sexta-feira, 1 de setembro de 2023

TIC: Projeto da CPFL, CPQD e BYD, avança na viabilização de ‘segunda vida’ para baterias de carros elétrico



Tecnologias de veículos exclusivamente movidos a bateria, ou combinadas com motores a combustão, ganham espaço na descarbonização da indústria automotivaNo entanto, a bateria utilizada nesses modelos, duram em média de oito a dez anos, depois deixam de atingir a carga necessária e afeta a performance do carro.  

Dar uma segunda vida às baterias e reaproveitá-la em outras aplicações, para que desempenhem seu papel com eficácia, é o foco do projeto desenvolvido pela CPFL Energia, em parceria com o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) e a montadora BYD e ele já começa a colher resultados: publicação de três patentes, algoritmos que estimam e verificam o comportamento da bateria auxiliando na segurança, proposição de normas técnicas e dados laboratoriais que comprovam a possibilidade de segunda vida dessas baterias. 

O projeto faz parte da chamada pública da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) voltado à criação de soluções na área de mobilidade elétrica eficiente. A proposta visa desenvolver produtos de armazenamento de energia a partir das baterias que são inutilizadas, aplicando em fontes renováveis de geração de energia, serviços ancilares e outros sistemas de armazenamento. 

“Com o projeto de segunda vida, é possível que a bateria tenha mais vida útil, estima-se entre 5 e 10 anos, na segunda aplicação, para diferentes usabilidades, como o armazenamento de energia gerada por sistemas fotovoltaicos e outras fontes intermitentes, ou como backup em estações de telecomunicações, por exemplo”, pontua o gerente de Inovação da CPFL Energia, Rafael Moya. 

A prova de conceito vem sendo realizada no Laboratório de Redes Elétricas Inteligentes (labREI), localizado na Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação (FEEC), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que possui toda infraestrutura e equipamentos que permitem avaliar tanto o desempenho do sistema de armazenamento composto por células de bateria de segunda vida provenientes de veículos elétricos, quanto a associação aos painéis fotovoltaicos instalados no prédio. 

Para poder avaliar o modelo de negócio de baterias de segunda vida foram realizados diversos ensaios laboratoriais, desenvolvimento de hardware e firmware, empacotamento mecânico, desenvolvimento de algoritmos com a inclusão de técnicas de Inteligência Artificial e estudos econômicos. A conclusão do projeto está prevista para dezembro desse ano. 

Fonte: Diário Campineiro (30/08/2023)

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