sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Patrocinadora Sistel: Operadora Oi ainda existe? Veja o que aconteceu após a recuperação judicial

 


Oi, antiga gigante das telecomunicações no Brasil, enfrenta reestruturações e desafios após anos de crises financeiras

No mundo das telecomunicações brasileiras, a Oi despontou como um dos principais protagonistas ao lado de Tim, Vivo e Claro. Criada na onda de privatizações de 1998, a empresa rapidamente expandiu suas operações, tornando-se referência em serviços de telefonia fixa, móvel e internet banda larga.

No entanto, o caminho promissor deu lugar a uma trajetória complexa, marcada por desafios administrativos e financeiros.

A crise financeira que abalou a Oi teve início em 2016, com um pedido recorde de recuperação judicial. Este movimento foi uma tentativa de renegociação de uma dívida colossal, algo que impactou profundamente suas operações.

Anos depois, a empresa continuou a desmembrar seus ativos, buscando manter-se competitiva em um mercado em constante evolução.

Origem e expansão da Oi

Fundada como parte da antiga Telebras, a Oi iniciou suas atividades como Telemar, consolidando-se rapidamente no mercado. Em 2002, a marca Oi surgiu para a divisão móvel, ganhando força e unificando todos os serviços sob uma única bandeira.

A aquisição da Brasil Telecom em 2008 marcou um passo importante para a cobertura nacional.

Veja abaixo algumas das principais aquisições e estratégias da empresa:

  • 2008: aquisição da Brasil Telecom.
  • 2010: aliança com a Portugal Telecom.
  • Campanhas publicitárias marcantes, como “Quem ama, bloqueia”.

Crise financeira e reestruturação

A crise de 2016 expôs as fragilidades financeiras da Oi, que acumulava dívidas de R$ 65 bilhões.

Na tentativa de sobreviver, a empresa cedeu ativos importantes, incluindo sua divisão móvel para rivais e diversas operações internacionais e de infraestrutura. Apesar dos esforços, um segundo pedido de recuperação judicial foi necessário em 2023.

Ativos vendidos

  • 2020: venda da participação na Unitel.
  • 2020: divisão móvel para Vivo, Tim e Claro.
  • 2021: InfraCo para o BTG Pactual.

Futuro da Oi

Atualmente, a Oi se reinventa, focando em sua divisão de soluções corporativas e governamentais, além da internet banda larga.

As recentes mudanças estruturais e a venda de ativos indicam uma tentativa de adaptação às novas realidades do mercado de telecomunicações. A manutenção de serviços em áreas exclusivas é uma das últimas obrigações formais da empresa.

Apesar dos desafios, a Oi continua sendo um nome conhecido, e sua capacidade de adaptação será essencial para seu futuro. A aposta na Oi Soluções e investimentos em conectividade oferecem uma nova esperança para a empresa, agora em busca de estabilidade financeira e inovação tecnológica.

Fonte: Capitalist (11/08/2025)

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