sábado, 10 de janeiro de 2026

Diversão: 52 lugares para viajar em 2026, segundo New York Times – e tem brasileiro na lista; veja qual

 

Jornal americano recomenda diversas cidades dos Estados Unidos, que celebra 250 anos e recebe a Copa do Mundo. E ainda: trem no Canadá, reserva de tigres na Índia e beleza natural de Seychelles

Fuja das multidões e desfrute das ondas e praias selvagens na Costa Rica. Passeie por uma cidade polonesa enquanto ela se transforma diante de seus olhos. Ou faça uma trilha passando por lagos de cor turquesa e penhascos escarpados no Quirguistão. Se fora à Índia, os esforços de conservação criaram uma das melhores opções do mundo para observação de tigres. Neste ano, nos Estados Unidos, há fogos de artifício e bailes temáticos pelos 250 anos de Independência, a chance de assistir a um jogo da Copa do Mundo e a comemoração dos 100 anos da Rota 66.

Confira 52 lugares para visitar em 2026, segundo a equipe do jornal americano The New York Times:

1. Da Filadélfia a NY, EUA

São muitas as comemorações do 250° aniversário dos Estados Unidos, e os viajantes têm uma grande variedade de destinos à disposição no leste do país. A Filadélfia, berço da Declaração da Independência, sediará o desfile Red, White & Blue To-Do Pomp & Parade em 2 de julho, duas novas galerias no Centro Nacional da Constituição, uma grande exposição no Museu de Arte da Filadélfia e uma partida da Copa do Mundo no Dia da Independência. Massachusetts, Virgínia e Nova York, entre as colônias que se tornaram os primeiros estados americanos, também têm agendas repletas de eventos. Os visitantes podem mergulhar no passado em reconstituições de batalhas em Nova Jersey e Nova York; percorrer um acampamento simulado da Guerra da Independência em Mount Vernon, a propriedade de George Washington na Virgínia; e festejar como se fosse 1776 em bailes e concertos temáticos. Em 4 de julho, encontre-se em Washington para um concerto no gramado do Capitólio e fogos de artifício no National Mall. / Gabe Castro-Root e Christine Chung


Filadélfia, berço da Declaração da Independência dos Estados Unidos

2. Varsóvia, Polônia

Um novo marco paira no horizonte de Varsóvia: o Museu de Arte Moderna, todo branco, projetado por Thomas Phifer, reluzindo ao lado do imponente Palácio da Cultura e da Ciência, da era stalinista. Neste ano traz uma exposição marcante A Questão da Mulher 1550-2025, uma narrativa em vários capítulos com quase 200 obras que desmistifica a ideia de que poucas mulheres eram artistas antes do século 19, entrelaçando pintoras da Renascença e do Barroco com vozes modernas e contemporâneas. Saia para observar a cidade se transformar diante de seus olhos: a Praça Defilad, a praça central da cidade europeia, projetada na década de 1950 para desfiles da era comunista, está sendo transformada em um centro verde e agradável para pedestres, conectando o museu a outros espaços culturais, incluindo a nova sede do vanguardista TR Warszawa, um dos teatros mais aclamados do país. Por décadas, a capital polonesa foi vista como pragmática em vez de magnética. Em 2026, ela exige ser vista de uma nova maneira. / AJ Goldmann

3. Bangkok, Tailândia

A capital da Tailândia tem se empenhado em mudar sua posição como uma das cidades menos verdes da Ásia. No centro da cidade, agora é possível caminhar entre dois parques centrais, Benjakitti e Lumphini, ao longo de um corredor verde de 8 hectares com diversas esculturas. A cidade também adicionou uma passarela suspensa de 1,6 km ao Parque Benjakitti, com vista para lagos de lótus e manguezais. Para um refúgio diferente, visite o Dib Bangkok, o mais novo centro de arte contemporânea da cidade, que apresenta obras imersivas de 40 artistas internacionais e tailandeses, como Lee Bul e Montien Boonma. Mas nem mesmo um museu imponente se compara ao Wat Chaiwatthanaram, um espetacular complexo de templos budistas a 80 km ao norte da cidade, que acaba de reabrir após 12 anos de restauração. Embora o ritmo frenético de Bangkok sempre tenha feito parte de seu charme, as recentes melhorias no transporte público devem beneficiar os visitantes: um sistema de tráfego em toda a cidade gerenciado por inteligência artificial que monitora o congestionamento, ônibus elétricos com ar-condicionado e padrões de segurança mais rigorosos para mototáxis. / Erin Vivid Riley

4. Península de Osa, Costa Rica

Os viajantes há muito tempo acorrem às praias e reservas naturais da Península de Nicoya, na Costa Rica. Mas a Península de Osa, mais ao sul do país, juntamente com algumas cidades costeiras próximas, está emergindo como uma alternativa mais tranquila. As trilhas para caminhadas no Parque Nacional Corcovado são menos congestionadas do que as de outros parques populares, e a península é uma área privilegiada para observar preguiças e macacos nativos. A exuberante biodiversidade se estende também à vida marinha: as águas ao redor da Ilha Caño, na costa oeste da península, atraem mergulhadores e praticantes de snorkel que buscam os vastos recifes de coral, tartarugas marinhas, golfinhos, tubarões e raias. Na cidade vizinha de Uvita, o chef Sebastian Gallucci, que recentemente renovou sua trattoria Seba’s Restaurant, situada em meio à selva, adicionou o restaurante Alma Cocina, com conceito da fazenda à mesa, ao seu cardápio em maio. Os viajantes também têm mais opções de hospedagem na região, incluindo o Mandala Ojochal, novo hotel-boutique que oferece retiros de bem-estar. E os novos voos diretos para o maior aeroporto da Costa Rica tornam tudo ainda mais acessível. / Liza Weisstuch

5. Bandhavgarh, Índia

Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF na sigla em inglês), restam menos de 5.600 tigres na Terra, muitos deles rondando as selvas da Índia. A boa notícia é que, desde o início da década de 1970, a população de tigres indianos dobrou, graças aos esforços de conservação. Um novo resort perto da Reserva de Tigres de Bandhavgarh, um parque com mais de 1.530 quilômetros quadrados no estado central de Madhya Pradesh, tornou mais fácil – e mais luxuoso – avistar uma dessas criaturas fascinantes na natureza. O Oberoi Vindhyavilas Wildlife Resort, inaugurado há poucos meses, oferece 19 tendas de luxo e duas vilas em uma área de 8,5 hectares. Passeios guiados de jipe ​​levam os hóspedes ao parque para procurar tigres entre as árvores sal e os bambuzais. Bônus: você também pode ver leopardos, ursos-preguiça e elefantes. Se você quiser sentir um pouco de admiração inspirada pela criação humana, explore os templos milenares de Khajuraho, a apenas algumas horas de distância, onde o Oberoi possui um hotel irmão no topo de uma colina no topo da colina. / Mihir Zaveri

6. Copa do Mundo em Dallas, EUA

Se você está procurando ingressos de última hora para o Mundial nos Estados Unidos, sua melhor aposta matemática é em Dallas, cidade que sediará mais jogos do que qualquer outra (nove) e cujo estádio na vizinha Arlington tem mais lugares do que qualquer outro local da Copa do Mundo de 2026 (94 mil). Isso significa que, pelo menos em teoria, Dallas oferece quase 850 mil chances de assistir à competição em 5 jogos da fase de grupos, 2 jogos da fase de 32 equipes, 1 partida das oitavas de final e 1 semifinal. Se essas probabilidades ainda não estiverem a seu favor, um festival para torcedores no Fair Park, perto do centro de Dallas, contará com música ao vivo e transmissão ao vivo dos jogos. A cidade também está se preparando para inaugurar um novo e importante espaço verde em 2026: o Halperin Park, que conectará bairros antes separados por uma rodovia. / Gabe Castro-Root


