A companhia detalhou seu plano de reestruturação e argumentou que a decisão sobre a viabilidade de seu plano de recuperação judicial cabe exclusivamente à assembleia geral de credores
A respondeu a laudo apresentado pelo observador judicial, afirmando que seus resultados operacionais negativos e a dependência da venda de ativos são uma fotografia da situação atual de uma empresa em profunda transformação, e não o retrato de uma empresa inviável.
A companhia detalhou seu plano de reestruturação, que visa focar no negócio corporativo Soluções, e argumentou que a decisão sobre a viabilidade de seu plano de recuperação judicial cabe exclusivamente à assembleia geral de credores, pedindo ao juízo que dê prosseguimento à convocação.
Na manifestação enviada à Justiça do Rio de Janeiro, a argumenta que o déficit operacional identificado pelo chamado “watchdog” é causado principalmente pelos serviços legados, como a antiga e custosa rede de telefonia fixa de cobre, que estão em processo de desativação.
A empresa apresentou um cálculo que ajusta o Ebitda do primeiro semestre, partindo de um resultado negativo de R$ 1,05 bilhão. A empresa excluiu os impactos negativos das unidades já vendidas (ClientCo e TV), da operação legada e de contingências históricas, chegando a um Ebitda operacional ajustado positivo de R$ 260,6 milhões.
A companhia também reforçou que não depende somente das suas operações para gerar caixa, listando um portfólio de ativos que podem ser monetizados para pagar dívidas, incluindo R$ 5,8 bilhões em imóveis, uma participação de 27,2% na V.tal avaliada em até R$ 13,5 bilhões, entre outros.
Citando jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a empresa afirma que o papel do judiciário é realizar o controle de legalidade, e não de mérito econômico, pedindo que a Justiça publique o edital e convocando a assembleia para que os credores possam deliberar sobre a proposta.
Fonte: Valor (25/09/2025)

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