quinta-feira, 5 de outubro de 2023

Fundos de pensão ainda esperam revisão de regras de investimentos em imóveis

 


Carteira imobiliária total dos fundos de pensão é de mais de R$ 32 bilhões, segundo dados da Abrapp, associação que representa o setor 

Os fundos de pensão têm até 2030 para se desfazer dos investimentos diretos em imóveis ou transformar suas carteiras em fundos imobiliários. Desde que essa regra foi estabelecida, há cinco anos, o setor vem tentando que estas regras sejam revistas. As novas gestões das entidades públicas mantêm as conversas com o governo para que as regras sejam alteradas em 2024. A carteira imobiliária total dos fundos de pensão é de mais de R$ 32 bilhões, segundo dados da Abrapp, associação que representa o setor. 

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, tem uma carteira de imóveis avaliada em R$ 12 bilhões e não gostaria de se desfazer de nenhum de seus empreendimentos, diz o presidente da entidade, João Fukunaga. Além de prédios corporativos, a maior entidade do país tem também participação direta em shoppings, como o Morumbi, em São Paulo, e o Barra Shopping, no Rio. Fukunaga defende que a Previ, classificada como entidade sistematicamente importante (ESI) pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), tem liquidez para gerir seus ativos.  

“Estamos fazendo uma discussão no governo para entender de que forma podemos atuar com essas garantias”, completa o presidente da Funcef (Caixa), Ricardo Pontes. A carteira de imóveis da entidade é avaliada em cerca de R$ 5 bilhões, e está em processo de desinvestimento. Independentemente das regras estabelecidas pela resolução 4.994, do Conselho Monetário Nacional (CMN), há imóveis que estão há muito tempo no portfólio e que merecem ser revisados, defende Pontes, acrescentando que esse é um processo pelo qual a Previ passou no passado.

O presidente do Postalis (fundo de pensão dos Correios), Camilo Fernandes dos Santos, acredita que até meados de 2024 é possível que as regras de investimentos em imóveis possam ser revistas. Na fundação, não há uma carteira imobiliária relevante, mas com a recuperação dos investimentos malsucedidos feitos no passado, uma parte dos pagamentos têm sido feita em imóveis - as garantias dos ativos. 

Fonte: Valor (03/10/2023)

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