Com 9 partidas na cidade, há mais chances de ver um jogo

7. Oran, Argélia

À medida que a Argélia se consolida como um destino turístico, Oran, uma cidade portuária mediterrânea com uma atmosfera agradável, vivencia um renascimento cultural que mescla seu passado multifacetado com uma nova energia vibrante. Conhecida como o berço do rai, um gênero de música folclórica argelina da década de 1920, Oran está reconquistando seu lugar como um polo de criatividade e vida noturna. A cidade, com suas colinas que oferecem vistas panorâmicas do Mediterrâneo, é uma mistura de palácios otomanos, fortalezas espanholas e arquitetura colonial francesa – incluindo o recém-restaurado Théâtre Régional d’Oran, uma joia arquitetônica centenária que oferece uma programação de espetáculos contemporâneos. Ao longo da orla marítima, a transformação da Front de Mer atrai cafés, galerias e concertos ao ar livre para suas varandas em estilo Art Déco. E em agosto, a cidade celebra o Festival Nacional de Rai, um encontro de músicos e DJs com duração de uma semana que reafirma seu status como a capital do ritmo do Norte da África. / Anita Pouchard Serra

8. Centenário da Rota 66, EUA

Em 2026, o sistema de rodovias numeradas dos Estados Unidos e uma de suas primeiras queridinhas, a Rota 66, completam 100 anos. Locais ao longo da rota, que começa em Chicago (Illinois) e termina em Santa Monica (Califórnia), vem promovendo comemorações, incluindo um rali de carros antigos de nove dias que percorrerá o trajeto de Illinois à Califórnia em junho. O centenário é um ótimo motivo para visitar lugares que representam o espírito aventureiro da rota. Percorra a Sidewinder, um trecho de 191 curvas fechadas perto de Oatman, Arizona, onde as Montanhas Negras encontram o deserto. Veja obras de arte alternativas como a Baleia Azul de Catoosa, Oklahoma, cujo novo centro de visitantes será inaugurado em abril. Hospede-se no renovado Hotel El Rancho em Gallup, Novo México, onde estrelas como Katharine Hepburn e Gregory Peck já se hospedaram. Ou troque o carro por uma bicicleta e explore trechos da Rota 66 para Bicicletas, como o trecho ondulado entre St. Louis e Springfield, Missouri, onde organizações de ciclismo transformaram partes da estrada original em ciclovias. / Heather Hansman


Estrada de Chicago (Illinois) a Santa Monica (Califórnia)

9. Saba, Caribe

Com apenas 13 km², Saba – a cerca de 19 quilômetros de balsa ou avião de St. Maarten – nunca será um destino de turismo de massa. Possui apenas quatro vilarejos, nenhuma praia permanente e nenhum cais para navios de cruzeiro. Portanto, a inauguração de um novo hotel é notícia. Ao pé do Monte Scenery, o ponto mais alto da ilha do Caribe, o Scenery Hotel, com 30 quartos, com inauguração prevista para o início de 2026 na organizada cidade de Windwardside, aumentará o número de quartos de hotel em toda a ilha em quase 30%. Projetado de forma eficiente, o hotel segue as metas de sustentabilidade estabelecidas por Saba, que opera com energia solar durante o dia e proibiu o uso de plásticos descartáveis. Para reforçar a reputação de Saba como um destino natural, a organização de conservação marinha Mission Blue a designou como um Hope Spot, um local crucial para a saúde do oceano. Em nove novos pontos de fotografia, os visitantes podem contribuir com fotos para ajudar a organização sem fins lucrativos a documentar as mudanças na recuperação dos recifes e na erosão costeira. / Elaine Glusac

10. Poblenou, Barcelona

Barcelona enfrenta o problema do turismo excessivo. Enquanto a capital catalã celebra sua designação como Capital Mundial da Arquitetura e comemora o centenário da morte do arquiteto catalão Antoni Gaudí, fuja das multidões e viaje com calma – e responsabilidade – pelo antigo bairro industrial de Poblenou, que captura o espírito de reinvenção urbana de Barcelona. Fábricas e armazéns renasceram como cafés arejados, galerias e espaços para apresentações, incluindo o museu Can Framis, em uma fábrica têxtil reformada, e o teatro Sala Beckett, no antigo prédio da cooperativa de trabalhadores Paz e Justiça. O cruzamento da Plaça de les Glòries, antes congestionado, agora abriga um parque público com rica biodiversidade. A cena gastronômica está repleta de novos restaurantes experimentais, como o Atipical, que serve culinária hiperlocal com um toque italiano, e o Casa Güell, que oferece pratos catalães reinventados. Passeie pela arborizada Rambla del Poblenou e relaxe ao entardecer com uma taça de vinho catalão no clássico restaurante Can Recasens. / AnneLise Sorensen

11. Montanhas do Nepal

O Nepal endureceu as regras para o Monte Everest, elevando as taxas de permissão para a primavera para US$ 15.000 e propondo uma lei que permitiria tentativas apenas de alpinistas que já tenham escalado um pico de 7.000 metros (22.966 pés). Agora, a atenção se volta para os picos menos explorados do Himalaia. Gigantes remotos como Api West, Api Himal e Saipal Himal, todos acima de 7.000 metros (23.000 pés), estão entre os 97 picos que tiveram suas taxas isentas pelo governo pelos próximos dois anos. Outros picos mais acessíveis prometem aventura sem as multidões e com taxas de permissão abaixo de US$ 500: Putha Hiunchuli (7.245 metros/23.773 pés), uma ampla cúpula de neve com desafios técnicos moderados; Annapurna IV (7.527 metros/24.688 pés), mais íngreme, mas espetacular; e Baruntse (7.127 metros/23.389 pés), situado ao lado do Everest. Em altitudes ligeiramente mais baixas, o Ama Dablam (6.814 metros), gêmeo do logotipo da Paramount Pictures, e o Mera Peak (6.474 metros), uma montanha ideal para caminhadas no gelo, oferecem escaladas transformadoras que não exigem o esvaziamento de cilindros de oxigênio nem o rombo no orçamento. / Finn-Olaf Jones

12. Bayreuth, Alemanha

O Festival de Bayreuth, um dos eventos mais concorridos do mundo para os amantes da ópera, celebra seu 150º aniversário de 24 de julho a 26 de agosto com sete obras de Richard Wagner, incluindo dois grandes sucessos de bilheteria: uma nova e psicodélica montagem do ciclo O Anel do Nibelungo, influenciada por inteligência artificial, e a estreia no festival de Rienzi, a terceira ópera de Wagner, que ele nunca permitiu que fosse apresentada na cidade alemã. Não é fácil conseguir um dos cobiçados ingressos para o festival anual, que conta com uma sala projetada por Wagner especificamente para atender às exigências de suas obras. No entanto, o festival ao ar livre que acontece nos dias 24 de julho e 2 de agosto não exige ingressos (a programação do festival ao ar livre ainda não foi divulgada). Nos últimos anos, um cinema local tem oferecido uma transmissão de alta qualidade de uma produção selecionada para aqueles que não tiveram a sorte de conseguir um ingresso para a sala de concertos. Os organizadores ainda não anunciaram qual ópera será exibida, mas “Rienzi” certamente agradará ao público. / Daniel Adkison

13. Trem nas Montanhas Rochosas, Canadá

Com a euforia da Copa do Mundo tomando conta da América do Norte neste verão, um trem com disponibilidade limitada oferece uma experiência bem diferente dos estádios lotados de futebol. A rota leva você à vegetação alpina intocada em Alberta, onde você pode apreciar algumas das paisagens mais espetaculares do continente entre Jasper e Banff, no Canadá. A Passage to the Peaks, operada pela companhia ferroviária canadense Rocky Mountaineer, foi planejada para oferecer “uma experiência mais tranquila” a bordo de um trem de luxo enquanto Vancouver sedia jogos da Copa do Mundo em junho e julho. As comodidades incluem vagões com teto de vidro, plataformas de observação ao ar livre e refeições com ingredientes locais. Os viajantes podem percorrer o trajeto em qualquer direção ao longo de dois dias, seguindo rios sinuosos através de cadeias de montanhas acidentadas. Cachoeiras, lagos, os Túneis Espirais e o pico mais alto das Montanhas Rochosas Canadenses, o Monte Robson, com 3.954 metros, são apenas algumas das atrações. A região, embora ainda se recuperando após um incêndio florestal devastar Jasper em 2024, está ansiosa para receber turistas de volta. / Gabe Castro-Root


