sexta-feira, 24 de outubro de 2025

TIC: As principais notícias relacionadas ao cotidiano digital

 


Hoje com estatísticas de uso de IAs por crianças e adolescentes, de erros graves em IAs e melhorias no YouTube 

Segundo uma pesquisa da TIC Kids Online Brasil, 10% das crianças e adolescentes no Brasil já usaram ferramentas de inteligência artificial generativa para conversar sobre emoções ou problemas pessoais. A proporção sobe para 16% entre adolescentes de 15 a 17 anos. O levantamento entrevistou 2.370 jovens e seus responsáveis entre março e setembro de 2025 e mostrou ainda que 65% deles já usaram IA por algum motivo, principalmente para tarefas escolares. Os responsáveis pelo estudo alertam para os riscos do uso de bots para desabafos ou simulações de terapia, já que essa tecnologia ainda apresenta falhas e pode dar conselhos perigosos ou desinformação em temas sensíveis. (Folha)

Chatbots de inteligência artificial cometeram erros graves em 45% das vezes ao responder perguntas sobre notícias, segundo estudo coordenado pela União Europeia de Radiodifusão e liderado pela BBC. A pesquisa testou mais de 3 mil respostas de quatro assistentes, ChatGPT, Copilot, Gemini e Perplexity, e identificou falhas sistêmicas em critérios como precisão, atribuição de fontes e contextualização. O Gemini teve o pior desempenho, com distorções em 76% das respostas. O relatório alerta que a distorção rotineira de fatos por IA ameaça a confiança do público e a integridade da informação, e levou ao lançamento de um kit de ferramentas para enfrentar o problema. Participaram do levantamento 22 emissoras públicas de 18 países. (BBC)

O YouTube lançou um cronômetro que permite aos usuários definir um tempo máximo diário para assistir aos vídeos curtos da plataforma. Ao atingir o limite, um pop-up avisa que o feed dos Shorts foi pausado, embora seja opcional e possa ser facilmente ignorado. A função ainda será aprimorada com controles parentais em 2026 e se soma a outros recursos de “bem-estar digital”, como lembretes para fazer pausas ou dormir. As ferramentas refletem tanto a pressão pública contra o design viciante das plataformas quanto a tentativa de manter o engajamento de longo prazo. Só nos EUA, quase 2 mil processos acusam as redes de afetar a saúde mental de crianças com mecanismos que estimulam o uso excessivo. (TechCrunch)

Fonte: Meio (23/10/2025)

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