quinta-feira, 20 de novembro de 2025

TIC: PIMCo vende mais ações da Oi para livra-se de problemas de gestão da tele semi falida



PIMCo realizou segunda alienação relevante desde retorno da companhia à recuperação judicial Operações ocorrem em meio a investigações por gestão fraudulenta e favorecimento de credores.

A Oi comunicou ao mercado na noite de terça-feira, 18 de novembro, que fundos de investimento geridos pela Pacific Investment Management Company LLC (PIMCo) alienaram 18.138.564 ações ordinárias de emissão da companhia, equivalentes a 5,5209% do capital social total e votante. Com isso, a participação acionária consolidada da gestora passou a ser de 80.351.340 ações ON, representando 24,4567% do capital da operadora.

Esta é a segunda venda relevante de ações da Oi promovida pela PIMCo desde que a empresa teve restabelecida sua condição de companhia em recuperação judicial, o que permitiu a retomada da negociação de seus papéis na B3 na semana passada. Na operação anterior, comunicada em 17 de novembro, a gestora havia alienado 15.279.100 ações ordinárias, reduzindo sua posição de controle para 29,98% do capital.

As duas alienações foram notificadas à área de Relações com Investidores da Oi em atendimento ao artigo 12 da Resolução CVM nº 44/2021, que exige comunicação ao mercado em casos de aquisição ou venda de participações relevantes.

Gestora está sob investigação por gestão fraudulenta

As movimentações ocorrem em meio a decisões judiciais que investigam a atuação da PIMCo como credora e controladora da Oi. No dia 7 de novembro, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) determinou o arresto de créditos devidos à gestora no processo centralizado de execuções contra a Serede – subsidiária da operadora – por indícios de esvaziamento patrimonial e possível abuso de poder.

De acordo com a decisão, há elementos que apontam favorecimento da PIMCo em detrimento de outros credores, com base em documentos do processo de recuperação judicial que relatam movimentações atípicas e a retirada de ativos do grupo Oi a partir de dezembro de 2024.

Além disso, em 15 de outubro, a V.tal protocolou protesto judicial contra a gestora, alegando abuso de poder e interferência excessiva nas decisões da companhia. A empresa pede que a Justiça impeça a alienação de ativos da PIMCo no Brasil até a apuração de eventuais responsabilidades civis pela reestruturação imposta à Oi.

PIMCO nega intenção de controle ou acordos de voto

No comunicado mais recente, a PIMCo declara que os fundos sob sua gestão não têm intenção de alterar a estrutura administrativa ou o controle acionário da Oi. A gestora também afirma que não detém outros valores mobiliários da companhia, nem mantém exposição por meio de derivativos, contratos de empréstimo de ações ou acordos de voto.

A Oi permanece em regime de recuperação judicial desde a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, de 14 de novembro, que suspendeu os efeitos da decretação de falência. A volta à recuperação permitiu o restabelecimento da liquidez dos papéis na bolsa e reacendeu a movimentação de investidores relevantes, como a PIMCo.

Fonte: TeleSíntese (18/11/2025)

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