Conselho Monetário Nacional autorizou investimentos em debêntures e em outros ativos
Para quem quer planejar a aposentadoria, há várias alternativas de aplicação. Entre elas estão os fundos de pensão, que funcionam como uma poupança coletiva feita ao longo dos anos para garantir uma renda complementar quando a pessoa não estiver mais trabalhando. A novidade é que, nas últimas semanas, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou que esses fundos investissem em debêntures de infraestrutura, créditos de descarbonização (CBIOs) e nos chamados FIAGROs, voltados para o agronegócio. Segundo o especialista em mercado de capitais Felipe Paiva, da TozziniFreire Advogados, essa possibilidade aumenta a diversidade da carteira de investimentos e pode trazer ganhos maiores para os participantes.
Outra novidade é que os fundos não são mais obrigados a vender seus imóveis até 2030. Isso dá mais liberdade para os gestores escolherem o melhor momento de comercialização de olho no maior retorno possível, revertendo para os participantes. Por outro lado, o limite de investimento em Fundos de Participação (FIPs) caiu de 15% para 10%. Isso, segundo Paiva, “exige uma revisão cuidadosa das estratégias de alocação para garantir eficiência”.
Para o investidor comum que é participante de fundos de pensão, as perspectivas de rentabilidade são positivas. Além disso, o aumento do fluxo de investimentos nessas áreas tende a aquecer o mercado e abrir novas oportunidades para quem busca aplicações.
Diferença entre os ativos
Para quem não sabe, as debêntures de infraestrutura são títulos emitidos por empresas para financiar projetos de energia, transporte e saneamento. Elas costumam oferecer rendimentos atrativos e contam com incentivos fiscais, o que pode tornar esses investimentos mais rentáveis para os fundos e, consequentemente, para os participantes.
Os CBIOs são ativos ligados ao mercado de créditos de carbono. Ao permitir que os fundos de pensão invistam neles, há um estímulo ao desenvolvimento sustentável, favorecendo iniciativas que contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa. Isso pode beneficiar setores ligados à economia verde e, ao mesmo tempo, gerar retornos financeiros.
Já os FIAGROs são fundos voltados para investimentos no agronegócio, setor de grande relevância na economia brasileira. Com mais recursos disponíveis para essa área, há potencial para crescimento e fortalecimento do segmento agroindustrial, beneficiando pequenos produtores e até grandes empresas.
Fonte: Correio do Povo (18/04/2025)

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