sábado, 13 de setembro de 2025

TIC: Como funcionará a internet chinesa que competirá com a Starlink no Brasil em 2026



A SpaceSail, iniciativa chinesa de internet via satélite, se prepara para disputar espaço no Brasil a partir de 2026 

O serviço, desenvolvido pela Shanghai Spacecom Satellite Technology (SSST) em parceria com a Academia Chinesa de Ciências, promete ser a principal concorrente da Starlink, de Elon Musk, que já atua no país desde 2024.

A entrada da nova operadora foi viabilizada por um acordo firmado com a Telebras, assinado durante a visita do presidente Xi Jinping ao Brasil, em novembro de 2024. A medida busca ampliar a concorrência no setor e evitar a formação de monopólio no fornecimento de internet via satélite, recurso considerado estratégico em um país de dimensões continentais como o Brasil.

O que é a SpaceSail

Criada em 2023, a SpaceSail é uma constelação de satélites de baixa órbita, entre 500 e 1.500 km de altitude. Essa configuração reduz o tempo de resposta dos sinais (latência), oferecendo maior estabilidade e velocidade de conexão em comparação aos satélites geoestacionários tradicionais, que ficam a mais de 35 mil km da Terra.

Em apenas um ano, a empresa já colocou 54 satélites em órbita, mas o plano é ambicioso, chegar a 648 até o fim de 2025, dobrar esse número em 2027 e alcançar 15 mil até 2030. Para efeito de comparação, a Starlink opera atualmente com cerca de 6 mil satélites e tem autorização para expandir até 15 mil.

SpaceSail x Starlink

Os planos de preços da SpaceSail ainda não foram divulgados, mas a expectativa é que sejam competitivos em relação à rival americana. Hoje, a Starlink cobra no Brasil R$ 184 por mês no plano básico, além do kit de instalação que varia de R$ 1.200 a R$ 2.400. O desempenho, no entanto, fica limitado a cerca de 150 Mbps, velocidade equivalente a pacotes de fibra óptica que custam menos da metade do valor.

Já serviços via satélite convencionais, como o Claro Internet Rural, oferecem apenas 2 Mbps por cerca de R$ 70 mensais, com kits que chegam a custar R$ 2 mil. Nesse contexto, a SpaceSail aposta na tecnologia de baixa órbita para entregar velocidades mais altas a preços intermediários, tornando-se uma alternativa atrativa principalmente em áreas remotas.

O Brasil como prioridade

Segundo o Ministério das Comunicações, o Brasil é considerado um mercado-chave para a expansão da SpaceSail fora da China. Há, inclusive, a possibilidade de a empresa utilizar a Base de Alcântara (MA) para lançar satélites, reduzindo custos logísticos e acelerando a cobertura no território nacional.

A previsão é que a SpaceSail comece suas operações comerciais na China em 2025 e, no ano seguinte, já chegue ao Brasil. Caso avance sem entraves políticos ou regulatórios, o país será o primeiro mercado internacional da empresa. 

Fonte: TNH1 (10/09/2025)

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