado no ano.
Em entrevista ao UOL nesta quinta, o presidente Lula disse que falou com o filho sobre a suspeita de ligação dele com o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, considerado o principal operador do esquema que desviou cerca de 6,3 bilhões de reais de aposentados e pensionistas. “Olhei no olho do meu filho e falei: ‘Se você tiver alguma coisa, você vai pagar o preço de ter alguma coisa. Se você não tiver, se defenda'”.
Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana, do Podemos de Minas Gerais, em encontro com os líderes que integram a CPMI, os requerimentos que não obtiveram consenso entre situação e oposição foram retirados e deverão ser votados em outra data, ainda indefinida. Entre eles estão os relacionados a Lulinha e outros relativos ao Banco Master.
Um pedido anterior de convocação de Lulinha já havia sido rejeitado em 4 de dezembro. Parlamentares da oposição criticaram a retirada de 21 dos 78 itens previstos para deliberação. Os outros 57 requerimentos foram aprovados simbolicamente.
Um deputado afirmou ao Bastidor que a negociação favoreceu a base governista, já que havia mais pedidos apresentados por aliados do governo. Entre os requerimentos retirados estava também o que solicitava a convocação do senador Flávio Bolsonaro.
A próxima reunião da CPMI do INSS, na semana que vem, deverá ouvir Paulo Camisotti, filho e sócio de Maurício Camisotti, um dos principais operadores do esquema, e Edson Araújo, deputado estadual do Maranhão.
Fonte: O Bastidor (05/02/2026)
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