quarta-feira, 15 de junho de 2016

Educação Previdenciária: As Conversas de Zé Aposentado e de Seu Ajuda (13) - Morrer cedo ou morrer tarde? o dilema da previdência




Conversa de Hoje: Morrer cedo ou morrer tarde? o dilema da previdência


São dois amigos: Zé aposentado e Seu ajuda. Esse é o apelido deles. Não são tão jovens assim. Ambos trabalharam anos em telecomunicações e se aposentaram pela Fundação Sistel. Zé aposentado é do tipo descansado. Quer apenas o dinheirinho no banco, todo final do mês e ir ao médico quando precisa. Seu Ajuda é o preocupado. Vive acompanhando tudo que trata de aposentadoria e de plano de saúde. Aqui, mais uma conversa, sobre aposentadoria.

Seu AjudaBom dia, Zé. Você sabia que já tivemos doze conversas?

Zé aposentadoTudo isso?! então, hoje estamos na Conversa número treze? É a conversa do azar?
Seu Ajuda – Ou da sorte. Os meses são doze por que são regulados pela volta do nosso planeta ao redor do sol, assim como a semana tem sete dias para coincidir com as fases da lua. Um décimo terceiro mês, mudaria tudo. Mesmo assim, veja só que complicação. Há meses de trinta e um, trinta, vinte e nove e vinte oito dias! Tudo isso para acertar o ciclo solar que causa as quatro estações do ano com o ciclo lunar que causa as marés.

Zé aposentadoEntão o número treze é melhor do que o número doze?
Seu Ajuda – O número treze é primo. Só é divisível por um e por ele mesmo. Já o doze é bom de dividir. Uma dúzia de ovos pode ser repartida em grupos de seis, quatro, três e dois ovos. Já treze ovos ...

Zé aposentadoO número dez é importante porque temos dez dedos?
Seu Ajuda – Certamente. Aprendemos a contar nos dedos. Mas nós temos vinte dedos, contando com os artelhos. Mas contar com os dedos do pé é difícil. Já no mundo dos computadores, o mais importante é o número dois. È o famoso dígito binário que em inglês é o binary digit ou bit. Enfim, a importância dos números é uma coisa relativa.

Zé aposentado (com deferência) – Puxa Seu Ajuda, como você ... perdão,  como o Sr., sabe encontrar explicação para as coisas.
Seu Ajuda – Nem sempre. Explicar, por exemplo, como a sociedade se organizou para tomar conta dos idosos, eu não sei bem como foi. Isso é coisa para antropólogos. O papo de hoje, Zé, está ficando meio filosófico. Tá na hora de tomar aquele chá verde que ganhei de uma amiga chinesa.

Os dois amigos param para degustar o chá verde, bem quente, sem açúcar. Estão ambos pensativos. É o Zé aposentado que quebra o silêncio ...

Zé aposentado – Antro, o que? Seu Ajuda ....
Seu Ajuda – O nome antropólogo é a junção de duas palavras gregas. Antrhopos que quer dizer homem e logos que quer dizer estudo ou discurso. Antropologia é a ciência que estuda como evoluiu a humanidade. Como o “bicho homem” se organiza.  O antropólogo vai falar de família, de parentesco, de laços de sangue e de afinidades.

Zé aposentado (querendo impressionar) – Laços de sangue tem a haver com esse tal de DNA, cujo nome ADN, eu já decorei e em  português corresponde ao ácido desoxirribonucleico?
Seu Ajuda – É isso mesmo. Você, por exemplo, tem laços de sangue com a sua mãe e com a mãe dela que é a sua avó. Já com o irmão de sua mulher -- que você considera como parte de sua família -- você tem uma relação de afinidade e não de laços de sangue.

Zé aposentado –.Tudo bem, mas o que isso tem a haver com a minha aposentadoria?
Seu Ajuda – Tudo. Vamos examinar a vida de um homem. Ele nasce, é criança, passa a adolescente, a adulto e finalmente, a idoso. Ele vive numa família.

Zé aposentado – Isso todo o mundo sabe ...
Seu Ajuda – Vou continuar dando um exemplo. Temos um homem que chamarei de Gruck. Quando criança, Gruck fica ajudando a mãe Grucka, a manter o fogo aceso, lá na gruta em que vive a família.  Chegará um momento em que Gruck irá com seu pai Korg para “ajudar a trazer o dinossauro para casa”. Depois, Gruck irá caçar o dinossauro para a família sozinho. Korg já está idoso (não morreu nas caçadas) prefere permanecer na gruta. Finalmente, no nosso exemplo, chegará o momento em que Gruck, ao ficar idoso, verá seu filho Skraaz “trazendo o dinossauro para casa”.

Zé aposentado – O Sr., digo você Seu Ajuda, nada mais fez do que explicar que a vida do homem  tem três fases: a infância, a vida adulta e a velhice. Na infância e na velhice, alguém tem que cuidar dele.   
Seu Ajuda – Sim. A questão é quem vai cuidar da criança e do idoso? em última análise, é o homem na sua fase produtiva. Agora Zé vamos transpor essa mesma ideia para a sociedade.

Zé aposentado – Isso é fácil... 
Seu Ajuda – Percebi que você já entendeu. É a parte produtiva que tem que gerar recursos para se sustentar, bem como sustentar a “parte improdutiva”.

Zé aposentado – Criança e idosos são improdutivos?
Seu Ajuda – Eu não quis dizer isso. Porém do ponto de vista de seu sustento, eles dependem de recursos que eles não geram no momento. No caso da criança, ele ainda vai gerar esses recursos, quando entrar na sua fase produtiva. No caso do idoso, ele já contribuiu para gerar esses recursos, quando estava na sua fase produtiva.

Zé aposentado – Volto a questionar o que isso tem a haver com a minha aposentadoria?
Seu Ajuda – A sua aposentadoria, Zé, já está decretada. Você é idoso e já contribuiu para gerar recursos que agora usufruiu. Porém  com seus filhos e com seus netos? como será a aposentadoria deles?