Paisagem de Alberta, no oeste canadense

14. Top End, Austrália

No coração do vasto Território do Norte da Austrália encontra-se Top End, onde o sertão acidentado se encontra com a exuberância tropical. O Parque Nacional de Kakadu situa-se no seu centro, preservando múltiplos ecossistemas e cerca de 5 mil sítios de arte rupestre aborígine. A joia da coroa do parque, as Cataratas de Gunlom, estiveram fechadas durante seis anos devido a uma disputa judicial. Os proprietários tradicionais da área, o povo Jawoyn, venceram uma longa batalha contra uma agência de parques australiana no ano passado, restaurando o acesso à cascata e à sua deslumbrante piscina infinita de 168 metros de altura. Como resultado de um novo acordo de arrendamento, os proprietários tradicionais também recebem agora 50% das receitas comerciais das cataratas, em vez dos 14% que recebiam anteriormente. Em Darwin, tradicionalmente a porta de entrada para as cataratas, os visitantes poderão explorar a história do povo Larrakia, os habitantes tradicionais da área, no Centro Cultural Larrakia; com vista para o Porto de Darwin, prevê-se a sua abertura em setembro com exposições de arte e arqueologia, apresentações musicais e oficinas de artesanato. / Erin Vivid Riley


Parque Nacional Kakadu: múltiplos ecossistemas e arte rupestre aborígine

15. Penang, Malásia

George Town, a capital do estado malaio de Penang, é um recorte da história multicultural do país. Suas ruas estreitas são ladeadas por templos budistas e mesquitas, mansões coloniais britânicas e as famosas casas comerciais da cidade da Malásia – estabelecimentos comerciais locais cujos proprietários imigrantes chineses e indianos viviam nos andares superiores. Em janeiro, um conjunto de casas comerciais construídas por volta de 1906 será inaugurado como o hotel boutique Soori Penang. Seu arquiteto cresceu no complexo e se inspirou no Khoo Kongsi, um templo próximo conhecido por suas esculturas em pedra ornamentadas. Do outro lado da cidade, o Heritage Hotel de 1926, com 78 quartos e construído para a elite política da cidade, será reinaugurado em março após uma reforma completa, a tempo de seu centenário. Na peculiar e nova Penang History Gallery, você pode mergulhar em cenas do passado da ilha, desde sua época como um importante centro comercial até seus últimos dias sob o domínio britânico. E confira uma prévia da crescente cena gastronômica de Penang no Peninsula House, que serve pratos australianos em um edifício Art Déco. / Erin Vivid Riley


Prédios históricos em George Town, no Estado de Penang

16. Los Angeles, EUA

Após os incêndios devastadores de 2025, Los Angeles está pronta para atrair turistas com seus oito jogos da Copa do Mundo. Mas as inaugurações de novos e impactantes museus garantirão que eles continuem vindo muito depois do torneio. Com oito anos de planejamento, o novo Museu Lucas de Arte Narrativa, um projeto bilionário do diretor de Star Wars, George Lucas, e sua esposa, a empresária Mellody Hobson, será inaugurado em 22 de setembro no Exposition Park. As exposições na estrutura que evoca uma nave espacial incluirão pinturas e ilustrações, fotografias, capas de revistas e histórias em quadrinhos. Com inauguração prevista para abril na área da Miracle Mile, conhecida por seus museus, as novas Galerias David Geffen do Museu de Arte do Condado de Los Angeles (Lacma, na sigla em inglês) substituirão quatro edifícios por um único espaço sinuoso de aproximadamente 347.000 pés quadrados (cerca de 32.200 m²) para abrigar sua coleção permanente de mais de 150.000 peças. No centro da cidade, no complexo Grand LA, projetado por Frank Gehry, o museu de arte com inteligência artificial Dataland exibirá obras criadas pelo estúdio Refik Anadol, de Los Angeles, utilizando programação de computador. / Elaine Glusac

17. Nagasaki, Japão

Ao contrário de Hiroshima, que foi quase completamente obliterada por uma bomba atômica em agosto de 1945, o núcleo urbano de Nagasaki, o segundo alvo dos Estados Unidos, foi poupado quando a bomba errou o alvo. Isso confere ao centro da cidade japonesa uma espécie de surrealidade de porta deslizante: tudo deveria ter desaparecido, mas de alguma forma sobreviveu. À medida que a ameaça da proliferação nuclear se espalha pelo mundo, os viajantes têm um motivo poderoso para visitar Nagasaki – e a cidade nunca esteve tão preparada para recebê-los, graças à conclusão de um grande projeto de revitalização ao redor da estação ferroviária principal. Visite uma árvore de cânfora de 800 anos. Virando a esquina, fica a Fukusaya, uma confeitaria que vende bolos desde 1624. Experimente um milk seiki, uma bebida gelada, no Fujio. Há quase 40 anos, Hideyuki Natsume – o filho de voz suave de sobreviventes da bomba atômica – administra o Milestone, um bar de jazz. Por fim, visite o Glover Garden e finalize a visita com um mochi grelhado no Umegae Mochi Kikumizu, uma loja de arroz pilado com quase 140 anos de história e administrada pela terceira geração da família. / Craig Mod


Uma parte de Nagasaki não foi atingida pela bomba atômica

18. Breuil-Cervinia, Itália

No lado italiano do Matterhorn, Breuil-Cervinia viveu durante muito tempo à sombra de sua famosa vizinha suíça, Zermatt, compartilhando passes de esqui (e acesso ai Ikon Pass ), pistas em geleiras e vistas majestosas, mas não o glamour de Zermatt. Esse equilíbrio está mudando. A inauguração em 2023 do Matterhorn Alpine Crossing, o teleférico mais alto da Europa, agora liga Cervinia diretamente às pistas de Zermatt. No lado italiano, as melhorias são diversas: os teleféricos antigos foram substituídos por cadeiras de alta velocidade, e um projeto de melhoria de US$ 235 milhões está modernizando o acesso ao Plateau Rosà, uma geleira de alta altitude que liga as duas estações de esqui durante todo o ano. O outrora comum hotel Valtur Cervinia Cristallo ressurgiu como um refúgio alpino cinco estrelas, enquanto o restaurante Wood, recentemente premiado com uma estrela Michelin, atrai esquiadores com seus pratos nórdico-piemonteses. Adicione a isso o brilho animado e vibrante do après-ski do bar Super G Igloo, com DJs, e Cervinia traz um toque de dolce vita ao vasto domínio esquiável do Matterhorn. / Finn-Olaf Jones


Italiana antes à sombra de Zermatt, na Suíça

19. Memphis, EUA

Após o devastador ataque incendiário do ano passado ao Templo Clayborn, sede da greve dos trabalhadores da limpeza urbana de 1968, apoiada por Martin Luther King Jr., Memphis vislumbra 2026 como um ponto de virada cultural. Nesta primavera, o Museu Nacional dos Direitos Civis apresentará uma reformulação do Edifício Legacy, a antiga pensão onde o assassino de Martin Luther King o aguardava em frente ao Motel Lorraine. O espaço contará com cinco galerias focadas em pobreza, educação, moradia, igualdade de gênero e não violência, além de exposições relacionadas à Campanha dos Pobres (iniciativa de Martin Luther King contra a desigualdade econômica), aos movimentos modernos pelos direitos civis e a novas pesquisas sobre o assassinato. Em setembro, o Teatro Hattiloo, o único teatro independente de repertório negro em cinco estados vizinhos, comemora seu 20º aniversário. Em dezembro, o Museu de Arte de Memphis inaugurará uma nova sede à beira do rio, com 23 galerias, um estúdio e um jardim de esculturas na cobertura. / Shayla Martin


