A receita operacional líquida da Telebras cresceu 10,2% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 109,9 milhões, conforme balanço financeiro divulgado na noite desta terça-feira, 12.
Mais uma vez, contudo, operadora do governo federal, no entanto, não conseguiu evitar prejuízo líquido no trimestre. As perdas somaram R$ 46,44 milhões, ainda que 22,7% menores do que no mesmo intervalo de 2024.
Por outro lado, o prejuízo é substancialmente maior do que o apurado no primeiro trimestre, quando o resultado negativo foi de R$ 10,9 milhões.
Serviços
Em termos de receita, o destaque foi o serviço de banda larga (SCM), que gerou R$ 95,28 milhões em faturamento, alta de 12,4% ante o mesmo período do ano anterior.
"O crescimento é explicado pelo efeito da renovação do contrato do Gesac com o Ministério das Comunicações (Mcom), que passou a vigorar a partir de janeiro/24 e teve no seu início uma redução/adequação de pontos do programa", ressaltou a Telebras.
O mesmo contrato contribuiu com a vertical de outras receitas, que inclui o programa Wi-Fi Brasil (+16,7%). Serviço de Valor Adicionado (SVAs) também cresceram entre abril e junho na comparação anual (+13,8%).
Por outro lado, aluguéis e locações (incluindo cabos ópticos, roteadores e infraestrutura para serviços de satélites) e receitas compartilhadas (especialmente com a Viasat) tiveram queda de 3% e 22%, respectivamente. Já locação da capacidade satelital ficou estável.
Nota-se que, no segundo trimestre, os custos e as despesas operacionais da Telebras somaram R$ 125,1 milhões, superando, portanto, a receita líquida. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, os custos ficaram estáveis.
Subvenções aliviam Ebitda
Por ser considerada uma empresa estatal dependente, a Telebras recebe recursos do orçamento federal para pagamento de gastos com pessoal, outros custeios e investimentos.
Neste caso, a operadora recebeu R$ 51,21 milhões em subvenções entre abril e junho, baixa anual de 13%. Na soma do primeiro semestre, o montante totalizou R$ 128,8 milhões, um incremento de 30,2%.
Inclusive, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado alcançou R$ 39,19 milhões no segundo trimestre, avançando 19,3%. A margem Ebitida ajustado subiu para 35,7%, ante 32,9% há um ano.
No primeiro semestre, o Ebtida ajustado totalizou R$ 109 milhões. Sem as subvenções, o indicador teria valor negativo de R$ 63,4 milhões na primeira metade do ano, informou a estatal.
Fonte: Teletime (13/08/2025)
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
"Este blog não se responsabiliza pelos comentários emitidos pelos leitores, mesmo anônimos, e DESTACAMOS que os IPs de origem dos possíveis comentários OFENSIVOS ficam disponíveis nos servidores do Google/ Blogger para eventuais demandas judiciais ou policiais".