Hoje com notícias do Redata (tributação de datacenters), danos causados pela IA, restrições impostas a empresas americanas e queda valor da IBM
A Câmara aprovou o texto-base do projeto que cria o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, iniciativa do governo para estimular a instalação e ampliação dessas estruturas no país. A votação foi simbólica e o texto segue agora para o Senado. O Redata suspende tributos como PIS, Cofins e IPI sobre componentes eletrônicos até o fim de 2026 e concede isenção do Imposto de Importação por cinco anos, com impacto fiscal estimado em R$ 5,2 bilhões já em 2026. Em contrapartida, as empresas terão de destinar ao menos 10% da capacidade ao mercado interno, cumprir metas de eficiência hídrica, uso de energia limpa e investir 2% do valor beneficiado em pesquisa no Brasil. (InfoMoney)
E segundo levantamento da Data Privacy Brasil com base na Biblioteca de Danos em IA, quase 30% dos danos documentados ligados ao uso de inteligência artificial afetam o bem-estar psicológico e social. O repositório busca organizar evidências concretas para subsidiar o debate regulatório, enquanto projetos de lei sobre IA seguem em análise na Câmara. (Folha)
De acordo com um telegrama interno obtido pela Reuters, o governo Donald Trump orientou diplomatas americanos a pressionar contra iniciativas estrangeiras que imponham restrições ao tratamento de dados por empresas de tecnologia dos EUA. O documento afirma que regras de soberania ou localização de dados podem limitar serviços de inteligência artificial e computação em nuvem, além de fragmentar os fluxos globais de informação. (Reuters)
A queda de cerca de US$ 40 bilhões no valor de mercado da IBM após o anúncio de uma ferramenta da Anthropic para traduzir código COBOL para linguagens modernas revela uma leitura equivocada do problema. Converter linhas de código é apenas uma etapa técnica, e a modernização de sistemas envolve também redesenho de arquitetura, integração de bases de dados, garantia de desempenho e gestão de risco em operações que não podem falhar. Empresas utilizam mainframes não por apego ao COBOL, mas pela estabilidade e escala que oferecem. Então, a novidade amplia a concorrência, mas não elimina a complexidade estrutural que sustenta o negócio da IBM. (Venture Beat)
Fonte: Meio (26/02/2026)

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