Novos espaços para honrar o legado de Martin Luther King

20. Vinhos da Armênia

Situada na região acidentada do Cáucaso, a Armênia atrai caminhantes e entusiastas da natureza há décadas. Mas o número de turistas aumentou consideravelmente nos últimos anos, com um recorde nos primeiros oito meses de 2025 e um novo pico de chegadas mensais em agosto. Nesse contexto, o Concours Mondial de Bruxelles, uma das principais competições de vinhos do mundo, chega à capital, Yerevan, em maio. A Armênia, cuja tradição vinícola remonta a mais de 6.000 anos, oferece aos apreciadores quatro principais regiões vinícolas para explorar. Ao longo do caminho, você também pode visitar o Lago Sevan, um lago vulcânico cercado por montanhas, cujas margens são pontilhadas por mosteiros milenares. A uma curta distância de carro, o Parque Nacional de Dilijan abrange diversas cadeias de montanhas, com seus prados alpinos, vastas florestas e fontes medicinais, todos conectados por uma rede de trilhas para caminhadas. O parque abriga espécies de plantas raras e ameaçadas de extinção, além de ursos pardos, lobos e gatos selvagens europeus. / Meghan Davidson Ladly


Visão de Yerevan, capital do país

21. Espanha de Sorolla

O pintor espanhol Joaquín Sorolla, apelidado de “o pintor da luz” por suas extraordinárias representações dos efeitos cintilantes de luz e sombra, foi homenageado há três anos com exposições internacionais no centenário de sua morte. Mas 2026 será o ano de vê-lo em casa, na Espanha, onde sua antiga residência e ateliê em Madri, o Museu Sorolla, começará a ressurgir nesta primavera após uma expansão que dobrará seu tamanho. Suas vibrantes telas também estão expostas na Real Academia de Belas Artes e no Museu do Prado, em Madri. E embora as praias e festivais de Valência, cidade natal de Sorolla, sejam retratados em suas pinturas, sua obra não teve tanta proeminência em sua cidade natal até agora: com inauguração prevista para este outono em frente à Prefeitura de Valência, a filial europeia da Hispanic Society exibirá 220 de suas obras. Trens de alta velocidade ligam as cidades em menos de duas horas, tornando possível uma experiência imersiva na obra de Sorolla. / Andrew Ferren

22. Inglaterra do Ursinho Pooh

Há um século, o autor A.A. Milne apresentou ao mundo o Ursinho Pooh. Neste ano, as comemorações do centenário estão por toda a Inglaterra. O ponto central será em East Sussex, onde Milne viveu em uma casa de fazenda do século 16 com sua esposa e filho, Christopher Robin, que brincava lá com seu urso de pelúcia. Essa casa agora abriga a pousada Cotchford Farm, e os hóspedes podem explorar o escritório de Milne e o quarto de Christopher Robin. Logo adiante fica a inspiração da vida real para o fictício Bosque dos Cem Acres: a Floresta de Ashdown, onde neste verão, por cortesia da organização beneficente Trigger, uma criatura mítica aparecerá nos arredores da charneca, alimentando-se de samambaias e tojo. Em um fim de semana, haverá um piquenique com oficinas, contação de histórias e apresentações, inspiradas em Christopher Robin e seus amigos fictícios. Os fãs podem fazer uma excursão de um dia para East Sussex, a Trekking do Pooh, ou participar da viagem de cinco dias da Ace Cultural Tours, que visita a Floresta de Ashdown e termina em Cambridge com uma visita aos manuscritos originais de Milne. / Megan McCrea


Paisagem campestre de East Sussex

23. Entre as ilhas de Seychelles

Enquanto as Seychelles, um arquipélago situado ao largo da costa leste da África, celebram 50 anos de independência do Reino Unido em junho, uma série de novos hotéis e cruzeiros oferece aos visitantes maneiras luxuosas de vivenciar o esplendor natural do arquipélago. A Ilha Fregate, lar de espécies ameaçadas de extinção como o rouxinol-de-Seychelles, cuja população se recuperou para cerca de 500 indivíduos, partindo de menos de 25 na década de 1970, possui apenas um resort, que será reaberto após uma reconstrução plurianual focada na sustentabilidade. O La Réserve Seychelles inaugurará seis vilas à beira-mar na ilha de Praslin, conhecida por sua areia branca e macia. Novos roteiros entre ilhas, oferecidos por operadoras de cruzeiros como a Ritz-Carlton Yacht Collection, a Ponant e a Aqua Expeditions, exploram La Digue, com suas praias emolduradas por rochas gigantes, e o deslumbrante Atol de Aldabra, onde tartarugas-gigantes vagam livremente. Chegar às Seychelles é mais fácil do que nunca, com voos diretos de Zurique, Istambul, Frankfurt e Munique. / Zachary Schwartz

24. Inhotim, Brasil

Uma das poucas queixas feitas sobre o Inhotim – um museu de arte contemporânea no Sudeste do Brasil, com 500 obras distribuídas em 24 galerias de arquitetura singular em um vasto jardim botânico – é que é muita coisa para um dia só. A solução surgiu com o Clara Arte Resort, um hotel familiar localizado dentro da própria atração em Minas Gerais. Em 2026, o Inhotim comemora seu 20º aniversário aberto ao público (começou como uma coleção particular) com uma programação especial de exposições que exploram a identidade afro-amazônica do Brasil; destino é uma das sugestões do Estadão viajar em feriados prolongados de 2026. Obras de Dalton Paula, Davi de Jesus do Nascimento, Paulo Nazareth e 22 artistas indígenas sul-americanos se juntarão às coleções permanentes de artistas como Yayoi Kusama e Hélio Oiticica. Belo Horizonte, a 90 minutos de carro, é a capital dos bares do Brasil ; visite a cidade em agosto para o Festival Uai Wine, uma celebração dos premiados vinhos jovens do estado de Minas Gerais, onde igrejas exuberantemente barrocas e um parque nacional deslumbrante são ótimos motivos para estender sua viagem. / Laurence Blair


Jardim botânico repleto de arte, Inhotim celebra 20 anos

25. Eclipse na Islândia

No dia 12 de agosto, os caçadores de eclipses poderão apreciar a totalidade ao longo de uma faixa que atravessa o oeste da Islândia e o norte da Espanha. Na Islândia, partes dos Fiordes Ocidentais, as penínsulas de Snaefellsnes e Reykjanes ficarão às escuras por dois minutos ou mais. Para celebrar a ocasião, o país sediará o Festival do Eclipse, com duração de quatro dias, em Snaefellsnes, com DJs, dança e até mesmo a presença de alguns astronautas. Quem tiver ingresso também poderá reservar excursões com vagas limitadas para testemunhar o eclipse na fotogênica cachoeira de Svodufoss, assistir a um concerto acústico dentro de uma caverna de lava ou festejar em túneis sob uma geleira. Empresas de turismo locais oferecem passeios de jipe, viagens de ônibus e excursões fotográficas, enquanto cruzeiros de luxo como o Evrima, da Ritz-Carlton Yacht Collection, e o Celebrity Silhouette, levarão os passageiros a posições privilegiadas em alto-mar, longe da poluição luminosa. O próximo eclipse solar total na Islândia só ocorrerá em 2196, tornando esse um evento único na vida. / Nora Walsh


