terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

TIC: Constelação chinesa de satélites SpaceSail recebe autorização no Brasil



A constelação chinesa de satélites de baixa órbita SpaceSail recebeu autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para operar no Brasil 

O direito de exploração prevê até 324 satélites iniciais e tem validade até julho de 2031.

A constelação terá um prazo máximo de dois anos (a partir da publicação oficial do ato) para entrar em operação, com pelo lançamento de ao menos 10% dos satélites autorizados. Na Anatel, o processo foi relatado pelo conselheiro Octavio Pieranti e aprovado pelo Conselho Diretor na última quinta-feira, 12.

No Brasil, a SpaceSail espera atuar na oferta de serviços de banda larga via satélite para usuários residenciais, corporativos e governamentais. Trata-se de um segmento hoje dominado pela norte-americana Starlink.

Ao protocolar autorização na Anatel, a constelação chinesa projetou início da operação comercial no Brasil no quarto trimestre deste ano, mesmo prazo estimado no país de origem. A SpaceSail conta hoje com 108 satélites em órbita.

A empresa tem desde 2024 um acordo firmado com o governo brasileiro (por meio da Telebras), mirando a oferta de serviços de conectividade no País, sobretudo em áreas remotas.

Planos da SpaceSail

Como mostrado por TELETIME em janeiro, a SpaceSail solicitou originalmente licença para 648 satélites no Brasil, por um período de 15 anos. O pedido foi aceito apenas parcialmente, uma vez que o regramento nacional observa as condições autorizadas no país de origem (seja em prazo de operação ou em número de artefatos).

O lançamento mais recente da constelação ocorreu em outubro de 2025, a partir do foguete chinês Longa Marcha-6. No país natal a empresa tem autorização para 324 satélites, mas na União Internacional de Telecomunicações (UIT) já há previsão para 1.296 artefatos, além de outros 1.296 solicitados no fim de 2025.

No longo prazo, há ambição que o sistema alcance até 15 mil satélites. No Brasil, a empresa terá obrigações de apresentação de relatórios anuais, com possibilidade de imposição de requisitos de sustentabilidade espacial no futuro.

A SpaceSail fará provimento de capacidade satelital nas faixas de 10.700-12.700 MHz e 37.500-38.000 MHz (enlaces de descida); e 14.000-14.500 MHz e de 47.200-49.200 MHz (enlaces de subida). Já há esforços de coordenação no uso do espectro e manifestação expressa de operação sem direito à proteção contra interferência prejudicial.

Conhecido como Qianfan na China, o empreendimento tem como controladora a Shanghai Spacecom Satellite Technology (SSST), que é apoiada pelo governo de Xangai e por investidores estatais e instituições científicas chinesas. Diversos atores do país têm dobrado a aposta nos satélites de baixa órbita, campo hoje dominado pelos Estados Unidos.

Fonte: TeleTime (13/02/2026)

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