quarta-feira, 29 de julho de 2026

TIC: Com pós-pago, fibra e serviços digitais, lucro da Telefônica (VIVT3) cresce 17% no 2º tri, para R$ 1,6 bi



Entre abril e junho, a receita líquida da operadora somou R$ 15,8 bilhões, crescimento de 7,6% na comparação com mesmo período do ano passado

A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, registrou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre, alta de 17% em base anual. Entre abril e junho, a receita líquida da operadora somou R$ 15,8 bilhões, crescimento de 7,6%, influenciado pelo avanço dos negócios de telefonia móvel pós-paga e banda larga via fibra óptica, além da expansão dos serviços digitais.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou R$ 6,6 bilhões, aumento de 10,9%, enquanto a margem deste indicador alcançou o patamar de 41,8%, ficando 1,3 ponto percentual acima do registrado um ano antes.

Dentro da receita líquida, o faturamento com serviços de telefonia móvel cresceu 6,6%, para R$ 10,6 bilhões, no segundo trimestre. Considerando apenas as receitas provenientes do serviço pós-pago (R$ 8,9 bilhões), o ritmo de expansão foi ainda mais acelerado (7,9%).

Já o faturamento do negócio de fibra aumentou 10,7% entre abril e junho, para R$ 2,1 bilhões. A base clientes de banda larga fixa via fibra terminou junho em 8,2 milhões de residências e empresas conectadas, o que representa um avanço de 11,3% na comparação com igual período do ano anterior.

No segmento corporativo (B2B), a receita foi de R$ 5,5 bilhões no período de 12 meses terminado em junho, alta de 14,9%. A vertente de negócios, que engloba serviços de computação em nuvem, cibersegurança, Internet das Coisas (IoT) e tecnologia da informação, entre outros, representa 8,8% do faturamento da Vivo em 12 meses.

Os custos totais, sem considerar depreciação e amortização, somaram R$ 9,2 bilhões no segundo trimestre. Apesar do incremento anual de 5,3%, o percentual é 1,2 ponto percentual menor quando comparado ao primeiro trimestre de 2026.

O fluxo de caixa operacional atingiu R$ 4 bilhões no segundo trimestre, evoluindo 14,3%. A margem foi de 25,3%.

Em termos de remuneração aos acionistas, a companhia desembolsou entre janeiro e julho R$ 7 bilhões. Desse total, R$ 3 bilhões foram distribuídos como juros sobre capital próprio (declarados em 2025) e R$ 4 bilhões a título de redução de capital, superando em 31,6% a remuneração paga no mesmo período de 2025.

Fonte: Valor Investe (27/07/2026)

Nota da Redação: Esse é o contraste entre as duas teles patrocinadoras da Sistel.

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