Beleza da Islândia combinada com evento astronômico

26. Ilhas Sanibel e Captiva, EUA

Após serem atingidas em cheio por três furacões devastadores (Ian em 2022 e Helene e Milton em 2024), as ilhas-barreira unidas de Sanibel e Captiva, no sudoeste da Flórida, estão de braços abertos para receber visitantes que desejam fazer parte de sua história de recuperação. As tempestades forçaram estabelecimentos que não se modernizavam há décadas a se renovarem. O Museu e Aquário Nacional de Conchas Bailey-Matthews reinventou seu salão, exibindo milhares de conchas marinhas, incluindo muitas da própria ilha, e as acomodações também ganharam um novo visual. O Shalimar Beach Resort, por exemplo, reconstruiu seus chalés sobre palafitas. Mesmo assim, o charme tradicional permanece. Visitantes que retornam podem não notar as mudanças no peculiar restaurante Buble Room Bubble Room em Captiva, onde luzes de Natal brilham o ano todo, ou em lojas como a She Sells Sea Shells, em Sanibel, com 50 anos de história. Embora as lembranças do trauma ainda persistam, as placas de “aberto” por toda parte descrevem melhor o clima festivo. / Jennifer Reed

27. Hyde Park de Chicago, EUA

Mais de 27 milhões de visitantes foram a Hyde Park, a onze quilômetros ao sul do centro de Chicago, para a Feira Mundial de 1893. Desde então, o bairro perdeu espaço para as atrações turísticas do centro da cidade. Mas a inauguração do Centro Presidencial Obama, prevista para o meio do ano, promete mudar isso. O campus de 7,7 hectares, projetado pelos arquitetos Tod Williams e Billie Tsien, pretende funcionar como um ponto de encontro, e não como uma biblioteca presidencial tradicional – os arquivos de Obama serão gerenciados em outro local – e inclui um museu, uma biblioteca, um restaurante e obras de arte encomendadas a artistas como Nick Cave e Jenny Holzer, entre outros. Uma quadra de basquete será usada em atividades comunitárias. Nas proximidades, os visitantes encontrarão os pátios neogóticos da Universidade de Chicago e a Robie House, de Frank Lloyd Wright. E a cerca de um quilômetro e meio ao norte, estão diversos restaurantes renomados, incluindo o Virtue, o recém-inaugurado Mahari e a cafeteria Valois, que Obama frequentava. / Elaine Glusac


Rota de fãs de arquitetura passa pela Universidade de Chicago

28. Ilhas Traena, Noruega

Todos os verões, milhares de visitantes fazem a travessia de balsa de aproximadamente 48 quilômetros do continente até as Ilhas Traena, um remoto arquipélago norueguês cortado pelo Círculo Polar Ártico. Muitos vão para o festival de música peculiar, que às vezes apresenta apresentações dentro da caverna Kirkhelleren, com sua atmosfera de catedral . Os visitantes frequentemente acabam acampando, já que as ilhas, que têm apenas 500 habitantes, oferecem poucos hotéis ou pousadas. Mas uma grande novidade nesta primavera torna as ilhas mais acessíveis para quem prefere não usar saco de dormir. O Ytri, com 38 quartos, cujo nome significa “a ponta externa” em nórdico antigo, abre em abril, oferecendo um restaurante de frutos do mar, uma sauna à beira-mar e atividades como canoagem e mergulho para coleta de vieiras. Além do festival, as ilhas oferecem vistas deslumbrantes de montanhas recortadas, bem como trilhas para caminhadas e oportunidades para observação da vida selvagem. Cardumes abundantes de peixes nas profundezas geladas da costa atraem baleias migratórias e sustentam uma população de águias-de-cauda-branca. E, claro, tudo isso acontece sob o sol da meia-noite. / Gabe Castro-Root

29. Miches, República Dominicana

Dê licença, Punta Cana. Noventa minutos ao norte desse popular destino dominicano, Miches – uma cidade litorânea entre as montanhas cársticas da Cordilheira Oriental e a costa sul da Baía de Samaná – ganhou destaque com uma série de novos resorts. No verão passado, o Zemi Miches Punta Cana All-Inclusive Resort, com 500 quartos, foi inaugurado com clubes infantis, um estúdio de Pilates e um spa inspirado nos povos indígenas da ilha. No início do ano, o Viva Miches by Wyndham estreou com 538 quartos, uma piscina infinita e cinco restaurantes. A Hyatt seguiu o exemplo com duas propriedades vizinhas: o Secrets Playa Esmeralda Resort & Spa para adultos e o Dreams Playa Esmeralda Resort & Spa, ideal para famílias. Um resort de luxo da rede Four Seasons está previsto para ser inaugurado em 2027. Miches oferece passeios de um dia convenientes para as montanhas e para o Parque Nacional Los Haitises, na costa, lar de petróglifos taínos e ilhas de calcário. O aumento de voos para Punta Cana pela American Airlines e Arajet facilita ainda mais o acesso à ilha. / Elaine Glusac

30. Cultura em Portland, EUA

Portland, no Oregon, vem ganhando novo fôlego com importantes inaugurações nas áreas de artes, esportes e gastronomia, consolidando sua posição como uma das cidades mais dinâmicas culturalmente do país. Após mais de uma década de planejamento, o James Beard Public Market – um mercado gastronômico coberto que funciona diariamente e reúne dezenas de vendedores locais – será inaugurado este ano no centro da cidade, complementando a já consolidada cena de food trucks e a variedade de chefs renomados. Também no centro, o Museu de Arte de Portland foi ampliado significativamente, com mais de 9.300 m² de espaço adicional para galerias. Um novo pavilhão de vidro conecta os dois edifícios do museu e interliga os quatro andares de galerias, que foram reinstaladas para exibir centenas de novas aquisições. É também um ótimo momento para os fãs de esportes: após duas décadas de ausência, o basquete feminino profissional retorna à cidade com um novo time da WNBA, o Portland Fire. / Christine Chung

31. Montanhas Tien Shan, Quirguistão

Neste ano, uma trilha espetacular, conhecida há muito tempo por pastores e pelos fantasmas da antiga Rota da Seda, recebe caminhantes para sua primeira temporada completa, após a abertura do trecho final de 965 quilômetros (600 milhas) no final do verão passado. A Trilha Nômade Quirguiz, com 2.002 quilômetros (1.243 milhas), atravessa o Quirguistão na direção leste-oeste, serpenteando pelas montanhas acidentadas de Tien Shan e passando por pequenas aldeias e acampamentos sazonais de yurtas. As atrações incluem geleiras; Kel Suu, um lago turquesa cercado por penhascos escarpados; Tash Rabat, um caravançará preservado do século XV; e Saimaluu Tash, um vale alpino remoto com uma grande coleção de petróglifos. A melhor época para visitar é de junho a setembro, quando os altos passos de montanha e os lagos não estão cobertos de neve. Caminhantes independentes podem voar até Bishkek, a capital, e providenciar transporte até o início da trilha. A Intrepid Travel oferece uma excursão guiada de 10 dias, e empresas sediadas no Quirguistão, como a Ak-Sai Travel e a Nomad’s Land, podem organizar caminhadas personalizadas. / Nina Burleigh

32. Assis, Itália

Este ano marca o 800º aniversário da morte de São Francisco, o filho predileto de Assis. A cidade, Patrimônio Mundial da Unesco desde 2000, realizará um ano inteiro de atividades para celebrar São Francisco, que renunciou às riquezas por uma vida dedicada à paz, à humildade e à natureza. O ponto alto será de 22 de fevereiro a 22 de março, quando os restos mortais de São Francisco serão expostos ao público pela primeira vez. De 6 a 9 de maio acontece o festival Calendimaggio, que revisita cenas de uma época em que dois bairros de Assis competiam entre si por influência, refletidas na música, no teatro, nas procissões e muito mais. Faça a caminhada de 4 km até Eremo delle Carceri, o mosteiro onde São Francisco orava, e desça até a gruta onde ele dormia. O centro histórico de Assis é um labirinto de vielas ladeadas por vasos de plantas. Dominando tudo isso está Rocca Maggiore, um castelo do século 14 com vistas panorâmicas de 360 ​​graus da paisagem rural. / John Henderson


