sexta-feira, 23 de julho de 2021

Inovação: China testa aeronave hipersônica capaz de viajar o mundo em uma hora

 


Modelo Starry Sky-2 poderia atingir quase seis vezes a velocidade do som e ser usado para transportar mísseis

Enquanto os bilionários Jeff Bezos e Richard Branson conquistaram os holofotes em sua corrida espacial nos últimos dias, a China realizava testes bem-sucedidos de uma aeronave hipersônica capaz de viajar a qualquer lugar do mundo em apenas uma hora - alguns minutos a mais do que o tempo médio da ponte aérea Rio-São Paulo.

O modelo, conhecido como Starry Sky-2, completou seu primeiro voo na última sexta-feira em um local não revelado no noroeste chinês, conforme divulgou nesta semana a Academia Chinesa de Aerodinâmica Aeroespacial.

A nave poderá atingir quase seis vezes a velocidade do som e ser usada para transportar mísseis. Novos detalhes expostos recentemente indicam que o modelo terá 45 metros, cerca de um terço a mais de comprimento em comparação a um Boeing 737-70. Além disso, terá dois motores montados na parte superior de fuselagem.

Segundo o cronograma, espera-se concluir os testes para verificar todos os componentes-chave do voo até 2025. A previsão inicial é de que a China já opere uma frota a partir de 2035, transportando dez pessoas.

Uma década depois, o país pretende levar mais de 100 passageiros nos aviões. Apesar de seu tamanho, há pouco espaço para acomodar pessoas em seu interior.

Pesquisadores estão conduzindo testes para avaliar o desempenho da aeronave em altitudes elevadas. Os cientistas encontraram pontos vulneráveis no avião que exigem proteção extra, segundo o jornal chinês South China Morning Post.

Isso porque essas áreas teriam maior probabilidade de sofrer picos repentinos de calor e pressão quando o modelo atingisse aproximadamente seis vezes a velocidade do som.

Arma contra satélites

O projeto está sendo desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Pequim e do Instituto de Engenharia de Sistemas de Naves Espaciais. Entre os envolvidos, estão cientistas responsáveis pelas missões espaciais em Marte e na Lua.

Em 2020, a China anunciou que havia testado com sucesso outro avião espacial que foi lançado de um foguete e orbitou a Terra por dois dias antes de seu retorno com sucesso. A missão foi classificada como um "avanço importante" pela mídia estatal chinesa.

A tecnologia poderia ser usada como uma arma vital no espaço, para atacar satélites, estações espaciais ou alvos terrestres e ser usados para interceptar mísseis balísticos.

Os militares dos EUA têm trabalhado em um projeto semelhante com o programa XS-1, que visa desenvolver um avião espacial reutilizável que pode colocar pequenos satélites em órbita.

No ano passado, porém, a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Darpa) disse que o programa havia terminado depois que a empreiteira Boeing saiu.

Fonte: O Globo (21/07/2021)

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