quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Meu Bolso: Como é feita a fiscalização do sistema financeiro?

 


Como um caso como o do Banco Master pode acontecer, sendo que já houve anteriormente algo parecido com o Banco Santos?

Resposta:

Essas coisas acontecem porque as fraudes vão mudando. São parecidas, mas nunca são exatamente iguais. O lado positivo é que força uma atualização na legislação. Foi assim com o Banco Santos e provavelmente vai ser igual com o Banco Master.

Hoje, a fiscalização do sistema financeiro é feita por tipos de produtos. Por exemplo, quem fiscaliza os bancos é o Banco Central. Quem fiscaliza as operações de mercado de capitais, inclusive os fundos de investimento, é a CVM, a Comissão de Valores Mobiliários.

A fiscalização dos fundos de previdência é da Susep, se for um PGBL ou VGBL. Mas é a Previc, se for um fundo de pensão. E, muitas vezes, os cargos dessas agências fiscalizadoras entram no toma-lá-dá-cá das indicações políticas. O que acaba deixando esses órgãos defasados em relação ao que o mercado tá fazendo.

Uma ideia que parece boa, adotada em alguns países, é separar as agências reguladoras por tipo de público-alvo. Por exemplo, se é um produto oferecido ao varejo, tem uma regulamentação comum. Para os produtos de atacado, que têm o potencial de desestabilizar o mercado financeiro, tem outro tipo de regulamentação.

Resumo:

Uma coisa que vai evoluir, com esse caso do Banco Master, são as regras de adequação do produto, que já existem, mas não necessariamente são cumpridas. Isso significa vender o produto financeiro certo pra pessoas com características diferentes. Essa é uma evolução importante que o investidor pode ficar atento.

Fonte: CBN e Marcelo D'agosto (20/01/2026)

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