Estatal diz reunir satélites, fibra, cabeamento interno, videomonitoramento, plataformas educacionais e suporte de infraestrutura para órgãos públicos que atendem a rede de ensino
A Telebras afirma que estruturou um portfólio que vai além da oferta de conectividade para escolas e hoje reúne soluções que incluem satélites em múltiplas órbitas, fibra, cabeamento interno, monitoramento, plataformas educacionais, inteligência artificial e suporte de infraestrutura para órgãos públicos ligados à educação. A apresentação foi feita por Marcelo Stella, gerente de novos negócios da estatal, durante o evento Edtechs 2026, sobre educação digital, realizado pelo Tele.Síntese nesta terça-feira, 24, em Brasília.
Segundo o executivo, a companhia se apoia em sua infraestrutura própria e em fornecedores homologados para atender tanto o acesso à internet quanto demandas de gestão e operação do sistema educacional. Stella afirmou que a Telebras tem “30 mil quilômetros de fibra espalhados pelo Brasil” e que, com o leilão do 5G, amplia sua rede privativa nas capitais, com “mais 6.500 pontos conectados”. Ele também citou o satélite geoestacionário SGDC e a estrutura de data centers da empresa.
Conectividade dentro e fora da escola
No recorte específico da educação, a Telebras diz atuar desde os programas públicos de conectividade até a infraestrutura interna das unidades de ensino. Stella afirmou que a estatal participa de iniciativas como Gesac e Escolas Conectadas e que pode ir além do link de acesso, chegando ao ambiente interno da escola. “A gente entra dentro da escola também, a gente consegue fazer todo o cabeamento interno da escola”, declarou.
O executivo disse ainda que a estatal trabalha com oferta multiórbita, combinando soluções geoestacionárias, de baixa órbita e também nova oferta intermediária, como forma de ampliar o alcance em áreas remotas. A proposta, segundo ele, é sustentar desde a conectividade básica até estruturas mais robustas para comunidades inteiras.
Monitoramento de obras e resposta a emergências
Entre as soluções citadas, a Telebras destacou o uso de imagens de satélite para acompanhar a construção de escolas e apoiar a fiscalização de obras públicas. Stella afirmou que a tecnologia permite comparar a execução da obra com o projeto original, inclusive com base em desenho técnico. “Eu consigo acompanhar a obra de construção da escola”, disse. Segundo ele, isso reduz a necessidade de deslocamento de técnicos para verificação presencial.
Na mesma linha, o executivo afirmou que o imaginamento também pode ser usado para avaliar riscos no entorno das escolas, como enchentes, iluminação pública e infraestrutura viária. Em situações de calamidade, acrescentou, a Telebras pode prover conectividade emergencial para retomada das atividades escolares.
Segurança, gestão escolar e IA
Dentro das escolas, a estatal listou soluções de videomonitoramento, controle de acesso e reconhecimento facial, com processamento local dos dados biométricos. Stella disse que o modelo permite identificar circulação de pessoas e gerar alertas para ocorrências como incêndios, desmaios ou entrada de pessoas armadas. Também mencionou plataformas de gestão escolar e de conteúdo, com restrições de acesso em dispositivos entregues a estudantes e integração às diretrizes do MEC e da base curricular.
Além disso, a Telebras afirma já ter em sua base soluções de inteligência artificial para uso educacional, inclusive para interação com alunos e formação de professores. O portfólio, segundo o executivo, foi ampliado por um processo de homologação que reuniu 180 fornecedores de tecnologia.
Entrega em até três semanas
Um dos pontos centrais da fala foi a tentativa de reduzir o tempo de contratação pelo poder público. Stella afirmou que a Telebras antecipou a parte jurídica do processo e assinou com o MEC um contrato com especificações gerais das linhas de fornecimento. Com isso, disse ele, bastaria a emissão de termo de referência e ordem de serviço para a entrega. “Tendo o termo de referência, em duas, três semanas eu estou entregando a solução”, declarou. Segundo o executivo, esse modelo deixa o portfólio da estatal à disposição do MEC e das universidades.
Fonte: Tele.Síntese (24/03/2026)
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