sexta-feira, 7 de agosto de 2026

TIC: Veja diz que Oi leva governo a reativar Telebras como plano B. MCom desmente a Veja, que por sua vez prova que o assunto consta da agenda



Estatal pode assumir temporariamente linhas fixas em 7.000 localidades até a transferência dos serviços para a Método Telecom 

A crise da Oi consumiu 90 minutos de uma reunião entre o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, e o presidente da Telebras, Hermano de Albuquerque. No centro da conversa estava o risco de interrupção dos serviços durante a transferência da telefonia fixa da Oi para a empresa mineira Método Telecom. A Telebras voltou a ser considerada como plano de contingência para manter as linhas fixas de 7000 localidades até que a Método assuma os serviços.

A pouco, o Ministério das Comunicações enviou uma nota, reproduzida abaixo na íntegra:

O Ministério das Comunicações esclarece que as informações da reportagem são falsas. Essa reunião não aconteceu e esse não é o posicionamento oficial sobre o tema. A pasta acompanha com atenção o processo de recuperação judicial da Oi e seus possíveis impactos na prestação dos serviços de telecomunicações. Nos mercados em que a Oi atua com competição, a prestação dos serviços pode ser assegurada por outras operadoras no caso de falhas no atendimento da companhia. Para os casos em que a Oi atua sem concorrência, como em pequenas localidades em que há apenas os serviços da operadora, há a possibilidade de uso das garantias financeiras previstas no acordo da empresa com o TCU para manter a prestação do serviço. A pasta mantém contato constante com a Anatel, agência reguladora responsável por adotar os mecanismos previstos na legislação para garantir a continuidade da prestação dos serviços.
Nota posterior, do editor da Veja:

A reunião entre o ministro Frederico Siqueira e o presidente da Telebras, Hermano Albuquerque, consta da base oficial do e-Agendas/CGU como presencial e realizada no Ministério das Comunicações em 28 de julho, das 17h às 18h30 — cerca de cinco horas após a juíza Simone Chevrand assinar a decisão que apontou a inércia do governo diante da crise da Oi. Publicado no dia seguinte sob o número 915170, o registro afirma textualmente: “Reunião realizada com o Ministro de Estado das Comunicações”. A informação de que a Oi esteve na pauta e de que a Telebras foi discutida como alternativa de contingência decorre da apuração do Radar Econômico. Em nenhum momento essa possibilidade foi apresentada como decisão ou posicionamento oficial da pasta. A negativa do MCom de que o encontro não aconteceu, portanto, contradiz um registro público do próprio governo.

Fonte: Veja (07/08/2026)

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