segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

TIC: As principais noticias da semana relacionadas ao mundo telecom

 


Hoje com notícias sobre Valor do Mercado Telecom, Tutotial, M&A, Cabo Sub, 5G e mais destaques

Valor de Mercado em 2025


  • No final de 2025, o valor de mercado (Market Cap) da América Móvil era o dobro do valor do Grupo Telefonica, que, por sua vez,  era o dobro do valor do Grupo TIM.
  • O Valor de Mercado de Nokia e Ericsson só não era maior que o da América Móvil.
  • Neste cenário, o valor de mercado da Telefonica (Vivo) e o da TIM Brasil cresceu mais de 40% em 2025, elas se fortaleceram e passaram a ter um valor de mercado maior que a metade do Valor de seu Grupo.

 Tutorial Teleco em video: Indicadores Operacionais de Telecom

 M&A (Fusões e Aquisições ou Mergers and Acquisitions)

  • A TIM está negociando sua participação de 49% na I-System, empresa de rede neutra utilizada pela TIM para prestar serviços de banda larga fixa.. A IHS é a controladora com 51%. A Alloha seria a principal interessada, mas quer 70% da empresa. (Pipeline)
  • Por outro lado, o BTG Pactual tenta avançar na proposta de  uma fusão da V.tal com a TIM Brasil.  (Pipeline)
  • A Brasil TecPar seria a principal candidata para adquirir a Ligga. (Pipeline)

 Cabos Submarinos

  • A EllaLink concluiu um ramal de seu cabo submarino (Fortaleza – Europa) para Caiena (Guiana Francesa). Este ramal terá no futuro derivações para o Pará e o Maranhão.
  • A V.tal anunciou o projeto do cabo submarino Synapse, que ligará Tuckerton (Nova Jersey/Estados Unidos) à Praia Grande (São Paulo), com um ramal para Fortaleza.
  • Ele terá 9,7 mil km de extensão, 16 pares de fibra e 320 Tbps. Substituirá o o cabo Globenet que está em fim de vida útil.

 5G

  • As operadoras regionais do 5G solicitaram a Anatel que prorrogue por 12 meses o prazo das autorizações de uso da faixa de 700 MHz em caráter secundário, que vence este mês.
  • A TIM Brasil, em parceria com a Nokia e a Huawei, irá modernizar mais de 6.500 sites 4G e 5G em 15 capitais e áreas metropolitanas do país. Ela unificou também seus  contratos de cerca de 9 mil torres com a American Tower em um novo contrato com vigência até 2034.
  • A receita líquida da Ericsson foi 4,5% menor em 2025 do que no ano anterior, mas o EBITDA (17,1%) e o Lucro líquido (US 2,9 bilhões) cresceram.
  • O CEO da Ericsson alertou para as dificuldades contínuas no mercado de RAN em 2026, com o crescimento esperado vindo dos segmentos de missão crítica e corporativo.

 Mais Destaques

  • A Frente Parlamentar Mista de Telecomunicações e Soluções Digitais criou o Instituto Brasileiro de Telecomunicações e Soluções Digitais (IBTD) com a missão de transformar as diretrizes políticas da Frente em análises técnicas estruturadas.
  • O IBTD será presidido por André Martins e contará  sete comitês temáticos: Infraestrutura e Redes de Telecomunicações; Espectro, Satélites e Espaço; Regulação, Governança e Compliance; Inovação, 5G e NovasT ecnologias; Inclusão Digital e Conectividade Social; Cibersegurança e Proteção de Dados; Sustentabilidade e Impacto Ambiental.
  • A Telefônica Brasil se posicionou contrariamente a exigência de homologação prévia de data centers pela Anatel. Ela entende que esta exigência excede o mandato infralegal da agência e demandaria previsão legal específica, sob pena de violação do princípio da legalidade previsto na Constituição Federal e de extrapolação da LGT.
  • O Fust atingiu a marca de R$ 3,2 bilhões de investimentos em 2025, sendo 90% com provedores de internet.
  • Já contam com acesso adequado à Internet, 68,7% das 138 mil unidades escolares previstas para serem atendidas até o final de 2026.
  • O entusiasmo pela IA é atenuado pela realidade dos dados e da prontidão organizacional.

 Resultados 2025

  • 10/02: TIM
  • 24/02: Vivo

 Eventos 2026

  • 2 a 5/03: MWC
  • 28 e 29/04:  MVNO Nation Miami
  • 6 a 8/05:  Abrint

Fonte: Blog Teleco e Eduardo Tude (25/01/2026)

Nota da Redação: Sabem que empresas formam a America Mobil no Brasil, líder absoluta em valor de mercado global telecom, maior operadora da América Latina e uma das maiores do mundo em número de clientes?

No Brasil, o grupo América Móvil (controlado pela família de Carlos Slim) é representado principalmente pela Claro S.A., que consolidou diversas marcas e operações ao longo dos últimos anos.

O Brasil é o segundo mercado mais importante para o grupo (atrás apenas do México), respondendo por aproximadamente 30% da receita total de serviços da América Móvil.

Atualmente no Brasil, o grupo é formado por:

1. Claro (Marca Principal)

A Claro é a face pública do grupo para o consumidor final e para a maioria dos serviços. Ela absorveu marcas que antes operavam de forma independente:

  • NET: Os serviços de TV por assinatura e banda larga residencial (vírtua), que eram da marca NET, foram totalmente integrados à Claro em 2019.
  • Nextel: Adquirida em 2019, a operação da Nextel Brasil foi incorporada para fortalecer a base de clientes móveis e o espectro da Claro.
  • Oi Móvel (Parte): Em 2022, a Claro participou do processo de M&A (aquisição) de ativos da Oi Móvel, absorvendo uma parcela dos clientes, frequências e infraestrutura.

2. Embratel

Diferente da NET, a marca Embratel foi mantida, mas com foco exclusivo no mercado corporativo (B2B) e governamental. Ela oferece soluções de TI, nuvem, segurança digital e infraestrutura de satélites (como a Star One).

3. Outras Empresas e Participações

  • Americel: É a razão social histórica que opera em algumas regiões do Brasil (especialmente no Centro-Oeste) sob a marca Claro.
  • Primesys: Empresa de serviços de TI e gestão de infraestrutura focada em grandes empresas.
  • Global Hitss: Braço de soluções digitais e desenvolvimento de software do grupo.

Estrutura Recente e Estratégia

  • Claro Par (Claro Participações): É a holding que controla as operações no país.
  • Sítios Latinoamérica: Em 2022, a América Móvil concluiu a cisão de suas torres de telecomunicações em uma nova empresa independente chamada Sítios Latinoamérica, que também opera no Brasil.
Vale notar que a estratégia de "marca única" (Claro) serviu para simplificar a operação e reduzir custos tributários e operacionais, algo que sempre gera discussões relevantes para investidores e fundos de pensão do setor.

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