sexta-feira, 25 de abril de 2025

Fundos de Pensão: Geração Z, que circula muito entre empregos, pode afetar para bem ou mal Fundos de Pensão



Com inscrição automática muitos jovens resgatam somente sua parte dos planos previdenciários
Pedir demissão não parece ser um drama para a geração Z como já foi para outras anteriores. Na verdade, o mercado de trabalho inteiro parece mais propenso do que nunca para mudanças.
Em números:
  • 36% dos trabalhadores com carteira assinada trocaram de emprego nos últimos 12 meses. Há cinco anos, a fatia era de 25%.
     
  • 40% dos trabalhadores com até 29 anos, aproximadamente, haviam mudado de empresa ao longo do último ano —o percentual era de 26% no mesmo mês de 2020.
     
  • Quando se considera apenas a faixa etária entre 18 a 24 anos, esse percentual sobe para 41%.
↳ O levantamento é da LCA Consultores com base em números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Por que? A pandemia alterou alguns parâmetros que eram usados pela população na hora de procurar uma posição. O cidadão está levando mais em consideração a qualidade de vida, segundo especialistas ouvidos pela Folha.
  • "Os trabalhadores colocam na conta flexibilidade, tempo e trabalho híbrido, fatores que não eram colocados na conta antes da pandemia", explica Bruno Imaizumi, economista da LCA e autor do estudo.
     
  • O aquecimento atual do mercado de trabalho é um fator essencial dessa equação: com mais oportunidades de trabalho abertas, profissionais qualificados têm mais opções na mesa.
A volta ao presencial é decisiva para alguns. Muitos preferem posições em que há alguma flexibilidade para trabalhar de casa em certos dias da semana.

Quem nunca? Procurou trabalho na internet que atire a primeira pedra. A digitalização da economia e a facilidade que a tecnologia proporciona para espalhar e encontrar informações mudou o jogo no mercado de trabalho.

Antes, você podia até querer mudar de emprego, mas, quem disse que encontraria outras vagas? Hoje, essa busca é mais simples.
  • "A geração Z tem muito acesso à informação, e leva muito em consideração a saúde mental, a qualidade de vida, o propósito. São todos pontos nos quais a geração anterior nem parava para pensar", disse Amanda Adami, gerente da consultoria Robert Half. "Quando não se sentem felizes, mudam de emprego."
Fonte: Folha de SP (21/04/2025)

 

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