Eu também quero ser conselheiro da Oi, empresa quase falida e “patrocinadora” da Fundação Sistel
A juíza Simone Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, decidiu pôr fim a um dos maiores absurdos em matéria de remuneração de integrantes do conselho de administração de uma empresa. E não é uma empresa qualquer. É uma companhia que está em sua segunda recuperação judicial. Trata-se da eternamente encrencada Oi.
Simone suspendeu a destinação de R$ 199 milhões para o pagamento dos conselheiros e a diretoria executiva, no triênio 2025 a 2027, em decisão da assembleia da empresa.
O total, que inclui remuneração fixa e bônus, equivale a 43% superior ao do triênio anterior. A juíza qualificou de “inadequada e impraticável” a generosa remuneração máxima fixada.
Desses R$ 199 milhões, os conselheiros receberiam R$ 151,4 milhões ante R$ 45,6 milhões da diretoria. Algo absolutamente inusual: em geral, a diretoria recebe muito mais que os conselheiros.
Eis os nomes do septeto que teve sua remuneração travada pela Justiça: Paul Aronzon, Francisco Mendez-Villamil, Marcelo Milliet, Paul Keglevic, Raphael Martins, Renato Franco e Scott Vogel.
Fonte: Lauro Jardim e O Globo (23/07/2025)

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