Zé aposentado – Discute-se muito essa tal Reforma da Previdência ...
Seu Ajuda – É um fenômeno mundial. Todos os países precisam se ajustar a uma “nova realidade”....
Zé aposentado – Que “nova realidade” é essa?
Seu Ajuda – A notícia é boa. O “bicho homem”, em média, está vivendo mais velho. Isso tem uma consequência. Os recursos gerados na sua fase produtiva devem ser suficientes para sustenta-lo na sua fase de idoso.

Zé aposentado – É a história da cigarra e da formiga?
Seu Ajuda – É. A cigarra no verão cantava e cantava. A formiga, incansavelmente,  carregava folhas para alimentar os pulgões que lhe dão açúcar, lá no seu formigueiro. Chegou o inverno e o resto todo mundo sabe. A cigarra dependeu da formiga. O que se está discutindo na Reforma Previdenciária é a equação entre os recursos acumulados na fase produtiva para fazer frente aos recursos despendidos na fase da aposentadoria.

Zé aposentado – A verdade é que milagre não vale. Alguém tem que paga a conta.
Seu Ajuda – Tem. Vamos, então fazer, uma conta para duas situações. Na primeira situação Gruck viveu sessenta anos e começou a caçar com o pai aos quinze anos e deixa de caçar aos quarenta e cinco anos.

Zé aposentado – Grurk terá caçado o dinossauro durante trinta anos ...
Seu Ajuda – Certo. Para os demais quinze anos de sua vida, viverá da caça de seu filho Skraaz. Na gruta do lado, mora Idak, que também começa a caçar aos quinze anos e deixa de caçar aos quarenta e cinco anos. Porém, graças a umas ervas que só ele conhece, Idak vai viver noventa anos. Pelos demais vinte e cinco anos de sua vida ele viverá da caça de seu filho Kopik.  

Zé aposentado – Então quando aumenta a expectativa de vida do homem, mantida as regras da idade para aposentadoria,  mais recursos são necessários? 
Seu Ajuda – Sem dúvida. E donde provém tais recursos? São os recursos que a formiguinha acumulou no seu tempo na ativa.

Zé aposentado – E se a formiguinha achou que ia viver sessenta anos e viver ate os noventa anos de idade. Quem vai pagar a diferença?
Seu Ajuda – Aí que reside a questão. Os recursos vão ter que sair do trabalho das formiguinhas que estão na ativa. Esse mesmo fenômeno, passado para a vida real dá origem ao famoso “rombo da previdência”. Alguém tem que pagar.

Zé aposentado – Como resolver, na prática, o tal “rombo da previdência”?
Seu Ajuda – É difícil. Uma das coisas a fazer é diminuir a renda do aposentado. Equivale a Kopik racionar a carne do dinossauro para seu pai Idak. Outra maneira é “recuar a idade da aposentadoria”.

Zé aposentado – O que é “recuar a idade da aposentadoria”?
Seu Ajuda – Equivale a Idak continuar caçando dinossauro até os sessenta e cinco anos de idade, ao invés de até os cinquenta anos de idade. Com isso ele fica na ativa mais tempo.

Zé aposentado – Como é o dilema da aposentadoria no Brasil?
Seu Ajuda – Estamos nos referindo à denominada “Previdência Social”. Eu gosto da definição de que “previdência social é um seguro que garante uma aposentadoria ao contribuinte, quando ele para de trabalhar”.  Gosto também da explicação que “para ter direito a esse benefício, o trabalhador deve pagar uma contribuição mensal durante um determinado período ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)”.
Zé aposentado (alfinetando Seu Ajuda) – Agora sim, estamos vendo a vida na prática ...
Seu Ajuda (finge que não ouviu)  – O tempo de contribuição varia de acordo com o tipo de aposentadoria. O INSS administra o recebimento dessas mensalidades e paga os benefícios aos aposentados que contribuíram e que se aposentaram.

Zé aposentado  – E o que é esse tal de benefício?
 Seu Ajuda – O benefício -- fazer o bem -- substitui a renda do trabalhador que contribuiu quando ele para de exercer sua função, seja por doença, idade avançada ou condições de trabalho prejudiciais à saúde (como locais com excesso de barulho ou poeira).

Zé aposentado  – Tem regras para conseguir esse tal de benefício?
 Seu Ajuda –Tem. Uma primeira regra é o limite de idade mínima para se aposentar. Gruck para deixar de caçar dinossauros e ficar em casa, precisa ter um mínimo de idade. A idade mínima da aposentadoria, no Brasil, é de 65 anos para os homens e de 60 anos para as mulheres. Na França, a idade mínima que era de 60 anos para os homens passou para 62 anos – já se fala em 67 anos -- em meio a muita briga.

Zé aposentado  – Tem limite máximo da idade para se aposentar?
 Seu Ajuda – A recente Lei complementar nº 152, de 03.12.2015, obriga compulsoriamente a aposentadoria dos servidores públicos – da União, Estados e Municípios -- aos setenta e cinco anos de idade. Juiz, Promotor, Defensor Público, não podem ficar eternamente no cargo. 

Zé aposentado  – Muito bem. Há uma idade mínima para o trabalhador se aposentar. Há outra regra básica?
 Seu Ajuda – É  obrigatório ter contribuído para o  INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) por um mínimo de quinze anos.

Zé aposentado  – Acabaram as regras básicas da aposentadoria ?
 Seu Ajuda –  Não. A terceira regra básica é a maneira como se calcula o benefício do aposentado. Vamos tomar um pouco mais desse chá verde que é um pouco amargo mas faz bem à saúde.

Zé aposentado e Seu Ajuda tomam um pouco mais da infusão das folhas secas do chá verde. Seu Ajuda vai explicar como se calcula o benefício da aposentadoria do trabalhador no Brasil.   

Seu Ajuda –  A forma de calcular quanto ganha um aposentado por idade é específica: são 70% da aposentadoria integral, mais 1% para cada ano de contribuição. Quem tiver contribuído ao INSS por 15 anos vai ganhar o benefício de 85% da aposentadoria integral.

