terça-feira, 8 de julho de 2025

Comportamento: Vai viajar para o exterior? Veja o que saber antes de comprar moeda estrangeira

 


Especialistas pontuam detalhes para ficar de olho na hora de trocar a moeda

Para quem vai viajar para o exterior, uma das etapas do planejamento é a conversão do real brasileiro na moeda estrangeira do país que se vai visitar. No entanto, apesar de parecer um processo fácil, é preciso entender cada detalhe para conseguir economizar no câmbio.

Daiane Alves, educadora financeira da Neon, comenta que para quem vai viajar para o exterior, o câmbio pode afetar dretamente o custo financeiro da viagem, já que uma transação mais cara impactará o dinheiro disponível para utilizar em passeios, compras e até presentes.

Por isso, segundo os especialistas, na hora de trocar reais por outra moeda é preciso conhecer impostos, tipos de câmbio, comparar taxas e, principalmente, se planejar com antecedência. Com essas informações em mente, o viajante estará mais preparado para fazer um bom negócio. Veja como entender cada questão.

Dólar comercial x Dólar turismo

Primeiro é preciso entender que existem dois tipos principais de câmbio: comercial e turismo. Embora ambos estejam ligados à moeda americana, cada um atende a necessidades diferentes, possuem valores distintos e impactam de formas específicas quem precisa comprar ou usar dólares.

  • O dólar comercial é o que se costuma ver no noticiário. É a taxa de câmbio utilizada em transações comerciais e financeiras, como exportações e importações e investimentos estrangeiros;
  • Já o dólar turismo é a taxa para compra da moeda estrangeira por pessoa física em casas de câmbio, bancos e agências de turismo usada para viagens, intercâmbio, hospedagens, etc. Apesar disso, em alguns bancos de câmbio é possível utilizar o dólar comercial para transações pessoais, explica Taísa Bilecki Dias, chefe de câmbio do Braza Bank.

IOF e taxas

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é um tributo que é cobrado em diversas transações, inclusive operações de câmbio. Esse custo não pode passar despercebido porque faz toda diferença no custo final da transação.

Segundo Dias, o dinheiro em espécie possui o IOF de 1,1%, enquanto o cartão de crédito, débito ou pré-pago internacional têm taxa de 3,38%.

Além disso, há outras taxas envolvidas nessa transação que podem causar uma diferença significativa. Isso porque casas de câmbio e contas globais cobram diferentes margens (conhecidas como spreads) e podem oferecer promoções ou condições especiais. Dias pontua que a diferença de cotação entre duas casas de câmbio na mesma cidade pode chegar a mais de 10%, por isso, pesquisar e comparar é essencial.

Outra dica da especialista é agendar a compra da moeda com antecedência, já que algumas corretoras e casas de câmbio oferecem a opção de agendar a transação para um momento em que o valor esteja mais favorável. Também existem plataformas digitais que permitem monitorar a cotação em tempo real e até definir alertas. "Isso é ideal para quem planeja viajar e quer fugir das oscilações cambiais de última hora", diz Dias.

A especialista também ressalta que nem todos os países aceitam dólar como alternativa. Apesar da moeda norte-americana ser amplamente aceita no mundo, isso não significa que seja uma boa ideia levar apenas essa moeda.

"Em países como Japão, Coreia do Sul ou países europeus, usar dólar pode gerar taxas de conversão locais desfavoráveis. O ideal é trocar diretamente para a moeda local ou usar um cartão internacional com boa cotação e isenção de tarifas escondidas", descreve a chefe de câmbio do Braza Bank.

Geraldo Simões, diretor de câmbio na Terra Investimentos, complementa que na hora de escolher onde fazer esse tipo de transação, é importante que o viajante cheque com o Banco Central se a instituição financeira tem liberação para atuação. "Além da garantia de procedimentos seguros, as instituições autorizadas adotam sistemas de controle antifraude e políticas de prevenção à lavagem de dinheiro, trazendo transparência nos custos e taxas cobradas", diz ele.

"Tudo deve ser devidamente informado ao cliente por meio do VET (Valor Efetivo Total). Desconfie de ofertas de terceiros sem vínculo claro, nunca entregue valores a pessoas ou empresas que prometem câmbio facilitado ou taxas muito abaixo do mercado", enfatiza Simões.

Fonte: Valor Investe (06/07/2025)

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