terça-feira, 2 de junho de 2026

TIC e IA: As principais notícias relacionadas ao cotidiano digital

 


Hoje com notícias da Anthropic, Microsoft e percepções da IA para o futuro

A Anthropic anunciou a captação de US$ 65 bilhões em uma nova rodada de investimentos liderada por fundos como Sequoia e Altimeter Capital. Com o aporte, a criadora do Claude viu seu valor de mercado saltar para impressionantes US$ 965 bilhões, superando pela primeira vez a rival OpenAI e se tornando a startup mais valiosa do mercado de IA, além de pavimentar o caminho para uma aguardada abertura de capital (IPO). Fundada por ex-funcionários da própria OpenAI, a empresa de San Francisco triplicou de tamanho em apenas três meses. Com a demanda em alta e ainda sem ações na Bolsa, investidores passaram a buscar fatias da Anthropic no mercado secundário, o que gerou um alerta: a companhia afirmou que determinadas plataformas não estão autorizadas a intermediar seus papéis. (Exame)

A Microsoft ameaçou acionar as autoridades e processar o hacker e pesquisador de segurança conhecido como Nightmare Eclipse, após ele divulgar brechas inéditas e códigos de ataque para produtos como o Windows Defender e o BitLocker. O pesquisador alega que recorreu ao vazamento público porque a Microsoft o baniu de seus canais oficiais e o bloqueou no GitHub e no GitLab. A postura da empresa gerou forte reação de especialistas em cibersegurança, que a criticaram por enquadrar a pesquisa de falhas como atividade criminosa. O temor é que a ameaça de processos crie um “efeito inibidor”, afastando profissionais que ajudam a encontrar erros e deixando o ecossistema de software global ainda mais vulnerável. (TechCrunch)

Para ler com calma. O otimismo do Vale do Silício em relação à inteligência artificial está colidindo com uma rejeição popular sem precedentes. Uma pesquisa recente do instituto Gallup mostra que o temor de perda de empregos em massa já é majoritário na população americana, e a oposição à construção de data centers de IA supera até a resistência histórica a usinas nucleares — sete em cada dez pessoas rejeitam as instalações perto de casa. Segundo Oliver Stuenkel, pesquisador da Harvard Kennedy School e professor de Relações Internacionais da FGV, a hostilidade é gerada não apenas pelo mercado de trabalho, mas pelo medo de vieses ideológicos e desinformação eleitoral. (Estadão)

Fonte: Meio (01/06/2026)

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