O pagamento de créditos extraconcursais está suspenso diante da deterioração da situação financeira da companhia, que acumula débitos em aberto que somam R$ 2 bilhões.
A Oi confirmou nesta quinta-feira (19) que obteve uma decisão favorável na ação judicial contra seus antigos acionistas de referência.
Mais cedo, o Pipeline, site de negócios do Valor, informou que a Justiça do Rio de Janeiro atendeu ao pedido da Oi para o arresto (bloqueio) do crédito a receber e das garantias a eles vinculadas detidas pelos principais “bondholders” (detentores de títulos) da companhia, entre eles as gestoras Pimco e Ashmore, mas manteve o direito político sobre esses débitos.
De acordo com o site, na ação movida pela Oi, que está sob controle de administrador judicial, a empresa de telecom acusa as gestoras de abuso de poder e prática de atos ilícitos contra os interesses da companhia. Ainda menciona conflito de interesse, já que a assessoria financeira contratada pelos “bondholders”, então principais acionistas da Oi detentores de 58,28% da empresa, tinha honorários que somavam US$ 12,5 milhões atrelados ao pagamento prioritário dos credores.
Na decisão, a juíza Simone Chevrand da 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) , entendeu que o arresto é necessário até que se avalie eventuais prejuízos causados pelas rés, que tinham se tornado principais acionistas da Oi.
O pagamento de créditos extraconcursais está suspenso diante da deterioração da situação financeira da companhia, que acumula débitos em aberto que somam R$ 2 bilhões. A juíza, contudo, entendeu que os “bondholders” podem exercer os direitos políticos decorrentes dos créditos, como voto em assembleia e direito a veto.
Fonte: Valor (19/02/2026)
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