quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Comportamento: Estudos de Stephen Hawking apontam ano em que o planeta deixaria de existir devido a superpopulação



Físico analisou o destino do planeta e propôs a busca por novos lares estelares como a única possibilidade de evitar o fim da espécie humana

O físico britânico Stephen Hawking sempre esteve à frente em suas análises. Foi assim também quando, anos atrás, fez uma projeção sobre o destino do sistema planetário e uma possível autodestruição da Humanidade. Durante uma conferência científica em Pequim, descreveu os riscos associados ao avanço da civilização e ao consumo de recursos naturais em um fórum anual de tecnologia.

Como canta a música carnavalesca da Banda Eva, o cientista estabeleceu que o "fim da aventura humana na Terra" aconteceria no ano 2600. A Humanidade teria menos de seis séculos para garantir sua permanência por meio da colonização espacial. Hawking participou da Cúpula WE da Tencent por videoconferência a partir do Reino Unido.

— Para o ano 2600, a população mundial estará ombro a ombro e o consumo de eletricidade fará com que a Terra brilhe em vermelho vivo — afirmou.

.A superpopulação seria o principal motor desse processo de degradação. O número de habitantes do planeta dobra a cada quatro décadas, e, segundo a teoria, essa progressão constante levará a um consumo energético insustentável. O calor resultante transformará o solo em uma bola de fogo incandescente ao longo dos próximos 600 anos.

Riscos ambientais e o efeito estufa

Autor do livro "Uma breve história do tempo", Hawking detalhou as ameaças climáticas no documentário da BBC intitulado "Stephen Hawking: Expedition New Earth". Ele alertou que a civilização atravessa um ponto crítico: o aquecimento global atingirá níveis irreversíveis se a atividade humana mantiver o ritmo atual.

Hawking projetou que o clima terrestre se tornaria semelhante ao de Vênus. A superfície registraria temperaturas próximas de 250 °C, e as nuvens passariam a gerar precipitações permanentes de ácido sulfúrico. A ambição inerente às pessoas dificultaria a adoção de medidas eficazes contra a mudança climática.

O cientista ressaltou que a Terra possui uma capacidade de suporte limitada. O crescimento populacional exponencial colide com os limites físicos do ambiente natural. A extinção total dos seres vivos seria uma certeza estatística em um prazo de mil a dez mil anos se não houver mudanças radicais na organização social.

Projetos espaciais para a preservação da vida

Na visão de Hawking, a salvação da Humanidade reside na transformação em uma espécie multiplanetária, capaz de habitar outros sistemas solares. Ele recomendou emular expedições da série "Star Trek" e defender o avanço tecnológico com foco em viagens à velocidade da luz para alcançar regiões remotas do cosmos.

O astrofísico apoiou a iniciativa "Breakthrough Starshot". O programa busca explorar Alfa Centauri, o sistema estelar mais próximo com potencial de habitabilidade. O plano prevê o lançamento de uma nanonave impulsionada por feixes de luz. O veículo alcançaria Marte em menos de uma hora; a viagem até Plutão levaria apenas alguns dias. A sonda superaria, em uma semana, a distância percorrida pela Voyager ao longo de décadas. A jornada até o novo sistema planetário duraria cerca de 20 anos.

Hawking solicitou um investimento de US$ 100 milhões para financiar esses avanços. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, dedicou a carreira ao estudo dos buracos negros. Para ele, a exploração de outros mundos representava a única via para evitar o desaparecimento definitivo diante da crise energética e demográfica.

Fonte: La Nacion (16/02/2026)

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