…até que a morte os separe!
A retirada do cônjuge ou companheiro da lista de herdeiros necessários é uma das mudanças mais polêmicas na proposta do novo Código Civil e divide civilistas.
- Hoje, o cônjuge tem participação obrigatória na herança.
Por que importa: A alteração mudaria a lógica da sucessão no Brasil e pode reduzir a proteção patrimonial do cônjuge sobrevivente.
- Especialistas avaliam que a medida exigirá planejamento sucessório mais ativo por parte dos casais e pode gerar maior judicialização sobre o tema.
💸 Panorama: Caso o projeto seja aprovado, o que hoje é regra — receber a herança — passará a ser exceção.
- O texto prevê apenas descendentes e ascendentes serão herdeiros necessários, bem como extingue o direito de concorrência.
- Em outras palavras, na existência de um deles, o sobrevivente só receberá herança se houver previsão em testamento.
- Se não houver descendentes nem ascendentes, o sobrevivente herda todos os bens, a não ser que quem morreu os tenha destinado em testamento a outras pessoas.
- O sobrevivente permanece com a meação patrimônio construído durante a união, de acordo com o regime de bens escolhido.
- Assim, na separação convencional ou total, diferentemente do que ocorre hoje, o cônjuge não herdará os bens particulares se houver descendente ou ascendente, com exceção de disposição expressa em testamento — que também só pode abranger 50% da herança.
⏩ Pela frente: O Senado ainda analisará o projeto, que pode sofrer alterações.
Fonte: Jota (28/04/2026)
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