quarta-feira, 5 de abril de 2023

Plano de saúde corporativo tem alta de 11,3% em 3 meses, entre dezembro e fevereiro

 


Maiores altas vêm de Bradesco e SulAmérica

Os planos de saúde empresariais, PME e por adesão — cujos contratos venceram em dezembro, janeiro e fevereiro deste ano — tiveram um reajuste médio de 11,3%. Os dados são da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os maiores aumentos foram praticados por Bradesco Saúde, SulAmérica e Unimed Nacional. 

O reajuste nos dois primeiros meses de 2023 representam representa uma queda de 0,8 ponto percentual sobre o quarto trimestre de 2022, mas quando se compara ao mesmo período de 2022 houve uma alta de 2,5 pontos percentuais. Na média de 2022, o reajuste médio foi de 10,7%, uma alta de 6% sobre 2021, segundo levantamento dp BTG Pactual. 

Nos contratos de janeiro e fevereiro, Bradesco e SulAmérica aplicaram aumentos de 22,3% e 16,6%, respectivamente. A Unimed Nacional, por sua vez, elevou seus preços em 12,6% (ainda acima da média do setor). 

No Grupo Hapvida, o reajuste médio foi de 13,3% no acumulado de janeiro e fevereiro (sendo 11,2% na Hapvida e 15,2% na NotreDame Intermédica). O percentual fica 1,9 ponto percentual acima da média do setor e 2,9 pontos percentuais quando comparado ao primeiro trimestre de 2022. A média de reajuste no ano passado foi de 11,6%.  

A SulAmérica praticou um reajuste médio de 16,6% nos contratos de janeiro e fevereiro. No primeiro trimestre de 2022, o aumento foi de 7,5%. Mas na média do ano passado, o percentual sobe para 11,4% (bem acima dos 6,8% de 2021). 

A Bradesco Saúde reajustou seus contratos, com vencimento em janeiro e fevereiro, em 22,3%. No ano passado, a média foi de 18% contra 8,6% em 2021. 

Já o preço dos planos da Amil subiu 13,5% no primeiro bimestre de 2023. Em 2022, a média de reajuste foi de 13,2% e em 2021, 6,4% em 2021. 

Na Unimed Nacional, o aumento médio foi de 12,6% nos dois primeiros meses de 2023 contra 10,3% no primeiro trimestre de 2022; 12,6% em 2022 e 5,6% em 2021. 

“Como a taxa de sinistralidade estão em níveis historicamente altos e as frequências permanecem bem acima das tendências pré-pandêmicas, os aumentos de preços são o principal gatilho para colocar as operadoras de planos de saúde de volta nos trilhos quanto à lucratividade. Assim, esperamos que os aumentos de preços de dois dígitos ajudem nessa frente durante o ano”, diz trecho do relatório do BTG.

Fonte: Valor (03/04/2023) 

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