O fim de uma era
Ontem, uma das maiores empresas do mundo anunciou uma troca no comando. Tim Cook, CEO da Apple, deixará o cargo no início de setembro. O executivo se tornará presidente do conselho de administração da companhia e será substituído por John Ternus.
Parceria de longa data
Cook entrou na companhia em 1998 e assumiu o cargo do fundador, Steve Jobs, em 2011. À época, o mercado questionava se ele conseguiria manter o crescimento da companhia.
O executivo era um confidente próximo do criador da empresa e passou um breve período como CEO interino enquanto Jobs realizava um tratamento contra o câncer, em 2009.
Sob sua gestão, a empresa viu seu valor de mercado sair de aproximadamente US$ 350 bilhões para US$ 4 trilhões, um aumento de mais de 1.000%.
A receita anual quase quadruplicou: passou de US$ 108 bilhões no ano fiscal de 2011 para mais de US$ 416 bilhões no ano fiscal de 2025.
A empresa também expandiu sua presença global: está em mais de 200 países e territórios e opera mais de 500 lojas de varejo.
Embora não tenha a personalidade chamativa e o foco agressivo em produtos de Jobs, Cook foi amplamente aclamado por sua expertise operacional e por construir a vasta rede de manufatura da empresa na China e no Sudeste Asiático.
A companhia investiu para criar uma grande linha de produção chinesa, que vai desde o fornecimento de matérias-primas até a construção de grandes fábricas. Agora, quer diversificar sua cadeia de suprimentos e aposta na Índia para diminuir essa dependência.
E quem é John Ternus?
O executivo é vice-presidente sênior de engenharia de hardware da Apple e era visto, desde o ano passado, como favorito para assumir o posto.
Possui 25 anos de companhia e supervisionou algumas das apostas mais importantes da marca em hardware nos últimos anos, incluindo as equipes responsáveis por iPhone, iPad e MacBook.
Um dos grandes desafios de Ternus será integrar a inteligência artificial aos produtos da empresa. No início do ano, a Apple fechou um acordo com sua rival de longa data, o Google, para usar o Gemini em um esforço para melhorar a assistente virtual Siri.
Fonte: Folha de SP (21/04/2026)
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