Zé aposentado  – Veja se eu entendi. Vamos supor que a aposentadoria integral do INSS seja de R$ 3 mil mensais. Gruck chegou aos 65 anos tendo descontado 15 anos para o INSS. Gruck vai receber R$2.100 (70% de R$3 mil) acrescidos de R$ 450 (15vezes 1% ou seja 15% de R$ 3 mil). Gruck vai receber R$ 2. 550 (2.100 + 450).
Seu Ajuda –  Muito bom, Zé.
Zé aposentado  – E tem mais. Para Gruck ganhar a aposentadoria integral, ele precisaria ter descontado 30 anos para o INSS. No caso, R$2.100 (70% de R$ 3 mil) mais R$900 (30 vezes 1% ou 30% de R$ 3 mil).
Seu Ajuda –  Excelente, Zé.

Zé aposentado  – Se Gruck tiver descontado 40 ao invés de 30 anos para o INSS, ele vai ganhar mais do que benefício integral?
 Seu Ajuda –  Não. Eu esqueci de dizer que há uma quarta regra. Na aposentadoria por idade, não é possível ganhar mais do que o valor integral. Assim, ao atingir a idade mínima para ganhar o benefício integral, não faz diferença no valor do benefício ter trabalhado e descontado por 30 ou por 40 anos.

Zé aposentado  – Então não há incentivo para eu trabalhar mais de 30 anos ou começar a trabalhar antes de 35 anos?
 Seu Ajuda –  Do ponto de vista da aposentadoria pelo INSS, não. O incentivo está em que você vai ganhar bem mais trabalhando – você leva o dinossauro para casa -- do que recebendo (um naco de dinossauro) pelo INSS.  Por isso que há a Previdência complementar que é um mundo paralelo à Previdência do INSS.

Zé aposentado  – Isso eu sei, porque foi um assunto já abordado em nossas conversas. A Fundação Sistel, a Fundação Atlântico, a Telos são exemplos da Previdência Complementar.
Seu Ajuda -  É isso mesmo. O beneficio pago pelo INSS é um “basicão” que o governo garante a todo trabalhador da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Para ganhar mais na aposentadoria, o trabalhador recorre à Previdência Complementar. Ao descontar  mais alguma coisa ao longo de sua vida ativa, o trabalhador ganha uma “suplementação” ao seu benefício “basicão” do INSS.

Zé aposentado  – Uma última pergunta. O que é esse tal de 85/95 de que tanto se fala? Seu Ajuda -  Você deve estar se referindo à Lei nº 13.183 de 04.11.2015 que é conhecida como a Lei do “85/95”. Vamos deixar esse assunto para nossa próxima conversa?  

Zé aposentado  – Vamos, que hoje eu aprendi bastante. Obrigado Seu Ajuda.
Seu Ajuda -  Até a nossa próxima conversa, Zé. Nela iremos falar também da aposentadoria integral e um pouquinho sobre o Regulamento da Previdência Social. Ainda dá para a gente tomar um último gole de nosso chá verde.

 Fonte: Jornalista Fonseca (04/06/2016)


Fundos de Pensão: Governo não consegue acordo para votar projeto dos fundos de pensão. Decisão fica para segunda feira


O governo ainda não conseguiu entrar em acordo com sua base na Câmara dos Deputados sobre o projeto de governança dos fundos de pensão. Após se reunir com líderes de partidos aliados nesta terça-feira (14), o ministro da Secretaria do Governo, Geddel Vieira Lima, afirmou que a proposta pode não ser votada nesta semana.  "O debate ainda precisa ser mais aprofundado basicamente na paridade dos conselhos. A princípio, a votação se dará dia 20/6.

Há uma proposta aprovada na CPI dos Fundos de Pensão que era paridade de 3 e 3. A sugestão do governo é que seja 2-2-2", explicou o líder do governo na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE). Ou seja, a proposta aprovada na CPI prevê somente a participação do governo e de acionistas nos conselhos dos fundos. Já a proposta que veio do Senado e aguarda apreciação do plenário da Câmara também permitiria a atuação do mercado nesses conselhos.  

Geddel destacou que, apesar de o governo defender a participação nos conselhos no modelo 2-2-2, isso "não significa uma posição fechada". "Na nossa visão, estamos aqui numa casa legislativa, autônoma, não num cartório de títulos de ofício que tem a obrigação de carimbar tudo o que o governo e seus técnicos acham que é melhor. Estamos em processo de negociação para que saia a legislação."  

No último dia 6, o presidente interino Michel Temer prometeu paralisar a nomeação para diretorias e presidências de empresas estatais e fundos de pensão até a aprovação dessa proposta.  Ficam paralisadas negociações entre governo e base para companhias como Eletrobras, Itaipu, Furnas e Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco), e em fundos de pensão como Funcef e Petros, alvos de investigação por operações irregulares.  

Os líderes também querem fazer uma outra alteração no texto e derrubar o prazo exigido atualmente entre a ocupação de um cargo político-partidário e uma vaga de dirigente em um fundo de pensão. Ou seja, caso o presidente de um partido seja indicado para presidir um fundo, poderá imediatamente assumir o posto, não podendo somente acumular os cargos. Hoje isso é vetado.  

Plenário 
Apesar da falta de acordo nessa matéria, o ministro e os líderes combinaram a votação de outra proposta de interesse do governo, o projeto de governança das estatais. O texto está fechado e deve passar sem problemas.  Na última terça (7), a sessão demorou a ter início porque o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), insistiu em tomar a frente da sessão. Segundo o líder do governo, isso já foi conversado com ele e o pepista não vai comparecer ao plenário nesta terça (14).  "Quem vai presidir a sessão é o segundo vice-líder, Giacobo", disse André Moura.

Fonte: Folha de SP (15/06/2016)

INSS: Reforma da previdência muda os planos e sonhos de quem está prestes a se aposentar


Mexer nas regras da aposentadoria é uma das prioridades da equipe econômica do presidente interino Michel Temer. A principal medida em discussão é a fixação da idade mínima de 65 anos para requerer o benefício. A mudança encontra resistência de entidades sindicais - com quem o governo se reuniu para debater a reforma da previdência, na sexta-feira (10) - e preocupa quem está perto da sonhada aposentadoria, e pode ter que mudar de planos.

