Hoje com notícias de mudanças e lançamentos na Meta e da CES 2026 em Las Vegas
Em entrevista ao Financial Times, o antigo cientista-chefe de IA da Meta, Yann LeCun, disse que sua saída da big tech, em novembro, foi resultado de um desgaste crescente com Mark Zuckerberg e da mudança de rumo da empresa na estratégia de inteligência artificial. Após mais de uma década com ampla liberdade para pesquisa, LeCun passou a enfrentar pressão para acelerar entregas comerciais depois da explosão do ChatGPT. Ele revela ainda que a empresa manipulou os testes de benchmarking do Llama para otimizar os resultados. O conflito se agravou quando Zuckerberg criou um laboratório separado focado em superinteligência baseada em LLMs e colocou Alexandr Wang, fundador da Scale AI, como seu líder. (Financial Times e Futurism)
Falando em Meta, a companhia adiou o lançamento internacional dos óculos inteligentes Ray-Ban Display, previsto para o início de 2026 em mercados como França, Itália, Canadá e Reino Unido. Segundo a empresa, a decisão foi motivada por uma demanda acima do esperado e por limitações de estoque, o que levou a listas de espera que já avançam para o próximo ano. (The Verge)
Durante a maior feira de tecnologia do mundo, a CES 2026, a Nvidia apresentou o Alpamayo, uma nova família de modelos de IA de código aberto criada para treinar e testar veículos autônomos em situações complexas do mundo real. A ideia é levar raciocínio à direção, permitindo que os sistemas decomponham problemas, avaliem alternativas e expliquem suas decisões, inclusive em cenários como cruzamentos com semáforos defeituosos. No centro do pacote está o Alpamayo 1, um modelo de visão, linguagem e ação com 10 bilhões de parâmetros, acompanhado de ferramentas de simulação e de um conjunto aberto com mais de 1700 horas de dados reais de direção. (TechCrunch)
No mesmo evento, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou que a próxima geração de chips para inteligência artificial já está em plena produção e pode oferecer até cinco vezes mais poder de computação do que a geração anterior. O principal lançamento é a plataforma Vera Rubin, que combina GPUs e novos processadores centrais em sistemas capazes de interligar mais de mil chips, com ganhos expressivos de eficiência na geração de tokens, base do funcionamento dos modelos de IA. (Reuters)
Fonte: Meio (07/01/2026)

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