segunda-feira, 22 de junho de 2026

Idosos: RJ tem uma das populações inadimplentes mais envelhecidas do país, aponta estudo

 


Levantamento mostra que quase 24% dos consumidores com histórico de inadimplência recorrente no estado têm mais de 65 anos

O Rio de Janeiro tem uma das populações inadimplentes mais envelhecidas do país. É o que aponta um levantamento da empresa de inteligência de dados Assertiva, que analisou o perfil de consumidores com histórico de inadimplência recorrente.

Segundo o estudo, 23,9% dos endividados recorrentes fluminenses têm mais de 65 anos. É o maior percentual entre os estados analisados pela pesquisa.

O levantamento consultou quase 27,6 milhões de CPFs de consumidores endividados acompanhados por empresas de cobrança em 2025. Desse total, cerca de 3 milhões pertencem ao Rio de Janeiro.

Os dados indicam que o endividamento deixou de atingir principalmente a população economicamente ativa e passou a afetar de forma mais significativa os idosos. O percentual registrado no Rio supera os de estados como São Paulo, onde a faixa etária acima de 65 anos representa 20,18% dos inadimplentes recorrentes, Minas Gerais (20,12%) e Paraná (19,01%).

Ao mesmo tempo, o estado apresenta uma das menores participações de jovens entre os consumidores com histórico de inadimplência. Apenas 3,11% têm até 25 anos, o menor índice da amostra.

A pesquisa também mostra que a mediana das dívidas dos inadimplentes recorrentes no Rio é de R$ 537, a maior entre os estados avaliados. O indicador sugere que, além de mais envelhecida, a inadimplência recorrente fluminense está associada a valores médios mais altos.

Em relação ao perfil por gênero, a distribuição é equilibrada. Os homens representam 50,25% dos consumidores inadimplentes recorrentes, enquanto as mulheres correspondem a 49,75%.

Para o CEO da Assertiva, Hederson Albertini, os números reforçam a necessidade de políticas voltadas à educação financeira e à renegociação de débitos para a população idosa.

"Os dados evidenciam a necessidade de iniciativas voltadas à educação financeira e renegociação de dívidas para a população mais velha, grupo que vem ganhando relevância no cenário da inadimplência nacional", afirma.

Fonte: g1 (21/06/2026)

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