Projeto do CPQD quer identidade descentralizada no combate ao spoofing (golpistas mascaram números legítimos)
O CPQD iniciou o desenvolvimento de um projeto voltado ao uso de identidade digital descentralizada para aumentar a segurança em chamadas telefônicas e reduzir fraudes como o spoofing, prática em que golpistas mascaram números legítimos.
Financiada com recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), do Ministério das Comunicações (MCom), e com gestão da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), a iniciativa tem como objetivo criar uma camada adicional de verificação nas comunicações, complementando soluções já existentes no setor.
O projeto foi iniciado em dezembro de 2025 e terá duração de 36 meses, com investimento estimado em R$ 16,82 milhões até 2028. Também estão previstos testes em laboratório e pilotos com operadoras de telecomunicações e órgãos públicos. Após essa etapa, a adoção em larga escala dependerá de processos regulatórios e da incorporação da tecnologia pelas redes e provedores de serviços.
Tecnologia
A proposta prevê o uso de credenciais verificáveis, que são espécies de documentos digitais com validação criptográfica. Esses dados podem ser associados às chamadas telefônicas. Com isso, essas credenciais permitiriam indicar ao usuário, no momento da ligação, se a origem foi autenticada por uma entidade confiável, como operadoras, bancos ou órgãos públicos.
"Um dos objetivos centrais do projeto é evoluir as soluções de confiança digital, que já vêm sendo utilizadas nos setores financeiro e de saúde, também para o setor de telecomunicações, visando combater problemas como o das chamadas telefônicas fraudulentas, por exemplo", disse em nota o diretor de tecnologia e inovação do CPQD, Gustavo Correa Lima.
Ainda segundo o CPQD, a iniciativa também contempla aplicações em serviços de governo digital e em redes móveis, com potencial de integração a funcionalidades da rede 5G.
Chamadas
O desenvolvimento ocorre em um cenário em que soluções como o Origem Verificada, da Anatel, ainda enfrentam limitações de cobertura e interoperabilidade. Embora o sistema permita identificar chamadas de empresas cadastradas, a eficácia depende da adesão das operadoras e pode ser reduzida em casos de chamadas originadas fora das redes tradicionais ou por meio de gateways internacionais, que são as brechas exploradas por fraudadores.
Dessa forma, a solução do CPQD atuaria camada adicional de validação, ao associar a chamada não apenas ao número de origem, mas a uma identidade digital comprovada criptograficamente. A expectativa é mitigar casos de falsificação de identidade e uso indevido de números legítimos, ampliando o controle do usuário sobre quais chamadas atender.
Assista ao video abaixo do g1 para melhor entender.
Fonte: Teletime (14/04/2026)
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