É o caso da secretária Eliane do Rocio Kulik. Ela acumula 34 anos de carteira assinada, e como tem 50 de idade, poderia se aposentar no próximo ano com 100% do valor do benefício - sem desconto do fator previdenciário. “Estou pessimista, acho que até lá a regra vai mudar de novo. Cada vez que chego perto, a lei muda. Quando eu completar os 85 [pontos da regra 85/95], já vai ser 87. Quanto mais contribuo, mais longe fica a data da aposentadoria”, lamenta ela, que se sente lesada.

No ano passado, com 33 anos de contribuição, Eliane havia feito as contas e decidido que ainda não valia a pena se aposentar. “Por causa do fator previdenciário, eu ia receber somente R$ 1 mil por mês.” O que ela teme é que tenha de trabalhar por mais 15 anos para finalmente poder descansar, assegurada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “Não será fácil me manter no mercado por mais tanto tempo. Trabalho na área de atendimento ao público e existe o preconceito pela idade e pela aparência”, avalia.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que medidas de transição estão sendo estudadas, para diminuir o impacto aos segurados que estão próximos de se aposentar.

Necessário
No entendimento do consultor em previdência Renato Follador, um dos responsáveis pela criação do fundo de pensão ParanaPrevidência, a adoção de uma idade mínima é imprescindível para equilibrar o que sai em benefícios e o que entra em receita. “A média de idade com que homens e mulheres se aposentam por tempo de serviço é de 54 anos. Com o aumento da longevidade, quem se aposenta com 54, segundo o IBGE, tem probabilidade de viver até os 84 anos. São 30 anos que o INSS tem que pagar de aposentadoria”.

De acordo com ele, a população de idosos está crescendo seis vezes mais que a População Economicamente Ativa (PEA), de 15 a 54 anos. “A conta não fecha. No futuro, com a taxa de fecundidade em queda, não haverá novos brasileirinhos para entrar no mercado e melhorar esse percentual. Mais se aposentarão e mais viverão mais do que antes, e a população de contribuintes não vai aumentar.”

Segundo Follador, só existem quatro países no mundo que não têm idade mínima para aposentadoria: Brasil, Equador, Irã e Iraque. “Não é possível que eles estejam certos e o resto do mundo esteja errado”.
Sua sugestão para a transição seria exigir que a pessoa contribua por mais 50% do tempo que falta para ela se aposentar. “Se falta um ano para ela se aposentar, ela teria de contribuir mais seis meses”.

O consultor defende que sejam mantidos o fator previdenciário e os cinco anos a menos de contribuição para as mulheres, devido à jornada dupla de trabalho - doméstico e fora de casa. As sugestões apresentadas por Follador na Comissão Permanente de Direitos dos Idosos da Câmara dos Deputados, no último dia 7, podem ser utilizadas na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma da previdência a ser apresentada ao plenário.

Retrocesso
Já para o presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Paraná (Apospar), Tiago dos Santos Vieira, a adoção da idade mínima é um retrocesso. “Em 1999 o fator previdenciário foi instituído justamente para resolver o problema das aposentadorias precoces e equalizar as contribuições com o saldo de sobrevida. Essa é a inteligência da ferramenta, permitir que o segurado se aposente, mas garantindo o equilíbrio financeiro e atuarial da previdência.” Ele lembra que os países com idade mínima de aposentadoria instituída não têm o dispositivo do fator previdenciário.

Aposentar-se mais tardiamente não seria a pior consequência para os segurados, mas sim a dificuldade de permanecer em um mercado de trabalho que despreza idosos. “No Brasil, temos a cultura de não contratar pessoas acima de 45, 50 anos. De repente, teremos pessoas que não terão direito a se aposentar e que não vão conseguir emprego. Isso é uma questão muito séria que tem que ser levada em conta”, alerta.

Na visão de Vieira, é fundamental discutir o valor das contribuições e uma idade mínima, mas no médio e longo prazos. “Não pode ser na base do desespero e do cerceamento dos direitos dos trabalhadores segurados, para socorrer o país de uma crise que não foi a seguridade social que criou. Historicamente, toda vez que há uma crise, o governo quer mexer na previdência para tapar buracos, porque ali gira muito dinheiro.”



Salário mínimo
Outra proposta levantada pela equipe de Temer seria desvincular o reajuste do mínimo das aposentadorias (R$ 880, igual ao salário mínimo) da correção do salário mínimo. Atualmente, o salário mínimo é corrigido com o Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores mais a inflação do ano anterior. “Acho correto que o reajuste da aposentadoria seja apenas o da inflação, pois não tem sentido dar aumento real para o aposentado, repassando a produtividade, se ele não produz mais”, avalia o consultor Renato Follador. Por outro lado, o consultor afirma que é imprescindível manter o poder aquisitivo do segurado, reajustando o mínimo da aposentadoria conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O presidente da Apospar também discorda dessa medida. “É uma situação muito grave. O salário mínimo previsto na Constituição é o mínimo para garantir os itens de sobrevivência e lazer. Para o cidadão se aposentar e viver com dignidade, a presunção é que ele tenha o salário mínimo. Quem se aposenta recebendo o mínimo, com o passar do tempo terá o valor reajustado apenas pela inflação, e sua aposentadoria ficará inferior ao salário mínimo nacional. Teremos aposentados miseráveis”.

Rombo?
De acordo com o governo federal, os cofres da previdência precisaram de R$ 89,2 bilhões de financiamento em 2015, e de R$ 29,1 bilhões no primeiro trimestre de 2016, ambos valores corrigidos pelo (INPC). Segundo o consultor Renato Follador, o “rombo” estimado pelo governo para este ano é de R$ 130 bilhões. “Há mais de 20 anos a previdência tem déficit”.

