quarta-feira, 24 de junho de 2026

Meu Bolso: Panorama da renda fixa indica que CDBs chegam a pagar 16% ao ano; veja quem rende mais entre Tesouro, fundos e crédito privado

 


Estudo da Quantum Finance compara o retorno das principais aplicações de renda fixa e mostra onde estão as maiores taxas do mercado hoje

Com a taxa Selic em 14,25% ao ano, os investimentos em renda fixa continuam oferecendo retornos bastante atrativos aos investidores. Um levantamento da Quantum Finance mostra que os CDBs prefixados chegam a pagar até 16% ao ano, enquanto o Tesouro Selic, os fundos DI e os fundos de crédito privado têm rentabilidades próximas ou acima de 14% em diferentes prazos.

Em geral, os dados mostram que, apesar das diferenças entre os produtos, a distância de rentabilidade entre as principais alternativas conservadoras é menor do que muitos imaginam.

Mas, embora os rendimentos sejam parecidos em muitos casos, fatores como liquidez, risco e prazo de investimento são ainda mais importantes na hora de comparar os produtos.

Quanto rende cada aplicação?

No Tesouro Selic, os títulos disponíveis no Tesouro Direto oferecem, em média, retorno entre 14,8% e 15,1% em um horizonte de 12 meses, dependendo do vencimento. Em seis meses, o ganho estimado varia entre 6,9% e 7,1%.

Os fundos DI, por sua vez, apresentam retorno médio de 6,98% em seis meses e de 14,5% em 12 meses, segundo o levantamento. Os fundos de crédito privado renderam, em média, 6,65% em seis meses e 15,1% em um ano.

Nos CDBs atrelados ao CDI, a remuneração média ficou próxima de 99% do CDI nos prazos mais longos, embora existam papéis pagando mais de 110% do indicador.

Os títulos prefixados oferecem taxas que também variam conforme o prazo, com média de 13,6% ao ano nos vencimentos de seis meses e de 14,1% nos de 24 meses. Em alguns casos, as taxas chegam a 16% ao ano.

A remuneração média dos CDBs indexados à inflação gira em torno de IPCA mais 8% ao ano, patamar considerado elevado em termos históricos.


Quanto rende cada aplicação

AplicaçãoRetorno médioRetorno máximo
Tesouro Selic14,8% a 15,1% em 12 meses15,1%
Fundo DI14,5% em 12 meses
Fundo de crédito privado15,1% em 12 meses
CDB atrelado ao CDI98% a 99% do CDI (média)111% do CDI
CDB prefixado13,6% a 14,1% ao ano (média)16% ao ano
CDB atrelado ao IPCAIPCA + 7,9% a IPCA + 8,0% (média)IPCA + 8,8%


E no longo prazo?

Em horizontes mais longos, os dados da Quantum mostram que as diferenças de desempenho entre os produtos tendem a ser pequenas.

Em 24 meses, por exemplo, o retorno acumulado projetado para o Tesouro Selic 2029 é de 29,3%. No mesmo período, os fundos de crédito privado apresentam rendimento médio de 28,84%, enquanto os fundos DI entregam 27,74%.

O que olhar além da rentabilidade?

Embora os CDBs possam oferecer taxas superiores às do Tesouro Selic, o investidor deve observar outros fatores antes de tomar uma decisão.

Os CDBs contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para aplicações de até R$ 250 mil por instituição financeira.

Já o Tesouro Selic possui liquidez diária e é considerado o investimento de menor risco do mercado, justamente por ter garantia do governo federal.

Nos fundos de crédito privado, por sua vez, o retorno pode ser impulsionado pela compra de títulos emitidos por empresas, mas o investidor fica exposto ao risco de crédito da carteira e às taxas de administração cobradas pelo fundo.

Para quem acredita em uma queda dos juros nos próximos meses e anos, os títulos prefixados podem ser uma oportunidade de travar taxas elevadas por mais tempo.

Por outro lado, caso a Selic permaneça alta por mais tempo do que o esperado, os investimentos pós-fixados podem ser uma alternativa mais interessante.

Fonte: Valor Investe (22/06/2026)

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