sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Fundos de Pensão: Eletrobras acelera processo de incorporação de fundos de pensão do sistema elétrico e preocupa aposentados e ativos

 


A Eletrobras está obstinada em consolidar os atuais cinco fundos de pensão Elos, Eletros, Fachesf, Previnorte e Real Grandeza em uma única entidade: a EletrobrasPrev

Desde março deste ano, quando foi autorizada pela Previc a operar como fundo de pensão, a EletrobrasPrev tem tirado o sono de milhares de aposentados e pensionistas que somam um patrimônio de R$ 40 bilhões.

A Elos da Eletrosul já aprovou a migração para a nova estrutura. Mesmo com a contrariedade dos aposentados que prometem ir à justiça. Segundo sindicatos e associações de empregados, o movimento vem ocorrendo sem muitas informações e transparência e com potenciais conflitos de interesses.

A preocupação maior de todos é que com a consolidação, a governança atual seja diluída e os “donos do dinheiro” percam poder de decisão sobre investimento, equacionamento e equilíbrio de força com os patrocinadores.

Para piorar, na Real Grandeza, maior fundo responsável pelo patrimônio de R$ 20 bilhões, a Eletrobras indicou para o Conselho Deliberativo Luiz Eduardo Moreira Marques. Além de Diretor de Desempenho Econômico da ex-estatal, Luiz Eduardo é presidente e diretor de benefícios da nova EletrobrasPrev. Seria o mesmo que colocar a raposa tomado conta do galinheiro.

Em nota à Coluna, a Eletrobras informou:

“Com anuência da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), que regula esse setor, a Eletrobras está conduzindo o projeto de criação de uma nova Entidade Fechada de Previdência Complementar (EFPC). O objetivo é unificar a administração dos planos de previdência atualmente geridos por cinco entidades: Eletros, Elos, Fachesf, Previnorte e Real Grandeza.

A nova EFPC busca construir uma governança harmônica, representativa e alinhada às melhores práticas do setor. Todo o processo tem sido conduzido com dialogo e com a participação de representantes das entidades atuais, respeitando a governança de cada uma delas. O comitê estratégico do projeto conta com representantes eleitos pelos empregados e pelos assistidos e indicados pelos patrocinadores. Esse processo não afeta os saldos acumulados nem altera os planos de benefícios existentes.”

Fonte: FNU (22/10/2025)

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