O presidente da Apospar entende que não existe rombo nos cofres da seguridade social. “Para utilizar o argumento do déficit, o governo não utiliza nos cálculos as receitas que são destinadas à seguridade social, apenas as previdenciárias”. Não são levadas em conta, segundo ele, as receitas das loterias esportivas, da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), entre outras.

“A própria Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) faz estudos sobre o mito do déficit previdenciário, usando como cálculo as receitas que são destinadas à seguridade social, e o saldo é positivo há anos”, argumenta Tiago dos Santos Vieira.


Fonte: Paraná online (15/06/2016)

Fundos de Pensão: Justiça suspende cobrança extra pelos participantes e assistidos relativa a equacionamento de déficit no fundo de pensão da Caixa


A Associação Nacional Independente dos Participantes e Assistidos do fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal (Funcef) obteve nesta terça-feira, 14, uma liminar na Justiça federal de Brasília para suspender a cobrança extraordinária de 2,8% que estava sendo feita para reequilibrar o fundo. A decisão beneficia 3,5 mil aposentados e beneficiários da fundação.

A juíza Solange Salgado disse em sua decisão que há indícios de que o resultado deficitário pode ter sido causado por irregularidades ou gestão fraudulenta. Dessa forma, determinou a suspensão da cobrança até que sejam apuradas as possíveis irregularidades.

A juíza cita ainda a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou os fundos de pensão e que concluiu que existe uma metodologia para fraudar as operações dos fundos de pensão.

"Ademais, apurou-se que o prejuízo dos fundos investigados gira em torno de R$ 6,62 bilhões e que o aparelhamento dos fundos tenha afetado 500 mil aposentados (...) Nesse viés, ainda que não se possa presumir a má-fé ou tampouco se emitir qualquer juízo de valor sobre o ocorrido, tais fatos - públicos - não podem ser desconsiderados", escreveu a juíza.

Os beneficiários da Funcef estão pagando a contribuição extra, ou tendo descontado o porcentual de seus vencimentos no caso dos aposentados, desde o dia 1º de maio para tentar cobrir um déficit de R$ 2,2 bilhões registrado em 2014.

O pagamento para cobrir o rombo está sendo dividido entre os beneficiários e a Caixa Econômica. Em 2015, o déficit acumulado deve chegar a R$ 8 bilhões. As contas prévias feitas por associações de funcionários dão conta de que um novo equacionamento amplie o porcentual de 2,8% em mais 9% a 10% a ser cobrado a partir do próximo ano.

Fonte: Isto É Dinheiro (15/06/2016)

Fundos de Pensão: Votação do PLP 268, que enfraquece a representatividade dos participantes nos Conselhos, foi adiada para a próxima segunda, dia 20 de junho


A votação do PLP 268, que trata da governança dos fundos de pensão e contêm vários equívocos que estão sendo combatidos,  foi adiada na Câmara dos Deputados para a próxima semana, devendo ocorrer  na próxima segunda-feira.  

Esse adiamento foi resultado em boa parte de articulação intensa da ABRAPP e de  outras entidades, como a Anapar, junto aos parlamentares e lideranças partidárias, informa a assessora parlamentar Tarciana Xavier.

Fonte: Diário dos Fundos de Pensão (15/06/2016)

sexta-feira, 10 de junho de 2016

INSS: Centrais sindicais apresentam alternativas para a Previdência


http://www.valor.com.br/brasil/4595935/centrais-listam-receitas-alternativas-para-sanear-contas-da-previdencia?utm_source=newsletter_manha&utm_medium=10062016&utm_term=centrais+listam+receitas+alternativas+para+sanear+contas+da+previdencia&utm_campaign=informativo&NewsNid=4588279

Fundos de Pensão estatais resistem às mudanças


http://mobile.valor.com.br/politica/4595919/fundos-de-estatais-resistem-mudancas-em-sua-gestao?utm_source=newsletter_manha&utm_medium=10062016&utm_term=fundos+de+estatais+resistem+mudancas+em+sua+gestao&utm_campaign=informativo&NewsNid=4588279

Fundos de Pensão: Participantes farão movimento na próxima terça feira junto ao Congresso


Boletim nº 572 - MOBILIZAÇÃO CONTRA VOTAÇÃO DO PLP 268/16

10 de junho de 2016 em Boletins
Junte-se a nós no dia 16/6próxima terça-feira, na Câmara dos Deputados

A mobilização contra a votação do PLP 268/16, que retira direitos de representação dos participantes dos fundos de pensão na gestão dos seus próprios recursos se intensifica a partir da aprovação da urgência de tramitação do projeto na Câmara dos Deputados.
Na próxima terça-feira, dia 14 de junho, estaremos na Câmara dos Deputados para um corpo a corpo com os parlamentares para evitar mais uma perda de direitos e um retrocesso nos fundos de pensão.Nos reuniremos a partir das 12h, no Anexo IV da Câmara, onde se concentram a maior parte dos gabinetes dos deputados. Às 15h, vamos fazer uma manifestação no Salão Verde, ao lado de parlamentares.
Não podemos aceitar que nós participantes sejamos cerceados em nossos direitos. Somos 3,5 milhões de pessoas, com ativos em torno de R$ 700 bilhões. Vamos fazer valer nossa voz e nossa importância para o país.
Una-se a nós nesta mobilização. Convoque suas categorias, venha participar da panfletagem nos gabinetes dos deputados e deputadas federais. Vamos apresentar nossas propostas de fortalecimento do sistema de previdência complementar fechada, que não são contempladas pelo PLP 268/16, que apenas cria mais obstáculos para a nossa representação.
Não a perdas de direitos. Não ao PLP 268/16. Não ao retrocesso.
Nós lutamos pelo aprimoramento da governança, pelos interesses dos participantes de fundos de pensão, pelo crescimento do sistema de previdência complementar fechada.
Juntos Somos mais fortes. Nossa política é a defesa intransigente dos direitos dos participantes. 

