sexta-feira, 13 de março de 2026

Fundos de Pensão: Dívida da Oi com Fundação Atlântico é questionada por sindicatos, que cobram patrocínio a planos de novo adquirente da operação

 


Sindicatos querem audiência urgente sobre situação crítica dos trabalhadores e da FATL

FENATTEL, FITRATELP e FITTLIVRE reclamam ao administrador Bruno Rezende de salários atrasados e ambiente de trabalho tóxico sem informações e previsibilidade.

As entidades sindicais FENATTEL, FITRATELP E FITTLIVRE encaminharam uma carta ao administrador judicial da Oi, Bruno Rezende, para reivindicar uma audiência – em caráter de urgência – com o argumento do agravamento da situação dos trabalhadores, que reclamam da falta de comunicação clara e definição efetiva sobre o futuro da Oi, o que causa profunda insegurança e constrangimento aos empregados e empregadas que permanecem na operadora.

Acusando paralisia operacional e cenário de incerteza, as entidades sindicais destacam no documento os seguintes pontos inadiáveis, que precisam ser endereçados imediatamente, especialmente por envolverem a saúde de centenas de pessoas com longo tempo de casa e idade avançada:

1- Desligamento Digno e Incentivado

Encerramento da Ociosidade Forçada: É imperativo cessar a situação humilhante de centenas de empregados e empregadas que permanecem em casa sem função produtiva, o que se configura como uma forma de tortura emocional após anos de dedicação.

Programa de Incentivo ao Desligamento (PDI/PDV): A retomada de um programa de incentivo nos moldes dos realizados anteriormente, como forma de desligar dignamente aqueles que ficaram sem atividades, reconhecendo os serviços prestados e garantindo a manutenção plena de seus direitos trabalhistas.

Pagamento Integral e Imediato: É dever da intervenção promover o desligamento célere de todos os que estão ociosos, com a garantia do pagamento integral das verbas rescisórias e obrigações sociais. Não aceitamos que, na eventual falência da Companhia, a legislação específica seja aplicada de forma a desassistir essas centenas de pessoas que esperam, no mínimo, um tratamento digno, respeitoso e justo em relação ao seu histórico na empresa.

2- Resultados, Acordos e Operação

Aferição do Placar 2025: Solicitam a apresentação oficial dos resultados do exercício e a devida aferição do acordo coletivo de resultados (Placar), bem como a definição da data de pagamento, caso haja premiação.

Infraestrutura e UPI: Buscam esclarecimentos sobre a inserção da nova UPI voltada aos serviços de três dígitos e telefonia fixa, considerando a operação ativa em mais de 6 mil localidades.

Perspectivas Futuras: É fundamental que a Administração Judicial apresente o planejamento para os próximos meses, visando dar o mínimo de previsibilidade ao corpo funcional. Questionamos: é intenção do interventor prosseguir com o processo de falência ou entende-se haver viabilidade para algum aspecto de continuidade?

3- Atualização sobre Ativos e Gestão de Passivos

Leilão da V.tal e Imóveis: Pedem um posicionamento atual sobre o leilão das ações da V.tal e a venda dos imóveis da massa falida.

Oi Soluções: Solicitam que seja apresentado o planejamento para a estrutura de clientes, contratos B2B e a equipe de colaboradores desta unidade.

Venda da Tahto e Passivo da SEREDE: Solicitam o status da venda da Tahto e a solução para o passivo trabalhista da SEREDE, bem como a regularização dos pagamentos em aberto para trabalhadores e trabalhadoras de empresas terceirizadas.

4- Direitos Pendentes e Previdência

Verbas Rescisórias: Pagamento imediato das verbas rescisórias devidas aos ex-empregados e empregadas da SEREDE.

Fundação Atlântico: É mandatório debater o débito da Oi junto à Fundação e garantir que a adquirente da operação assuma o patrocínio, protegendo as reservas dos participantes.

Ao fim da carta, as entidades sindicais reportam que “a manutenção de um ambiente de trabalho de alta toxicidade afeta a saúde de milhares de pessoas. A administração Judicial deve zelar pelo princípio da dignidade da pessoa humana e pelo caráter alimentar das verbas trabalhistas. Infelizmente, o que estamos presenciando na Oi atualmente são situações análogas àquelas que já vimos acontecer em uma série de denúncias que chegaram à OIT (Organização Internacional do Trabalho).” e cobram a realização da audiência o mais rápido possível.

Confira aqui íntegra do documento.

Fonte: Converg. Digital  e Tele.Síntese (11/03/2026)

Nota da Redação: Com R$ 60 milhões de preço mínimo pela UI Telefonia, todas obrigações de operação já impostas oficialmente e agora também a pretensão pelos sindicatos da adição da responsabilidade de pagar as dívidas trabalhistas e da Fundação Atlântico (FATL) e ainda patrocinar os planos dessa fundação, será quase impossível surgir alguma operadora interessada na UI de operação da telefonia fixa da OI.

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