sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Sistel: Planos da Sistel encerraram 2024 com desempenho positivo em relação às suas reservas, exceto o PAMA

 


Todos planos alcançaram a cobertura de suas reservas matemáticas, índice que mede a saúde de cada plano, exceto o PAMA

Da mesma forma, conforme já publicado nesse link, os rendimentos em 2024 atingiram suas metas atuariais, exceto o InovaPrev, sendo que no conjunto dos planos a Sistel teve uma rentabilidade média em 2024 (10,56%) bem superior a das outras EFPCs (7,73%).


Em termos de desempenho de cada plano o índice que faz essa verificação é o de cobertura da Reserva Matemática (última coluna da tabela acima), que mostra se as projeções das reservas de cada plano suportarão pagar todos benefícios previstos até o último participante assistido. 

Como pode-se observar na planilha acima, o PBS-A foi o plano que obteve o melhor desempenho com sobras de 27%, sobras essas que 25% da RM destinam-se às reservas de contingencia e os 2% restantes para a distribuição de superávit. Então é quase certo que em breve haverá distribuição do superavit de 2024.

Já os planos CPqDPrev e PBS-CPqD, apesar de superavitários, seguem eternamente sem distribuição de superávit.

Quanto ao plano PAMA, a planilha mostra que o plano encontra-se em déficit de 17% de sua RM. Para equacionar um déficit da ordem de R$ 1 bilhão (era de R$ 377 milhões no final de 2023) as seguintes ações são possíveis:

Reduzir a Taxa de Juros Atuarial (hoje de INPC + 4,5% aa): Reduzir a taxa de juros aumenta a reserva matemática. Isso pode ajudar a reconhecer a real dimensão dos compromissos do plano. Contudo, isso pode aumentar a necessidade de contribuições adicionais para equilibrar o déficit.

Revisar os Requisitos  Atuariais: Além da taxa de juros, outros pressupostos atuariais, como a taxa de mortalidade, a taxa de crescimento salarial, e as taxas de aposentadoria, também devem ser revisados para garantir que sejam realistas e atualizados.

Aumentar as Contribuições: Pode ser necessário aumentar as contribuições tanto dos participantes quanto do patrocinador do plano para cobrir o déficit, ou elevar as coparticipações de uso do plano.

Revisar os Benefícios: Em casos mais extremos, revisar e possivelmente reduzir os benefícios futuros pode ser uma opção, embora isso seja uma medida bastante sensível e deve ser feita com cautela e em conformidade com as regulamentações vigentes.

Adotar uma Política de Investimentos Mais Agressiva: Com um maior risco, há potencial para maiores retornos, o que poderia ajudar a reduzir o déficit. No entanto, isso também aumenta a exposição a volatilidades.

Injetar no Plano Reservas de Outros Planos: Conforme já feito no passado, em que o superávit do PBS-A foi transferido ao PAMA, mesmo sendo essa uma medida ilegal, ou de outro plano qualquer de outra entidade que utiliza o PAMA, como a Fundação Atlântico e a Visão.

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