 
ANAPAR - Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão 
SCS Qd. 06 Bl. A Ed. Carioca sala 709, Brasília-DF | Fones: (61) 3326-3086 / 3326-3087 | anapar@anapar.com.br

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Projeto de mudanças de fundos de pensão (composição de Conselhos) pode ser alterado no Congresso


Relator quer mudanças em projeto sobre regras de fundos de pensão

Por Thiago Resende e Raphael Di Cunto | Valor
BRASÍLIA  -  Relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão, o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR) defende que a Câmara faça alterações no projeto de lei aprovado pelo Senado que trata de mudanças nas regras de administração dos fundos.
Se o texto for modificado pelos deputados, voltará para o Senado. O presidente interino Michel Temer quer rapidez na aprovação do projeto de lei que já teve o aval dos senadores e interrompeu as nomeações para cargos de diretoria ou de presidência de fundos de pensão até que a proposta seja aprovada.
Para Souza, indicar conselheiros e diretores independentes pode ter efeito contrário, e não fortalecer a governança. Isso porque os fundos passariam a ser geridos por pessoas “distantes” dos funcionários da empresa e da própria companhia.
Além disso, gestores privados, ressalta o deputado, “não possuem vinculação com os interesses dos participantes”. E usa como argumento fatos investigados pela CPI, como a relação do Postalis – fundo de pensão dos funcionários dos Correios – com o BNY Mellon.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

TIC: Anatel publica acordo com Oi, multas viraram investimento na rede


http://m.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=mobile&infoid=42553&sid=8

Fundos de Pensão: Conselheiros eleitos de fundo estatais contestam proposta do Senado


Carta aberta do Forum Independente em Defesa dos Fundos de Pensão aos deputados federais

Sexta, 3 de junho de 2016
Carta Aberta aos Deputados Federais,

O Projeto de Lei Complementar PLP 268/2016, aprovado no plenário do Senado e atualmente em tramitação na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, aguardando a designação de relator, introduz preocupantes inovações, para as quais o FIDEF - Fórum Independente em Defesa dos Fundos de Pensão vem a público apresentar um conjunto de alternativas.

Dentre as principais inovações do projeto de lei estão as seguintes:

1 - institui a figura do conselheiro independente, que passa a dividir a paridade da gestão, nos conselhos deliberativo e fiscal, com representantes da patrocinadora e participantes e assistidos;

2 - institui a obrigatoriedade de processo seletivo público para escolha dos integrantes da diretoria-executiva, sob orientação do conselho deliberativo, cujos selecionados passam a deter contrato de trabalho de 2 anos, com no máximo 3 reconduções, mediante parecer favorável do conselho deliberativo;

3 - institui a proibição de exercício de atividade político-partidária, ou de cargo comissionado na patrocinadora ou administração direta do governo, para exercício de cargo de diretoria, em período inferior a 2 anos anteriores à contratação.

A íntegra do PLP 268/2016 pode ser acessada pelo seguinte link: http://bit.ly/1sPSZVI

Diante dessas manifestações, que impactam diretamente a estrutura diretiva e decisória dos fundos de pensão, o FIDEF, formado por Conselheiros Deliberativos e Fiscais e Diretores - eleitos por participantes e assistidos de fundos de pensão com patrocínio de empresas de controle da União Federal, representando estes e seus dependentes - cerca de 1,724 milhão de cidadãos brasileiros (entre empregados da ativa, aposentados e dependentes vinculados aos fundos de pensão), vem a público manifestar sua preocupação com as mencionadas inovações e registrar sua oposição às propostas em tramitação, e apresentar um conjunto de alternativas às propostas cogitadas, pelas seguintes razões:

1 - O conjunto de alterações propostas no referido Projeto de Lei vai na direção da redução da presença, e consequentemente, da capacidade dos participantes e aposentados de interferência e condução da gestão dos fundos de pensão;

2 - Conforme amplamente demonstrado na recente CPI dos Fundos de Pensão, a situação deficitária vivenciada pelos fundos de pensão de patrocínio estatal recaem, em grande parte, sobre investimentos que causaram prejuízo aos fundos e a seus participantes, e que foram aprovados e geridos por diretores indicados pelas patrocinadoras estatais, cabendo aos representantes de participantes e assistidos um papel secundário e pouca capacidade de influência;

3 - Na atual governança dos fundos de pensão, instituída pela Lei Complementar 108/2001, há uma ampla predominância das patrocinadoras na seleção e gestão dos investimentos, mediante a indicação de seus prepostos para diretorias responsáveis por tais assuntos, com liberdade regulatória para propor negócios às suas entidades patrocinadas (como exemplifica a relação Sete Brasil-Petrobras-Petros);

Para o FIDEF, uma verdadeira "blindagem” dos fundos de pensão de patrocínio estatal à ingerência político-partidária e, consequentemente, à redução dos riscos de gestão temerária e fraudulenta, passa por um outro caminho que contemple:

1. a obrigatoriedade da divulgação de dados relevantes, por iniciativa das próprias  entidades (transparência ativa)

2. a vedação a participação em investimentos concebidos/geridos pelas respectivas patrocinadoras;

3. a manutenção da gestão paritária atual nos conselhos deliberativo e fiscal e a extensão da gestão paritária no âmbito das diretorias executivas das fundações, paridade decorrente de eleição direta para os representantes dos participantes e assistidos nos três colegiados.
4. a competência do conselho deliberativo, para ingresso em investimentos iguais ou superiores a 0,5% do patrimônio;

5. a criminalização da gestão temerária e fraudulenta na gestão dos fundos de pensão;

6. a limitação do instituto do voto de qualidade, regulamentado através do Regimento Interno dos Conselhos, impedindo seu uso para desempate em decisões sobre alterações no estatuto da entidade, em regulamento de plano administrado  e em deliberação sobre parecer do Conselho Fiscal sobre a gestão e contas da Administração da Entidade.

Será com essas bandeiras que os participantes da ativa e aposentados e pensionistas, representados pelo FIDEF, debaterão no Congresso Nacional o necessário “choque de gestão” na governança dos nossos tão usurpados fundos de pensão, para a necessária proteção e segurança do futuro de seus benefícios.


