Hoje com notícias da condenação da Meta e Google, criação do Conselho de tecnologia sobre IA e investigação na China sobre venda da Manus à Meta
Um júri de Los Angeles condenou a Meta e o Google por negligência ao não alertarem usuários sobre os riscos de vício e danos à saúde mental em suas plataformas. O veredito favoreceu uma jovem de 20 anos que desenvolveu depressão e dismorfia corporal após o uso compulsivo de Instagram e YouTube durante a infância. Os jurados consideraram que o design dos aplicativos foi um fator substancial para o sofrimento da autora da ação e agora devem definir o valor da indenização financeira a ser paga. Especialistas comparam o caso ao momento histórico da indústria do tabaco nos anos 90, na qual diversas empresas tiveram de pagar indenizações bilionárias por omitir os malefícios do uso do cigarro aos usuários. As gigantes de tecnologia negam as acusações e atribuem os problemas da garota a questões familiares. (CNBC)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a criação de um conselho de tecnologia para opinar sobre políticas relacionadas à inteligência artificial e inovação. O grupo reúne nomes como Mark Zuckerberg, da Meta, Jensen Huang, da Nvidia, Larry Ellison, da Oracle, e Sergey Brin, da Alphabet. Sob o comando de David Sacks, o colegiado terá o objetivo também de transformar o país na potência dominante em IA e criptoativos, com um viés desregulador para acelerar a competitividade e a segurança nacional. A disposição desses CEOs em colaborar contrasta com os boicotes de anos atrás. (Wall Street Journal)
Autoridades chinesas impediram a saída do país de dois cofundadores da startup de inteligência artificial Manus, Xiao Hong e Ji Yichao, em meio a uma investigação sobre a venda da empresa para a Meta por US$ 2 bilhões. O órgão de planejamento econômico de Pequim apura possíveis violações de regras de investimento estrangeiro e riscos à segurança nacional com a transferência de tecnologia estratégica para os Estados Unidos. A Manus, que transferiu sua sede para Singapura após aportes do Vale do Silício, é considerada um modelo de sucesso no setor de agentes de IA, que são o foco da aquisição de Mark Zuckerberg. (Financial Times)
Fonte: Meio (26/03/2026)

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