sábado, 16 de agosto de 2025

Patrocinadoras Sistel: Telebras reduz prejuízo e amplia receita em 10% no segundo tri



A receita operacional líquida da Telebras cresceu 10,2% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 109,9 milhões, conforme balanço financeiro divulgado na noite desta terça-feira, 12.

Mais uma vez, contudo, operadora do governo federal, no entanto, não conseguiu evitar prejuízo líquido no trimestre. As perdas somaram R$ 46,44 milhões, ainda que 22,7% menores do que no mesmo intervalo de 2024.

Por outro lado, o prejuízo é substancialmente maior do que o apurado no primeiro trimestre, quando o resultado negativo foi de R$ 10,9 milhões.

Serviços

Em termos de receita, o destaque foi o serviço de banda larga (SCM), que gerou R$ 95,28 milhões em faturamento, alta de 12,4% ante o mesmo período do ano anterior.

"O crescimento é explicado pelo efeito da renovação do contrato do Gesac com o Ministério das Comunicações (Mcom), que passou a vigorar a partir de janeiro/24 e teve no seu início uma redução/adequação de pontos do programa", ressaltou a Telebras.

O mesmo contrato contribuiu com a vertical de outras receitas, que inclui o programa Wi-Fi Brasil (+16,7%). Serviço de Valor Adicionado (SVAs) também cresceram entre abril e junho na comparação anual (+13,8%).

Por outro lado, aluguéis e locações (incluindo cabos ópticos, roteadores e infraestrutura para serviços de satélites) e receitas compartilhadas (especialmente com a Viasat) tiveram queda de 3% e 22%, respectivamente. Já locação da capacidade satelital ficou estável.

Nota-se que, no segundo trimestre, os custos e as despesas operacionais da Telebras somaram R$ 125,1 milhões, superando, portanto, a receita líquida. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, os custos ficaram estáveis.

Subvenções aliviam Ebitda

Por ser considerada uma empresa estatal dependente, a Telebras recebe recursos do orçamento federal para pagamento de gastos com pessoal, outros custeios e investimentos.

Neste caso, a operadora recebeu R$ 51,21 milhões em subvenções entre abril e junho, baixa anual de 13%. Na soma do primeiro semestre, o montante totalizou R$ 128,8 milhões, um incremento de 30,2%.

Inclusive, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado alcançou R$ 39,19 milhões no segundo trimestre, avançando 19,3%. A margem Ebitida ajustado subiu para 35,7%, ante 32,9% há um ano.

No primeiro semestre, o Ebtida ajustado totalizou R$ 109 milhões. Sem as subvenções, o indicador teria valor negativo de R$ 63,4 milhões na primeira metade do ano, informou a estatal.

Fonte: Teletime (13/08/2025)

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