Brasília,  02 de Junho de 2016

Representantes Eleitos, de perfil independente, dos seguintes fundos de pensão:

FUNCEF

PETROS

PREVI

POSTALIS

REAL GRANDEZA

FAPES

INSS: Começam circular rumores que não haverá adiantamento do 13o. este ano


INSS não antecipará parcela do 13º de aposentados, pensionistas e segurados

Os mais de 30 milhões de aposentados, pensionistas e segurados do INSS em todo o país não vão receber antecipadamente a primeira parcela do décimo terceiro este ano. O Ministério da Fazenda confirmou ontem que o governo interino do presidente Michel Temer não fez o provisionamento dos recursos para pagar a primeira parte na folha de agosto como ocorre há dez anos.

Segundo a Fazenda, o crédito antecipado não está previsto para ser feito. A liberação do pagamento depende de publicação de decreto presidencial, que também não está prevista a publicação, informou a pasta.

A antecipação da primeiro parcela do 13º salário do INSS resultou de acordo firmado em 2006 entre o então presidente Lula e entidades representativas dos aposentados e pensionistas. A partir daquele ano, o depósito da metade do abono passou a ser feito sempre juntamente com a folha do mês de agosto. O crédito ocorria até o começo de setembro.

Fundos de Pensão: Mudanças na Lei dos fundos de pensão não agradam a ninguém



Projeto de fundos de pensão gera protestos 
Os representantes dos participantes e aposentados dos maiores fundos de pensão do País estão tentando minar o Projeto de Lei Complementar que trata da governança dos fundos e indicação de diretores estatais. Eles entendem que, da forma como está o projeto, os beneficiários dos fundos de pensão vão perder representação e, portanto, poder de fiscalização nas entidades de Previdência. Ontem, os representantes eleitos pelos participantes e que hoje estão em cargo de diretoria dos fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ), BNDES (Fapes), Caixa (Funcef), Correios (Postalis), Furnas (Real Grandeza) e Petrobrás (Petros) divulgaram uma carta aberta aos deputados pedindo que novos pontos sejam apreciados na Comissão que trata do assunto. 
Na semana passada, o presidente em exercício Michel Temer pediu ao primeiro vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão, que comanda a casa interinamente, que dê prioridade à tramitação de alguns projetos que teriam função no plano econômico do governo. Entre eles, está o PLP 268, dos fundos de pensão. 
A intenção do projeto seria a de acabar com a ingerência política nas fundações e prevê a nomeação de um conselheiro independente e que a diretoria seja escolhida por meio de concursos públicos. Mas, de acordo com os representantes eleitos pelos participantes dos fundos, em carta enviada aos deputados, os maus investimentos dos fundos de pensão nos últimos anos foram decisões tomadas por representantes indicados pelos patrocinadores dos fundos. Além disso, alegam que não há qualquer previsão de governança no projeto como algo que obrigue a publicação de informações ou que vede a participação em investimentos indicados pela patrocinadora. Citam o caso da Sete Brasil, criada para atender a Petrobrás e que tem a Petros como sócia. 
Quanto à questão do concurso público para nomeação da diretoria, eles dizem que o patrocinador continuará tendo ingerência, já que as premissas para contratação serão estabelecidas pelo conselho deliberativo, cujo voto de minerva pertence às patrocinadoras. O mesmo aconteceria para a escolha do conselheiro independente.  (Josette Goulart - O Estado de S.Paulo)

FENAPAS emite comunicado em linha com ANAPAR


Nos dias 19 e 20 de maio realizou-se em Belo Horizonte o XVII Congresso da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (ANAPAR), no qual debatemos a situação da Previdência. Alegando déficit da previdência, anunciaram-se várias medidas que cancelam direitos trabalhistas e previdenciários dos atuais ou futuros aposentados. Os prejuízos são ao Regime Geral (INSS), com desvinculação de Piso de Beneficio do Salario Mínimo, definição de idade mínima para a aposentadoria (já existem o Fator Previdenciário e o Fator 85/95) e também à Previdência Complementar Fechada (Sistel, Atlântico, etc.) e claramente favorecem a Previdência Aberta (PGBL e VGBL) do Sistema Bancário.
No caso do INSS a Associação Nacional dos Auditores da Receita (ANFIP), mais uma vez concluiu que a Previdência não é deficitária e que se a mesma tem dificuldades financeiras estas são decorrentes da Desoneração da Folha de Pagamentos, Isenções, Imunidades e da Desvinculação da Receita da União (Receitas Previdenciárias). No caso da Previdência Complementar, a remuneração dos investimentos caiu, mas vários Planos de Beneficio Definido apresentaram Superávit (PBS-A, PBS-TCS, PBT-BrT, e outros), os Planos de Contribuição Definida ou planos de Conta nunca apresentam Déficit, mas também não apresentam Superávit, pois se a remuneração do investimento não for suficiente o Beneficio diminui até o seu eventual cancelamento por falta de saldo.
Cumprindo diretrizes do XVII Congresso Nacional de Participantes, a Anapar passou a integrar o grupo de mais de 50 entidades que participam da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, relançada em 31 de maio. A Frente é coordenada pelo Senador Paulo Paim.
Precisamos apoiar a Frente Parlamentar e pressionar os demais deputados e senadores para evitar mais esta subtração de nossos direitos.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Plano de saúde é obrigado a indenizar recusa de prodimento médico


http://lelyan.jusbrasil.com.br/artigos/344197691/plano-de-saude-e-obrigado-a-indenizar-paciente-por-danos-morais-apos-negativa-de-cobertura-de-procedimento-medico?utm_campaign=newsletter-daily_20160602_3472&utm_medium=email&utm_source=newsletter

Educação Previdenciária: Marcacao de ativos a mercado (valor do dia) ou na curva (valor no vencimento)


http://diario.abrapp.org.br/Paginas/Detalhes.aspx?nId=39168

Meirelles e os fundos de pensão



Henrique Meirelles prometeu dar um chega pra lá nos fundos de pensão, muitos dos quais andaram metidos em mal feitos.
A ideia em gestação é criar uma agência para cuidar tanto da área de seguros quanto da previdência, reunindo as estruturas atuais de Susep e Previc.
Autor: Ancelmo Gois – Referência: O Globo

Fundos de Pensão: PREVIC e SUSEP juntas?


http://gama-ca.com.br/noticias/susep-e-previc-juntas

Fonte: Gama Assoc.

