sábado, 28 de fevereiro de 2026

TIC: As principais notícias relacionadas ao cotidiano digital

 


Hoje com notícias da Netflix, Anthropic, Redata caducado e posicionamento da Brasscom

A Netflix anunciou nesta quinta-feira que desistiu de aumentar a oferta para comprar a Warner Bros. Discovery, em uma reviravolta que deixa o caminho livre para a Paramount, do empresário David Ellison, assumir o controle do estúdio. A gigante do streaming afirmou que o negócio “não é mais financeiramente atraente” após a oferta da Paramount subir para US$ 111 bilhões. O acordo original da Netflix, fechado em US$ 83 bilhões, poderia consolidar a companhia como principal potência do entretenimento tradicional, mas gerou questionamentos de acionistas e isso fez a empresa perder mais de US$ 60 bilhões em valor de mercado. Mas, com a retirada, as ações da Netflix subiram quase 10% no after hours. (New York Times)

A Anthropic rejeitou na noite desta quinta-feira o ultimato do Pentágono para que liberasse o acesso total de seu chatbot Claude a fim de ser usado na vigilância interna nos Estados Unidos e no controle de armas autônomas. Embora negasse a intenção desse tipo de uso, o Pentágono não queria a restrição explícita nos contratos com a empresa, e o secretário de Defesa, Pete Hegseth afirmou que as Forças Armadas deveriam ter liberdade de usar a tecnologia em “todo o leque de ações de guerra”. Com a recusa, a Anthropic pode perder seus contratos com o Departamento de Defesa dos EUA. (Washington Post)

O Senado não votou o projeto do Redata e deixou caducar a medida provisória que criava incentivos fiscais para atrair data centers ao Brasil, frustrando o governo e o setor, que aguardavam a aprovação para anunciar investimentos estimados em até R$ 60 bilhões nos próximos anos. O programa previa renúncia fiscal de R$ 5,2 bilhões em 2026, já contemplada no Orçamento, e exigia contrapartidas como uso de energia renovável e oferta mínima de 10% da capacidade ao mercado interno. (Folha)

E em entrevista, o presidente da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom), Affonso Nina, afirma que esse atraso regulatório pode empurrar projetos para outros países em um momento em que o Brasil já importa cada vez mais serviços de processamento de dados, com déficit que saltou de US$ 3 bilhões em 2021 para quase US$ 8 bilhões no ano passado. Segundo ele, construir um data center aqui custa até 30% mais do que em concorrentes por causa da carga tributária. (UOL)

Fonte: Meio (27/02/2026)

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