Riscos Ambientais, Sociais e de Governança serão levados em consideração nas decisões de investimentos das EFPCsCarteiras de investimento serão avaliadas sob a ótica da dupla materialidade: financeira e de impacto ASG
“Os fundos de pensão brasileiros ganharam um roteiro detalhado para incorporar riscos ambientais, sociais e de governança às decisões de investimento do seu patrimônio de R$ 1,4 trilhão — equivalente a 11% do PIB. A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão que fiscaliza e supervisiona o setor, publicou uma portaria que traz as diretrizes para que as entidades avaliem suas carteiras sob a ótica da dupla materialidade: financeira e de impacto.
A norma regulamenta a Resolução Previc 26, de dezembro de 2025, que trouxe essa obrigação e fixou prazo até 31 de dezembro de 2027 para as entidades maiores (classificadas como S1 e S2) e até o fim de 2028 para as menores (S3 e S4). Faltava o “como”, que chegou agora. A portaria determina a criação de um “plano ASG” obrigatório, que precisa ser aprovado pela diretoria executiva e pelo conselho deliberativo dos fundos de pensão. Esse documento deve organizar, de forma progressiva, a análise de riscos e a divulgação de impactos de sustentabilidade.
A norma traz o conceito de materialidade: um tema é material se for relevante para a tomada de decisão. A materialidade financeira olha de fora para dentro: como questões ambientais, sociais e de governança podem afetar o valor de um investimento. Na definição da portaria da Previc, isso abrange o desempenho dos ativos, a solvência e a capacidade de o plano pagar os benefícios prometidos. Considera tanto riscos de ativos e emissores específicos quanto riscos de sistema, que afetam a economia como um todo.
Aqui a pergunta é: isso pode fazer o fundo de pensão perder ou ganhar dinheiro?”
Fonte: Conteudos XPi (24/09/2026)
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