TIC: Telecom sem ministério ainda é uma incógnita


http://convergecom.com.br/teletime/02/06/2016/os-sinais-de-kassab-sobre-o-futuro-da-telebras-e-da-anatel/
Kassab e as telecomunicações que herdou

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Anapar contesta repetitividade de conselheiros que se certificam por conta das entidades


ANAPAR | Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão
1 de junho de 2016Boletim Anapar nº 569

Boletim nº 569 - Instrução da Previc sobre certificação de dirigentes extrapola competência do órgão

1 de junho de 2016 em Boletins
A exigência da certificação prévia mostra intenção de dificultar a representação de trabalhadores nos cargos de direção de fundos de pensão
A Resolução CNPC 19, de 30/03/2015, estabelece prazo de um ano para os dirigentes das entidades de previdência complementar obterem a certificação, a partir da posse - exceto para o Administrador Tecnicamente Qualificado, responsável pelos investimentos, que deve ter certificação prévia. Isso possibilita que trabalhadores vencedores de eleições para os cargos dos órgãos estatutários das entidades disponham de tempo para a obtenção do certificado,  possibilitando  maior número de concorrentes, democratizando a gestão.
No entanto, numa clara intenção de restringir a representação dos participantes de fundos de pensão, a Previc, em 12 de maio deste ano, editou a Instrução 28, que normatiza os procedimentos para a certificação. Exorbitando das suas competências, que seria a de regulamentar o que está estabelecido na Resolução (com hierarquia superior em relação à Instrução), impõe certificação prévia a todos os membros para o exercício das funções em todos os colegiados: diretoria executiva, conselho fiscal e conselho deliberativo.
Um trabalhador que esteja disputando uma eleição, mesmo tendo a formação, a experiência exigida, que é condição para se candidatar, normalmente não tem a certificação. A Anapar considera que a Previc não pode, através de uma Instrução, suplantar uma Resolução do CNPC, órgão responsável normatização. O participante de fundo de pensão tem sido atacado em seus direitos sistematicamente e agora, mais do que nunca, os participantes e assistidos devem estar unidos para impedir que seus interesses e direitos sejam vilipendiados.
 
ANAPAR - Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão 
SCS Qd. 06 Bl. A Ed. Carioca sala 709, Brasília-DF | Fones: (61) 3326-3086 / 3326-3087 | anapar@anapar.com.br

Descadastre-se caso não queira receber mais e-mails.
Caso não esteja visualizando corretamente esta mensagem, acesse este link

Anapar e seu novo posicionamento

ANAPAR | Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão
1 de junho de 2016Boletim Anapar nº 568
O evento lotou o maior auditório do Senado com parlamentares e representantes de movimentos social e sindical unidos em defesa de uma seguridade social justa e contra a reforma da Previdência Social
Cumprindo diretrizes do XVII Congresso Nacional de Participantes, a Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (Anapar) passa a integrar o grupo de mais de 50 entidades que participam da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, relançada em 31 de maio, no auditório Petrônio Portela, no Senado.

O senador Paulo Paim (PT-RS), que vai coordenar a frente parlamentar mista, manifestou, em sua fala, que "o Ministério da Previdência é nosso, dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. Devolvam o nosso ministério".

Os participantes do lançamento da Frente foram unânimes contra Reforma da Previdência e a precarização dos direitos trabalhistas - de ativos e aposentados. O grupo tem como objetivo trabalhar "pela manutenção de direitos e da gestão transparente da Seguridade Social e do equilíbrio financeiro da Previdência Social pública e solidária, sempre atento às matérias em trâmite no Legislativo que dizem respeito ao assunto".

Para Paulo Paim, "a luta não será fácil, os ataques são enormes, mas com a nossa união e a nossa consciência sairemos vencedores", anunciando que, por iniciativa da sociedade civil, em todas as capitais do país, nesta terça-feira, estão se realizando atos exigindo a volta do Ministério da Previdência Social (MPS). Segundo dados apresentados pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), não há déficit e sim superávit na seguridade. A destacar que "não vamos aceitar manipulação de dados e números", o senador gaúcho citou a Anfip, que demonstra que a arrecadação da contribuição previdenciária tem sido superavitária e que, mesmo em 2014, apesar da grande perda com a desoneração da folha de pagamentos - mais de R$ 20 bilhões - arrecadou R$ 54 bilhões.


Visão financista 

Ao longo do evento, que prossegue à tarde, foram reforçadas as manifestações contrárias às medidas que vêm sendo adotadas pelo governo interino de Michel Temer, como a extinção do Ministério da Previdência Social, com a transferência da gestão e a elaboração de políticas da previdência social para o Ministério da Fazenda, o que denota uma visão financista da seguridade social.

Também foi muito criticada a proposta de estabelecer idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens e mulheres. Segundo Paim, já existe idade mínima exigida para aposentadoria na recente criação da fórmula 85/95, aprovada pelo Congresso Nacional após negociações com as centrais sindicais.

Segundo Antônio Bráulio de Carvalho, presidente da Anapar, o objetivo da Frente deve ser o de unificar a luta em defesa da previdência pública e dos direitos dos ativos e assistidos. A Anapar vai divulgar a partir de agora os eventos promovidos pela Frente e mobilizará seus associados para ampliar essa iniciativa.
 
ANAPAR - Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão 
SCS Qd. 06 Bl. A Ed. Carioca sala 709, Brasília-DF | Fones: (61) 3326-3086 / 3326-3087 | anapar@anapar.com.br

Descadastre-se caso não queira receber mais e-mails.
Caso não esteja visualizando corretamente esta mensagem, acesse este link