Cidade italiana celebra São Francisco, no 800º aniversário de sua morte

33. Artic National Wildlife Refuge, EUA

Grandes mudanças podem estar a caminho de uma das maiores e últimas paisagens intocadas dos Estados Unidos. Partes do Artic National Wildlife Refuge, com seus 7,9 milhões de hectares, que não possui estradas, trilhas demarcadas ou sinal de celular, estão prestes a ser abertas para exploração de petróleo, após o Departamento do Interior ter anunciado, no outono passado, que permitiria a perfuração na área. O importante pacote de políticas federais sancionado no verão passado também permite que as empresas contratantes paguem por avaliações ambientais aceleradas, o que pode agilizar os projetos iniciais de construção. Embora qualquer desenvolvimento ainda leve tempo, o futuro do refúgio é incerto. Por ora, porém, este canto do nordeste do Alasca permanece talvez a região selvagem mais preservada do país para mochilão, rafting ou observação de animais selvagens como caribus, ursos polares e glutões. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos, que administra o refúgio, fornece uma lista de operadoras de turismo autorizadas que atendem viajantes com diferentes níveis de experiência em atividades ao ar livre. / Gabe Castro-Root

34. Novidades no Vietnã

O Vietnã, uma potência turística em ascensão no Sudeste Asiático, atrai milhões de turistas anualmente com sua famosa cultura gastronômica, paisagens naturais deslumbrantes, que vão de montanhas a florestas tropicais, e uma história rica que remonta ao século 7 a.C. Com investimentos significativos em infraestrutura turística previstos para 2026, o Vietnã está se preparando para um aumento expressivo no número de visitantes. A primeira fase da construção do Aeroporto Internacional de Long Thanh deve ser concluída em junho; futuramente, este novo e importante centro de conexões será o maior do país, com capacidade para cerca de 100 milhões de passageiros. Alguns dos hotéis mais exclusivos também inaugurarão novas unidades este ano, incluindo o Park Hyatt em Phu Quoc, uma ilha famosa por suas praias de areia branca; o Four Seasons em Hanói ; e o Nobu em Da Nang. O governo também está facilitando a entrada de visitantes no Vietnã, ampliando e estendendo as isenções de visto para cidadãos de países selecionados. / Christine Chung

35. Querétaro, México

A três horas a noroeste da Cidade do México e a menos de 90 minutos de San Miguel de Allende, a pacata e tradicional Querétaro é há muito tempo um dos mais pitorescos centros urbanos mexicanos. Mas, nos últimos anos, a cidade e seus arredores emergiram como um novo e surpreendente destino gastronômico. O Hotel Hércules, com 40 quartos, divide uma fábrica têxtil engenhosamente restaurada com uma cervejaria que produz algumas das melhores cervejas artesanais do México. Projetos como o irreverente restaurante El Reinita e a aconchegante cafeteria El Apapacho injetaram uma dose de energia no outrora pacato centro histórico. O mesmo aconteceu na região vinícola centenária, onde, a menos de uma hora de carro, os visitantes podem degustar vinhos de novos e empolgantes rótulos, como o Tierra de Peña (com hora marcada), ou desfrutar de um almoço no Bárbaro Asador, uma churrasqueira nos vinhedos da produtora de vinhos naturais Barrigón. / Michael Snyder

36. Dakota do Norte, EUA

Na extremidade oeste de Dakota do Norte, as Grandes Planícies dão lugar a um labirinto fantástico de morros íngremes, topos planos e hoodoos (formações rochosas altas esculpidas pelo vento) irregulares e imponentes. Foi nessas terras áridas que Theodore Roosevelt lamentou a morte simultânea de sua esposa e mãe. Imerso em sua beleza singular, o futuro presidente compreendeu a urgência de preservar os recursos naturais da nação e passou a proteger 230 milhões de acres de terras públicas. No dia 4 de julho, uma nova biblioteca em homenagem ao “presidente da conservação” será inaugurada no topo de um morro isolado, acima da pitoresca cidade fronteiriça de Medora. Projetada pelo escritório de arquitetura norueguês Snøhetta e com vista para o Parque Nacional Theodore Roosevelt, a biblioteca térrea de 8.640 metros quadrados está bem camuflada por um telhado coberto de gramíneas nativas. No interior, os visitantes podem se tornar historiadores digitais usando chatbots de IA que extraem dados dos documentos de Roosevelt armazenados em 18 instituições, ou explorar exposições interativas de períodos importantes da vida belicosa, amada e complexa do presidente. / Stephanie Pearson


Nascer do sol ao norte de Medora, em Dakota do Norte

37. Camiguin, Filipinas

Camiguin, uma ilha vulcânica no sul das Filipinas, sem um único semáforo, mas com muitos picos de montanhas exuberantes, praias de areia negra e imponentes palmeiras, tem investido em melhorias para atrair mais visitantes. O alargamento da estrada de 64 quilômetros que circunda a ilha está quase concluído, e o primeiro calçadão da ilha, na praia da principal cidade, Mambajao, está previsto para ser inaugurado este ano. Reforçando sua reputação como destino de turismo esportivo, um novo triatlo será adicionado em maio à programação de provas de natação e corrida . A ilha é rica em culinária local e patrimônio cultural, incluindo um cemitério submerso, um passeio por uma fazenda ecológica e um festival de outono que celebra a fruta doce lanzones. Mas Camiguin é, acima de tudo, um destino para quem ama o mar, com amêijoas gigantes de cores vibrantes, abundância de tartarugas marinhas ao redor de ilhotas de areia branca, fontes termais e frias e cachoeiras para banho. / Patrick Scott

38. Messênia, Grécia

A beleza da Messênia – seus penhascos, castelos e cavernas – estará sob os holofotes do mundo todo quando A Odisseia, de Christopher Nolan, cujas cenas foram filmadas em suas praias, estrear neste verão. (O Castelo de Methoni, a Caverna de Nestor e a praia em forma de crescente de Voidokilia foram alguns dos locais de filmagem.) Mas a Messênia é mais do que apenas um cenário de filme. Suas aldeias ainda produzem azeite de oliva de alta qualidade, suas tavernas servem receitas inalteradas há séculos e seu litoral transmite uma sensação de tranquilidade, especialmente se comparado a ilhas gregas mais movimentadas como Mykonos e Paros, onde o desenvolvimento está alterando as identidades culturais. Aqui, os viajantes podem fazer trilhas costeiras com vistas deslumbrantes para o mar, passear por vilarejos intocados pelo turismo de massa ou nadar nas águas cristalinas do Mar Jônico. Este ano oferece uma rara oportunidade de ver mitos antigos, cultura viva e espetáculo de Hollywood convergirem em um só lugar. / Demetrios Ioannou


Tranquilidade e trilhas costeiras com vistas deslumbrantes para o mar

39. Vida selvagem na Guiana

Durante décadas, a Guiana, o único país de língua inglesa na América do Sul, foi negligenciada em favor de destinos com infraestrutura turística mais desenvolvida. Mas a construção de um novo terminal no Aeroporto Internacional Cheddi Jagan começará em 2026, e versões sofisticadas de redes hoteleiras americanas estão surgindo por toda Georgetown, a capital multiétnica e de cores pastel, repleta de mercados vibrantes. De lá, pegue um pequeno avião monomotor para a vasta e selvagem região de Rupununi, no sudoeste da Guiana, onde densas florestas escondem onças-pintadas. Lá, os hóspedes podem nadar com capivaras e passear de canoa pelo Rio Rupununi ao amanhecer em Wichabai, um rancho de 17 hectares com novas e deslumbrantes cabanas em meio à savana. No Saddle Mountain Ranch, que planeja reabrir em março após reformas, faça um safári em busca de tamanduás-bandeira. E não deixe de visitar, no oeste do país, as espetaculares Cataratas Kaieteur, que têm uma queda vertical cerca de quatro vezes maior que a das Cataratas do Niágara. / Alexander Wooley


