Numero de credores cresce a cada dia para pagamento do passivo de R$ 44 bilhões
O processo de falência da Oi deve contar com uma relação atualizada de credores com mais de 180 mil nomes, um crescimento relevante na comparação com os 164 mil credores reconhecidos na reta final da segunda recuperação judicial da empresa.
No momento, a administração judicial da Oi está executando medidas para o processo falimentar decretado em novembro de 2025 e confirmado no mês passado. Entre as etapas estão a consolidação do passivo e a atualização da lista de credores. O processo é supervisionado pela 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Segundo estimativas iniciais, a relação atualizada contará com mais de 180 mil credores nos mais variados enquadramentos jurídicos aplicáveis, volume considerado elevado. A publicação de edital com a lista oficial ainda deverá ser realizada pela administração da empresa, após trâmites administrativos.
Ao ingressar na segunda recuperação judicial, em março de 2023, a Oi apontava 159 mil credores. Em agosto deste ano, no último relatório mensal de atividades da empresa, a lista já alcançava 164 mil. Agora, a própria administração já reconhece que deve-se ultrapassar os 180 mil credores.
O passivo da Oi
Outra atividade em curso na administração remanescente da Oi é o levantamento de informações para a apuração do passivo exato que será submetido à falência. A informação pública mais recente é de março deste ano: na época, o patrimônio líquido negativo da Oi (valor total dos ativos menos o passivo) superava os R$ 22,6 bilhões.
Já ao ingressar na segunda RJ, ainda em 2023, a empresa buscava equacionar R$ 44 bilhões em dívidas. Desde então, houve tanto pagamentos quanto ingresso de novos compromissos.
Data de corte
Em petição à Justiça esta semana, a Oi defendeu que a decretação original de falência da tele (em novembro de 2025) seja a data de corte para definição de quais credores são concursais no processo falimentar e quais são extraconcursais. Em uma falência, os créditos extraconcursais são pagos antes dos concursais.
"Apenas devem ser considerados como extraconcursais na falência as obrigações contratuais/negociais do Grupo Oi vigentes e concretizadas durante a recuperação judicial, junto a seus fornecedores, prestadores de serviços contratados e empregados, ainda que embasadas em contratos celebrados em data anterior", defendeu a Oi, em referência ao intervalo entre março de 2023 e novembro de 2025.
Em paralelo, a administração judicial da tele também informou estar trabalhando na disponibilização de canais de atendimento para credores e em uma plataforma de verificação administrativa de créditos. Importante lembrar que a Oi ainda atravessa severa crise de liquidez, colocando em risco acordo firmado para demissão de funcionários.
Fonte: Teletime (24/09/2026)
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