Aumentando-se a taxa atuarial, o déficit do PAMA se reduz, mas há consequências. Hoje a taxa é de INPC + 4,5% aa.
A taxa atuarial é um dos elementos que influenciam diretamente o cálculo do déficit — mas mexer nela não é simplesmente “virar um botão” para resolver o problema.
No caso do PAMA da Sistel, que é um plano optativo de assistência à saúde exclusivo para aposentados de planos PBS da Fundação Sistel (e outras), a taxa atuarial representa a taxa de desconto usada para projetar no valor presente os compromissos futuros (pagamento de benefícios médicos).
1️⃣ Como a taxa atuarial afeta o déficit
Aumentar a taxa atuarial (ex.: de 4,5% para 5% ao ano)
→ Diminui o valor presente das obrigações futuras.
→ No papel, isso reduz o déficit contábil — mas não aumenta o dinheiro em caixa.
→ É uma solução mais “cosmética” e pode ser questionada por auditoria e PREVIC se não for realista com o cenário econômico.
Diminuir a taxa atuarial (ex.: de 4,5% para 4% ao ano)
→ Aumenta o valor presente das obrigações futuras.
→ O déficit contábil cresce, mas o cálculo fica mais prudente.
→ É exigido quando se prevê um cenário de menor retorno real dos investimentos.
2️⃣ Limites e riscos
A PREVIC e os auditores independentes exigem que a taxa atuarial seja compatível com as expectativas reais de retorno dos ativos do plano, considerando inflação e risco.
Alterar a taxa para “resolver” o déficit sem base técnica pode mascarar o problema e comprometer a sustentabilidade futura.
Mesmo que uma taxa mais alta reduza o déficit no papel, o fluxo de caixa real (quanto entra e quanto sai) continua sendo o fator determinante para pagar as despesas do PAMA.
3️⃣ Alternativas mais efetivas para o PAMA
Além de ajustar a taxa, normalmente se consideram:
- Aportes extras das patrocinadoras ou participantes (novo equacionamento);
- Aumento da coparticipação dos beneficiários;
- Renegociação de contratos e redes credenciadas para reduzir custos;
- Políticas de prevenção e gestão de saúde para diminuir sinistralidade.
- Reserva Matemática ou PV atual das obrigações (a 4,5% aa) = R$ 6.200.000.000.
- Ativos ou Patrimonio = R$ 5.200.000.000.
- Fórmula usada para reavaliar os passivos a uma nova taxa r₁ (partindo de r₀ = 4%):
2% → PV ≈ R$ 11101 mi → déficit ≈ R$ 5901 mi
3% → PV ≈ R$ 8284 mi → déficit ≈ R$ 3084 mi4% → PV = R$ 6200 mi → déficit = R$ 1000 mi
5% → PV ≈ R$ 4652 mi → déficit ≈ R$ −547 mi (superávit ≈ R$547 mi)
6% → PV ≈ R$ 3501 mi → déficit ≈ R$ −1698 mi (superávit ≈ R$1.699 bi)
2% → PV ≈ R$ 13480 mi → déficit ≈ R$ 8280 mi
3% → PV ≈ R$ 9125 mi → déficit ≈ R$ 3925 mi
4% → PV = R$ 6200 mi → déficit = R$ 1000 mi
5% → PV ≈ R$ 4228 mi → déficit ≈ R$ −971 mi (superávit ≈ R$972 mi)
6% → PV ≈ R$ 2893 mi → déficit ≈ R$ −2306 mi (superávit ≈ R$2,306 bi)
D = 50 anos
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2% → PV ≈ R$ 16370 mi → déficit ≈ R$ 11170 mi
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3% → PV ≈ R$ 10050 mi → déficit ≈ R$ 4850 mi
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4% → PV = R$ 6200 mi → déficit = R$ 1000 mi
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5% → PV ≈ R$ 3842 mi → déficit ≈ R$ −1357 mi (superávit ≈ R$1,358 bi)
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6% → PV ≈ R$ 2392 mi → déficit ≈ R$ −2807 mi (superávit ≈ R$2,808 bi)
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