Cataratas Kaieteur: queda vertical cerca de quatro vezes maior do que Niágara

40. Esqui em Deer Valley, EUA

Uma das maiores expansões de área esquiável em regiões com neve será inaugurada neste inverno em Deer Valley, o resort em Utah conhecido por suas pistas impecavelmente preparadas, ótima gastronomia e longa tradição de proibição de snowboard. Somente neste inverno, o resort inaugurou sete novos teleféricos, incluindo uma gôndola para 10 passageiros que liga uma nova vila na base a um novo pico de 2.850 metros na área expandida. Deer Valley adicionou quase 100 pistas desde dezembro de 2024, incluindo uma pista verde de quase oito quilômetros (o nível mais fácil) chamada Green Monster, uma das mais longas da América do Norte. Com mais de 1.740 hectares, Deer Valley é uma das maiores áreas de esqui do continente. A vila na base, chamada Deer Valley East Village, também foi inaugurada em dezembro passado, com um hotel Grand Hyatt de 400 quartos e acesso direto à rodovia. Embora a vila ainda esteja em construção, isso significa que os esquiadores não precisam mais enfrentar o trânsito de Park City ao chegarem do Aeroporto Internacional de Salt Lake City, a 61 quilômetros de distância. / Christopher Solomon

41. Yunnan, China

Por mais de um milênio, até meados do século 20, uma série de rotas, conhecida como Rota do Chá e dos Cavalos, era utilizada para exportar folhas de chá das províncias do sul da China para o Tibete. Muitas dessas rotas atravessavam a região biodiversa de Yunnan, considerada o berço do chá e ainda hoje a principal produtora da cobiçada variedade pu-erh chinesa. A rede não existe mais como antes, mas muitas das aldeias que outrora serviam como pontos de passagem ainda existem. Desde que Baima Duoji, cineasta tibetano de documentários, transformou sua casa ancestral em um hotel em 2000, sua empresa, Songtsam, inaugurou dez pousadas em toda a região. O circuito facilita viagens de carro pelas aldeias, cada uma com suas peculiaridades culturais, artesanais e culinárias. A mais recente, inaugurada nesta primavera, é uma pousada com 53 quartos em Kunming, capital de Yunnan, projetada pelo arquiteto Wang Shu, vencedor do Prêmio Pritzker. / Erin Vivid Riley


Songtsam Lodge na Província de Yunnan, na antiga Rota do Chá

42. Moutain bike em Bentonville, EUA

A cidade do Arkansas pode ser mais conhecida como a sede do império Walmart da família Walton, mas os turistas também têm bons motivos para visitá-la. O Museu de Arte Americana Crystal Bridges concluirá em junho um ambicioso projeto que aumentará seu espaço em 50%. A expansão, projetada pelo arquiteto Moshe Safdie, abrigará mais de 200 novas obras de arte doadas pelos Waltons e por outros dois colecionadores de arte do Texas. Para celebrar, o museu exibirá uma mostra com obras menos conhecidas de Keith Haring. Bentonville também tem se consolidado como a “capital mundial do mountain bike”, com a inauguração do OZ Trails Bike Park prevista para este verão, entre Bentonville e Bella Vista. Os entusiastas do ciclismo também podem desfrutar de aproximadamente 110 quilômetros de trilhas urbanas com obras de arte pública, passando por restaurantes como o The Bend e o Airship Coffee, que fazem parte da crescente cena gastronômica de Bentonville. / Claire Fahy

43. Cabo Froward, Chile

Golfinhos saltam na costa do Cabo Froward, que em breve será o mais novo parque nacional do Chile, com suas silhuetas recortadas contra as geleiras da Terra do Fogo que se erguem do outro lado do Estreito de Magalhães. Os excursionistas podem ser deixados de barco na ventosa cidade de Punta Arenas, na base de uma cruz de metal de 24 metros de altura, erguida em 1987 para comemorar a visita do Papa João Paulo II. De lá, uma caminhada de vários dias ao longo da costa selvagem e varrida pelo vento passa por antigas estações baleeiras, rios caudalosos e turfeiras que sequestram carbono, com pernoites em acampamentos e abrigos rangentes construídos para trabalhadores madeireiros no século 19. Empresas como a Chile Nativo organizam caminhadas guiadas, enquanto a Solo Expediciones oferece passeios de catamarã de dia inteiro . Para os viajantes menos intrépidos, uma excursão de um dia de carro de Punta Arenas até o farol de San Isidro – agora um museu da história indígena e natural da região, com um esqueleto de cachalote suspenso nas vigas – é menos radical, mas ainda emocionante. / John Bartlett


Em breve, região será o mais novo parque nacional chileno

44. Gênova, Itália

Durante muito tempo ofuscada por Milão e Cinque Terre, a outrora poderosa Gênova está finalmente ganhando destaque. O projeto Waterfront di Levante, assinado por Renzo Piano, que transformará antigos parques de exposições em parques, calçadões e espaços culturais, está quase concluído, reconectando La Superba (como a cidade italiana é conhecida) ao seu ilustre passado marítimo. No centro histórico, os suntuosos Palazzi dei Rolli estão reabrindo salas há muito fechadas ao público, com exposições que exploram a história do comércio e da migração em Gênova. Em março, o Palazzo Ducale, principal museu de arte da cidade, recebe uma grande exposição da obra do mestre flamengo Anthony van Dyck, que pintou retratos da nobreza genovesa na década de 1620. Some-se a isso uma nova geração de chefs da Ligúria reinventando frutos do mar, trofie al pesto e focaccia, e a cena gastronômica de Gênova se mostra tão vibrante quanto sua orla portuária. Com ligações ferroviárias convenientes a partir de Milão e Pisa – e menos multidões – Génova em 2026 merece mais do que uma escala. / AJ Goldmann

45. Trilha Dongseo, Coreia do Sul

Fuja das multidões de Seul e descubra a Coreia do Sul menos conhecida na Trilha Dongseo (Leste-Oeste), a primeira trilha de caminhada de costa a costa do país, com previsão de inauguração completa no final de 2026. Estendendo-se por cerca de 850 quilômetros, ela conecta 90 vilarejos que servem como “acampamentos-base” e 44 áreas de camping, da Ilha Anmyeondo, na costa oeste, até a Praia Mangyangjeong, no leste. Ao longo do caminho, os caminhantes podem explorar a Floresta de Pinheiros Geumgang de Sogwang-ri, lar de pinheiros Geumgang, alguns com mais de 500 anos e outrora utilizados na construção de palácios reais; o Templo Beopjusa, Patrimônio Mundial da Unesco, que inclui o pagode mais alto da Coreia do Sul e seu único pagode de madeira remanescente; e as terras altas de Bonghwa, conhecidas por seus peixes-doces de alta qualidade. Entre os vilarejos que servem como acampamentos-base, Hansan, no Condado de Seocheon, é conhecida pela tecelagem tradicional de rami; a vila de Hahoe preserva um assentamento de um clã confucionista, com casas de paredes de barro e telhados de palha; e Uljin, o terminal leste, é famosa por seu festival anual do caranguejo-das-neves. / Ratha Tep

46. Okinawa, Japão

Durante séculos, o deslumbrante Castelo de Shuri, em Okinawa, foi a sede do Reino de Ryukyu, cujo território incluía esta ilha de 1.200 quilômetros quadrados, situada aproximadamente a meio caminho entre Taiwan e o resto do Japão. Distinguindo-se de outras construções semelhantes por sua vibrante cor vermelha, a cidadela no topo da colina, Patrimônio Mundial da Unesco e originalmente datada do século 13, está programada para reabrir no outono, após anos de meticulosa reconstrução utilizando métodos tradicionais, depois de um incêndio catastrófico em 2019. Os visitantes que não conseguem esperar até o outono para visitar a cidade, um recanto do Japão famoso por seu clima tropical e praias de areia branca, podem conferir o Festival das Lanternas de Ryukyu, no qual mais de 3.000 lanternas iluminam uma cidade histórica recriada (até 31 de março), e o Festival dos Lírios da Ilha Ie (do fim de abril ao início de maio), que apresenta campos de flores perfumadas, incluindo lírios da Páscoa, em uma pequena ilha vizinha. / Daniel Adkison


