Oi, antiga gigante das telecomunicações no Brasil, enfrenta reestruturações e desafios após anos de crises financeiras
No mundo das telecomunicações brasileiras, a Oi despontou como um dos principais protagonistas ao lado de Tim, Vivo e Claro. Criada na onda de privatizações de 1998, a empresa rapidamente expandiu suas operações, tornando-se referência em serviços de telefonia fixa, móvel e internet banda larga.
No entanto, o caminho promissor deu lugar a uma trajetória complexa, marcada por desafios administrativos e financeiros.
A crise financeira que abalou a Oi teve início em 2016, com um pedido recorde de recuperação judicial. Este movimento foi uma tentativa de renegociação de uma dívida colossal, algo que impactou profundamente suas operações.
Anos depois, a empresa continuou a desmembrar seus ativos, buscando manter-se competitiva em um mercado em constante evolução.
Origem e expansão da Oi
Fundada como parte da antiga Telebras, a Oi iniciou suas atividades como Telemar, consolidando-se rapidamente no mercado. Em 2002, a marca Oi surgiu para a divisão móvel, ganhando força e unificando todos os serviços sob uma única bandeira.
A aquisição da Brasil Telecom em 2008 marcou um passo importante para a cobertura nacional.
Veja abaixo algumas das principais aquisições e estratégias da empresa:
- 2008: aquisição da Brasil Telecom.
- 2010: aliança com a Portugal Telecom.
- Campanhas publicitárias marcantes, como “Quem ama, bloqueia”.
Crise financeira e reestruturação
A crise de 2016 expôs as fragilidades financeiras da Oi, que acumulava dívidas de R$ 65 bilhões.
Na tentativa de sobreviver, a empresa cedeu ativos importantes, incluindo sua divisão móvel para rivais e diversas operações internacionais e de infraestrutura. Apesar dos esforços, um segundo pedido de recuperação judicial foi necessário em 2023.
Ativos vendidos
- 2020: venda da participação na Unitel.
- 2020: divisão móvel para Vivo, Tim e Claro.
- 2021: InfraCo para o BTG Pactual.
Futuro da Oi
Atualmente, a Oi se reinventa, focando em sua divisão de soluções corporativas e governamentais, além da internet banda larga.
As recentes mudanças estruturais e a venda de ativos indicam uma tentativa de adaptação às novas realidades do mercado de telecomunicações. A manutenção de serviços em áreas exclusivas é uma das últimas obrigações formais da empresa.
Apesar dos desafios, a Oi continua sendo um nome conhecido, e sua capacidade de adaptação será essencial para seu futuro. A aposta na Oi Soluções e investimentos em conectividade oferecem uma nova esperança para a empresa, agora em busca de estabilidade financeira e inovação tecnológica.
Fonte: Capitalist (11/08/2025)

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