quarta-feira, 19 de novembro de 2025

TIC: Falência da Oi, por enquanto revertida, acende alerta no setor de telecom

 


Mesmo com serviços assegurados pela Anatel, especialistas destacam necessidade de revisar contratos e investir em soluções digitais e escaláveis

A falência da Oi foi decretada pela Justiça do Rio de Janeiro em 10 de novembro de 2025, após mais de oito anos de tentativas de recuperação judicial. Apesar disso, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assegura que os serviços essenciais serão mantidos, em um processo de transição e liquidação ordenada.

Mesmo assim, o momento representa uma janela de risco — e também de oportunidade para o mercado corporativo. Para empresas que dependem de telefonia e sistemas integrados de comunicação, o caso acende um alerta sobre a necessidade de revisar contratos e buscar modelos mais flexíveis, digitais e seguros.

Vulnerabilidade do setor de telecomunicações

A Oi teve falência decretada por insolvência técnica e patrimonial, segundo decisão da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Embora a continuidade dos serviços esteja garantida pela Anatel, o episódio expõe vulnerabilidades estruturais do setor de telecomunicações e reforça a importância de planos de contingência para empresas que dependem fortemente dessas operações.

É um alerta importante para gestores de tecnologia e atendimento. Muitas empresas ainda utilizam estruturas de telefonia tradicionais, vinculadas a contratos de longa duração, sem avaliar riscos de instabilidade ou descontinuidade”, explica Luiz Carlos Santin Junior, CEO da Nextcomm, empresa especializada em atendimento digital, CRM, telefonia, inteligência artificial e cibersegurança.

Na visão dele, a falência da Oi evidencia uma realidade mais ampla: a infraestrutura física e centralizada das telecomunicações está se tornando obsoleta. Para as empresas, manter contratos com grandes operadoras pode significar custos ocultos, pouca flexibilidade e dependência de estruturas sujeitas a mudanças contratuais. “A migração para modelos baseados em nuvem e integração de canais é uma forma de reduzir riscos e garantir a continuidade dos serviços. “O ambiente digital permite que o atendimento não dependa de uma única infraestrutura. A comunicação passa a ser distribuída, segura e escalável”, afirma o executivo.

Setores mais sensíveis e exemplos práticos

Empresas de saúde, logística e call centers estão entre as mais afetadas por possíveis interrupções em serviços de voz e atendimento. Nesses segmentos, qualquer instabilidade representa perda de receita e risco de imagem.

A adoção de soluções digitais e de suporte integrado tem permitido que clientes da Nextcomm mantenham suas operações sem interrupção, mesmo diante de falhas em sistemas tradicionais.

Checklist para gestores: como reduzir riscos em telecom

A Nextcomm recomenda que as empresas façam uma revisão preventiva de seus contratos e estruturas de comunicação, considerando os seguintes pontos:

  • Qual o fornecedor atual da central telefônica da sua empresa?
  • A operação depende de infraestrutura física ou já está migrada para a nuvem?
  • Há plano de contingência em caso de falência ou reestruturação do fornecedor?
  • Os canais de atendimento (voz, WhatsApp, chat) são integrados?
  • O fornecedor garante suporte técnico e segurança digital contínua?

“Em um cenário de turbulência no setor de telecom, ter um parceiro flexível e digitalizado deixou de ser diferencial — é uma necessidade de continuidade”, conclui o CEO da Nextcomm.

Fonte: Mirian Gasparin (17/11/2025)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

"Este blog não se responsabiliza pelos comentários emitidos pelos leitores, mesmo anônimos, e DESTACAMOS que os IPs de origem dos possíveis comentários OFENSIVOS ficam disponíveis nos servidores do Google/ Blogger para eventuais demandas judiciais ou policiais".