Originalmente do século 13, cidadela deve reabrir no outono, após anos de reconstrução 

47. Bacia do Rio Pastaza, Equador

Ponto de encontro para rafting e tirolesa, Baños de Agua Santa, cidade conhecida como a “porta de entrada para a Amazônia equatoriana”, é cercada por montanhas que despejam água no Rio Pastaza. Nessas encostas, orquídeas-dracula, cujas flores lembram rostos de macacos, florescem em florestas tropicais envoltas em nuvens, convivendo com ursos-de-óculos e rãs de padrões vibrantes . Em 2025, dentro dessa bacia hidrográfica, a Reserva do Rio Machay, administrada pela Fundação EcoMinga, foi designada refúgio de vida selvagem, apoiando os esforços para manter um corredor ecológico entre os parques nacionais. Embora a reserva não seja de acesso público, sua proteção demonstra as tendências de conservação em evolução em um país que tem lutado contra o desmatamento. (A área ainda pode enfrentar desafios: o Ministério do Meio Ambiente do Equador que concedeu o status de refúgio de vida selvagem agora se fundiu com o Ministério de Energia e Minas, uma mudança que o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) classificou como um “claro conflito de interesses”.) Hospede-se nas proximidades em lugares como a Finca Palmonte, uma antiga fazenda que foi devolvida à natureza. / Susanne Masters

48. Área de Conservação de Ngorongoro, Tanzânia

A Área de Conservação de Ngorongoro, Patrimônio Mundial da Unesco no nordeste da Tanzânia, que abrange planícies de altitude, paisagens de savana, bosques e florestas, há muito atrai viajantes para sua cratera espetacular, a maior caldeira intacta do mundo, formada por um antigo colapso vulcânico. Em março de 2025, 17 rinocerontes brancos do sul chegaram da África do Sul, como parte dos esforços para expandir a área de distribuição da espécie. Por enquanto, os rinocerontes permanecem em um recinto temporário visível da borda da cratera enquanto se adaptam ao seu novo lar, embora eventualmente possam vagar livremente pela cratera, juntando-se aos rinocerontes negros – bem como aos leões, elefantes, hipopótamos, búfalos e flamingos – que já habitam a área. E novos lodges estão ampliando o acesso à área de conservação. A Lemala inaugurou recentemente o Osonjoi Lodge, uma propriedade movida a energia solar com vistas panorâmicas, na borda leste da cratera. E o Naserian Safari Camp, da Acacia Collections, oferece 10 quartos e veículos elétricos para explorar a área de conservação em geral. / Jackie Snow


Vida selvagem da Tanzânia

49. F1 em Melbourne, Austrália

Neste ano, três décadas depois de Melbourne ter sediado o evento de abertura do calendário da Fórmula 1, a cidade australiana se prepara para outro marco na F1: a estreia de uma equipe Cadillac, a primeira nova equipe em dez anos. Essa adição torna o Grande Prêmio da Austrália (de 5 a 8 de março) um evento imperdível para os aficionados por velocidade do mundo todo. Além das pistas, a cidade oferece ruas repletas de cafés, o Mercado Queen Victoria, com suas barracas de comida e bebida, e o Jardim Botânico Real às margens do rio, entre outras atrações. Para os amantes de carros, há a Fox Classic Car Collection, no histórico Queen’s Warehouse, e o Porsche & Coffee, um encontro de rua e exposição comemorativa em South Melbourne, no dia 1º de março. Se você quiser curtir algumas curvas, siga pela sinuosa Great Ocean Road até Poombeeyt Koontapool, um novo e impressionante mirante em um gêiser marinho a algumas horas a sudoeste de Melbourne. / Abbie Kozolchyk


Grande Prêmio da Austrália: início de março

50. Virginia Beach, EUA

Pela primeira vez, a cidade conhecida por seu calçadão de quase cinco quilômetros sediará o Super Girl Festival, um fim de semana gratuito dedicado a esportes radicais femininos, que apresenta o maior evento de surfe feminino do mundo em termos de número total de competidoras. O Super Girl impulsiona o cenário esportivo e cultural de Virginia Beach, que já inclui festivais de música, esculturas e murais multicoloridos no ViBe Creative District, onde duas dezenas de novos murais serão inaugurados este ano. Outra grande atração é o Atlantic Park Surf, um complexo de piscinas de ondas de US$ 350 milhões com inauguração prevista para 2025, apoiado pelo astro da música e nativo de Virginia Beach, Pharrell Williams . Além da praia, conecte-se com a história de Virginia Beach na recém-restaurada Francis Land House, uma antiga casa de fazenda do início do século 19. As exposições detalham a história da casa, incluindo seus moradores escravizados, ao longo das décadas, passando pela Lei Seca, a Segunda Guerra Mundial e muito mais. / William Fleeson

51. Califórnia do Big Sur, EUA

A Highway 1, rodovia entre Santa Bárbara e São Francisco, pode ser a estrada mais dramática do mundo, um duelo perpétuo entre o Pacífico inquieto e as íngremes montanhas de Santa Lucia. Nos últimos dois anos, as montanhas venceram: um enorme deslizamento de terra no início de 2023 interrompeu a estrada ao sul de Big Sur, na Califórnia. A previsão é que a rodovia seja reaberta em março. A pausa deu ao Big Sur tempo para respirar e se recuperar. O Parque Estadual Pfeiffer Big Sur modernizou as trilhas acima de sua costa emblemática, protegida por formações rochosas épicas. As fontes termais à beira do penhasco do Instituto Esalen reabriram ao público com horário de funcionamento limitado, e o Post Ranch Inn reconstruiu seu spa digno de Taylor Swift com vista para o Pacífico. O resort Alila Ventana Big Sur, originalmente um refúgio para o produtor do filme Easy Rider, celebra seu 50º aniversário com uma reforma completa. Quando as barreiras da rodovia forem removidas nesta primavera, os viajantes poderão mais uma vez percorrer a costa acidentada do continente, em sintonia com o ritmo primordial das ondas e acomodações etéreas. / Finn-Olaf Jones

 


Highway 1, rodovia entre Santa Bárbara e São Francisco

52. Mon, Dinamarca

A Dinamarca é relativamente plana. Os penhascos de Mon, uma ilha a cerca de 90 minutos ao sul de Copenhague, são decididamente diferentes. Os penhascos de giz de 70 milhões de anos, com 128 metros de altura, conhecidos como Mons Klint, são compostos por imensas camadas de esqueletos microscópicos de organismos marinhos, erguidos por geleiras da era glacial. Citando sua paisagem dramática e habitats raros, a Unesco adicionou a área à sua lista de Patrimônio Mundial em 2025. E esse é apenas o reconhecimento mais recente: em 2017, Mon tornou-se um dos primeiros lugares na Escandinávia a ser designado Parque Internacional de Céu Escuro e Comunidade Internacional de Céu Escuro devido aos seus esforços para preservar a escuridão natural. Os visitantes podem segurar a história geológica em suas mãos – fósseis de ouriços-do-mar e outras criaturas pontilham a praia – enquanto o GeoCenter Mons Klint oferece caminhadas guiadas para observação de fósseis, exposições interativas e muito mais. As opções de hospedagem em Mon incluem o encantador e novo Ellevilde Boutique Hotel. Mas para uma experiência completa na ilha, hospede-se em um farol de 1845 que ainda projeta seu feixe de luz sobre o Mar Báltico.

Fonte: The New York Times (07/01/2026)

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